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Half-Life e Portal não são só franquias de jogos; são universos complexos, com histórias entrelaçadas, muitos detalhes ocultos e uma legião de fãs apaixonados. No Brasil, quem ajudou a organizar, explicar e até preservar toda essa riqueza para milhares de jogadores foi o canal MDGameplay.
O MDGameplay se tornou referência dentro da comunidade brasileira ao criar uma série detalhada chamada "História de Half-Life". Nela, o canal se propôs a narrar e explicar cronologicamente toda a saga de Half-Life e Portal, apresentando de maneira didática os elementos mais difíceis e as conexões desses universos interligados da Valve. A série se destacou pelo compromisso em abordar todos os jogos da franquia, inclusive os títulos menos conhecidos e expansões, sempre mantendo o cuidado com a fidelidade dos fatos e a clareza das informações.
A série analisou, episódio a episódio, os seguintes jogos:
Episódio #01: Half-Life
Episódio #02: Half-Life: Opposing Force
Episódio #03: Half-Life: Blue Shift
Episódio #04: Half-Life: Decay
Episódio #05: A saga Portal
Episódio #06: Half-Life 2
O impacto desse trabalho foi gigantesco. Quando o MDGameplay parou a produção, deixando de cobrir ainda Half-Life 2: Episode One e Episode Two, outro canal — o Degenerator — assumiu a responsabilidade de continuar a série.
Ele produziu os episódios #07 e #08, mantendo o padrão de qualidade e o estilo original, numa demonstração do valor e da importância que o conteúdo do MD já tinha conquistado. Como o próprio Degenerator disse:
“O estilo de vídeo é bem semelhante ao dos episódios anteriores do MD. Como mencionado, tentei terminar a série, e por isso fiz o mais fiel possível, a fim de não gerar 'incoerências'.”
Além dos vídeos, o MDGameplay criou uma comunidade forte que se reunia não só nos comentários do canal, mas principalmente em um grupo criado na Steam, aberto em 10 de julho de 2013.
Quem era fã do canal e tinha conta na plataforma podia entrar nesse grupo para discutir, trocar ideias e teorias sobre a saga. Anos depois, mesmo com o canal inativo, ainda há movimentação e comentários nesse grupo, mostrando como o legado do MDGameplay seguiu vivo.
Em uma rara aparição, respondendo no grupo oficial, o próprio MD explicou o motivo de ter parado:
“Eu to vivo, moro em SP e trabalho bagarai, mas com algo que gosto muito haha. Pra terem ideia, abri o steam aqui depois de 1 ano - eu hoje tenho focado muito na minha carreira e infelizmente n tenho tido tanto tempo quanto antes. Curtia mto o canal e dá um pouco de pena ter parado, mas infelizmente n tava rolando conciliar tudo. Eu abri aqui e fiquei espantado de ver que ainda tem uma galera que comenta no grupo, mesmo depois de tanto tempo. Valeu mesmo hahah.”
Sobre os vídeos terem sido retirados ou colocados como privados, ele também respondeu por lá:
“Tem seus motivos hahah. Peço desculpas se ficaram putos, entendo vcs tb. Eu tenho meus motivos pra não deixar os vídeos públicos, mas a conta ainda existe, só preciso resgatar o login e senha por aqui. Posso deixar os vídeos como não listados e postar todos os links aqui, o que acham?”
Por isso, é importante avisar: a maioria dos vídeos do MD hoje só está disponível porque muitos fãs fizeram backup e reupararam os vídeos em outras contas. Da mesma forma, para que todo mundo possa acessar, eu estou deixando o link de cada episódio — seja do MDGameplay ou das continuações feitas por outros canais espalhados neste artigo, caso você queira ver ou rever os episódios clássicos, é só conferir a descrição.
Essas informações, inclusive, foram apuradas consultando diretamente os vídeos do MDGameplay, Degenerator, MattO, Skyrionn e também discussões dentro do próprio grupo da Steam, como forma de documentar e homenagear todo o caminho percorrido por essa série.
Portanto, este artigo é uma homenagem direta aos vídeos do MDGameplay. Foi pelos vídeos dele que eu me apaixonei ainda mais por Half-Life e Portal, e sei que muita gente também foi assim. O conteúdo dele não só narrou as histórias, mas preservou toda essa tradição, ajudando novos fãs a conhecer ou relembrar a ordem dos jogos, detalhes importantes e a compreender esse universo único da Valve.
Neste artigo, eu não vou me aprofundar em datas de lançamento, detalhes do processo de criação de cada jogo ou curiosidades sobre o desenvolvimento — porque disso, acredito que a maioria já sabe ou pode facilmente pesquisar. O meu foco aqui será contar, analisar e conectar a história completa do universo de Half-Life e Portal, seguindo tudo o que acontece nessas franquias do ponto de vista da narrativa, dos personagens e de como esses mundos se cruzam.
Vamos começar nossa história não na Terra, mas sim em um mundo muito distante, onde tudo começou…
Os Nilanth e o Combine
Em um planeta bem longe daqui, uma espécie chamada Nilanth vivia em paz no seu planeta. Não sabemos muito sobre como era a sociedade ou a cultura deles, mas uma invasão estava a caminho.
No espaço, um império alienígena multidimensional viajava entre vários universos, dominando todas as espécies inteligentes que cruzavam seu caminho. Esse império não só invadia e pegava os recursos naturais dos planetas, mas também fazia coisas terríveis com os habitantes. Com o passar do tempo, eles aprenderam a estudar e modificar as estruturas biológicas das espécies conquistadas para aumentar seu próprio exército.
Eles acabaram virando uma mistura de incontáveis espécies alteradas sob o comando de uma única entidade - por isso a humanidade mais tarde os chamaria de Combine, uma força sombria que espalhou medo por todo o multiverso. Esse nome vem da ideia de combinar ou unir coisas, mostrando como o império vai absorvendo diferentes espécies e tecnologias na sua estrutura.
Em uma de suas explorações entre dimensões, o Combine acabou encontrando o mundo dos Nilanth. Como já tinham feito um monte de vezes antes, se prepararam para invadir. Os Nilanth tentaram lutar contra, mas não conseguiram vencer. O Combine então começou seus experimentos estranhos para adaptar essa nova espécie e deixar seu exército ainda mais forte.
Como todo povo dominado pelo Combine, os Nilanth procuraram desesperadamente um jeito de fugir. Foi assim que um deles descobriu um portal que levava para um lugar chamado Xen, um mundo que ficava entre as dimensões. Esse lugar era lar de várias formas de vida de diferentes mundos que tinham se conectado a ele ao longo do tempo.
Em Xen, esse Nilanth achou um refúgio e se tornou o último sobrevivente de sua espécie. Enquanto o Combine continuava explorando outros universos, o Nilanth explorava Xen procurando maneiras de se defender caso o Combine descobrisse esse esconderijo.
O Nascimento da Aperture Science
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Cave Johnson |
Por volta de 1943, aqui na Terra, Cave Johnson, um jovem cheio de ideias, deu início à Aperture Fixtures. Ele se inspirou nas teorias do pai, um professor de agricultura da faculdade da região que, curiosamente, nunca tinha posto a mão na terra para plantar.
A filosofia da Aperture era bem direta: criar tudo do zero, gastar quanto fosse preciso e jamais pensar em economia.
No começo, a Aperture vendia cortinas de chuveiro super avançadas. Ninguém sabe ao certo o que fazia essas cortinas serem tão especiais, mas o sucesso foi tanto que rendeu à empresa o prêmio: Shower Curtain Salesman do ano.
Logo vieram os contratos gordos com diferentes setores do exército americano, e Cave ficou rico de verdade.
Em 1944, nadando em dinheiro, ele decidiu investir em propriedades e acabou comprando uma velha mina de sal em Michigan - um lugar enorme com túneis que chegavam a mais de quatro quilômetros de profundidade. Foi lá, nesse labirinto subterrâneo, que a sede principal da Aperture Fixtures ganhou vida.
Em 1947, Cave deu um novo rumo ao negócio, mudando o nome para "Aperture Science" e começando a se aventurar na física experimental. Seguindo à risca a filosofia do pai, ele abriu a carteira sem dó para contratar os maiores gênios que o dinheiro podia comprar. E o plano deu certo: logo a Aperture Science foi premiada como a melhor nova empresa científica do ano.
Nos anos seguintes, o negócio explodiu. Os velhos túneis da mina de sal viraram laboratórios high-tech para testar produtos científicos revolucionários. Em 1949, a Aperture já tinha alcançado o segundo lugar entre as 100 melhores empresas de ciência aplicada, segundo a revista Mundial de Engenharia Mecânica. Podemos imaginar que a primeira colocada devia ser a Black Mesa, situação que deixou Cave Johnson obcecado em conquistar o topo, não importa o preço.
À medida que colaboradores da empresa iam conhecendo melhor o Cave Johnson, iam percebendo o quanto o cara era excêntrico. Ele criou os famosos "Três pilares da ciência da Aperture":
- Ciência sem resultados é apenas feitiçaria
- Obtenha resultados ou seja demitido
- Se um funcionário suspeitasse que um colega era uma bruxa, deveria denunciá-lo imediatamente, pois feitiçaria não seria tolerada.
Com o tempo, a equipe da Aperture ficou na dúvida se ele estava de brincadeira ou falando sério – mas no fim das contas, não tinha como negar que Cave tinha construído um império científico do zero.
A Era de Ouro da Aperture e o Surgimento da Black Mesa
Nos anos 1950, a Aperture Science estava bombando. Ao mesmo tempo, no meio do deserto do Novo México, uma corporação bancada pelo governo chamada Black Mesa comprava terrenos para montar sua própria instalação de pesquisa. Eles apostavam que aquele lugar isolado daria a privacidade que precisavam para tocar experimentos secretos sem ninguém metendo o nariz.
Enquanto isso, lá em Michigan, a Aperture vivia seus dias de ouro. Mesmo tendo perdido um contrato com o Departamento de Defesa dos EUA para o segundo lugar, a empresa continuava faturando alto com suas vendas tanto para o público quanto para o governo. Os produtos que saíam de lá eram realmente revolucionários e passavam por testes rigorosos antes de chegarem ao mercado.
Em 1952, a mina de sal virou a base do que seria a instalação da Aperture Science. Ao invés de cavar pra baixo, decidiu começar lá dos 4 quilômetros de profundidade e ir subindo aos poucos. A construção incluiu nove poços de teste, cada um com esferas de enriquecimento feitas de amianto que serviam como ambientes de teste isolados um do outro.
Nessa época, a Aperture estava no auge. As instalações eram puro luxo, com salas de espera decoradas com painéis de madeira legítima e detalhes em ferro forjado. Os funcionários estavam sempre a postos para atender qualquer pedido dos voluntários, que chegavam ao complexo em Michigan em limusines particulares.
Johnson conseguiu atrair a nata da sociedade para seus testes: astronautas, heróis de guerra e atletas olímpicos. Como a Aperture tinha nome no mundo científico, esses voluntários nem pediam pagamento, preferindo que o dinheiro fosse para instituições de caridade. Dependendo do histórico de cada voluntário, eles eram direcionados para diferentes tipos de teste e áreas específicas do complexo.
A primeira esfera de enriquecimento no Eixo de teste 09 ficou pronta em 1953, focando nas experiências com o gel de repulsão. Os métodos nada ortodoxos da Aperture já davam as caras desde o começo – o grupo de controle nos testes do gel recebeu apenas tinta azul, o que acabou causando ferimentos sérios nos participantes. O gel continha elementos e compostos sem testes prévios que reagiam de forma violenta com o sistema esquelético humano, e quem mergulhasse nele podia sofrer danos devastadores à saúde. Johnson também se destacava pelo jeito excêntrico, sempre gravando mensagens para os voluntários que ignoravam completamente os protocolos científicos básicos.
Vale lembrar que nesse mesmo ano, a Aperture Science descobriu sua primeira tecnologia de portal, funcionando como uma passagem entre os dois lados da cortina do chuveiro – produto que, pelo visto, eles ainda continuavam vendendo.
À medida que a empresa foi crescendo, Cave percebeu que não dava mais conta de ficar de olho em tudo pessoalmente.
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| Caroline |
Foi quando ele tomou duas decisões importantes: contratou uma assistente chamada Caroline e começou a gravar mensagens que tocavam por toda a instalação para dar as boas-vindas aos participantes dos testes e manter a equipe motivada.
Nos anos 50, a Aperture começou a fazer testes bem radicais. Eles tentaram fazer modificação genética, misturando DNA humano com o de louva-a-deus. Quando esses experimentos foram colocados na geladeira por tempo indeterminado, passaram a fazer testes de combate onde os voluntários tinham que encarar um verdadeiro exército de homens louva-a-deus.
Outros experimentos da Aperture eram bem loucos: tentavam reduzir a quantidade de água no corpo humano de 60% para apenas 30% ou até 20% expondo as pessoas a motores a jato. Também fizeram testes usando lasers para transformar sangue em gasolina. Um dos testes mais perigosos envolvia dar aos voluntários café misturado com cálcio fluorescente para conseguir ver a atividade cerebral, mas isso podia acabar vitrificando (literalmente transformando em vidro) o lobo frontal do cérebro da pessoa.
O mais curioso é que aquelas esferas de enriquecimento feitas de amianto, que já eram perigosas por si só por conterem esse material cancerígeno, acabaram sendo a parte menos arriscada de todos os experimentos malucos que a Aperture Science realizou.
Apesar de todos esses experimentos assustadores e arriscados tocados por Cave Johnson, a Aperture Science continuava sendo uma empresa popular e respeitada na época.
Em 1956, a Aperture fechou outro contrato com o governo americano, engordando ainda mais seus lucros e prestígio. A empresa vendia suas torretas ao público e até se aventurou na "Ciência da batata", levando o prêmio Spirit of Idaho em 1955, concedido pelo National Potato Board por promover esse campo de pesquisa peculiar.
Esse contrato permitiu que a Aperture concluísse 3 esferas de enriquecimento no poço de teste 09 em 1958, além de uma estação de bombeamento de gel de repulsão. No auge das operações, mais de mil testes eram realizados por dia, embora continuasse sendo um ambiente de trabalho hostil tanto para cobaias quanto para funcionários. Cave chegou a demitir um funcionário com deficiência na hora para economizar na instalação de rampas de acesso. Nessa mesma época, ele começou a ouvir sobre a ascensão da Black Mesa, mas com tanto sucesso nas mãos, não considerou a rival como uma ameaça de verdade.
Porém, os ventos estavam prestes a mudar…
O Declínio da Aperture
Nos anos 60, a fase dourada da Aperture começou a cair. Parte disso se devia ao mercado que ficava cada vez mais acirrado, mas o maior problema estava no próprio jeito da empresa funcionar.
Embora o estilo excêntrico de Cave Johnson tivesse garantido o sucesso inicial da Aperture, essas mesmas práticas agora estavam criando dores de cabeça a longo prazo. A empresa desenvolvia tecnologias super avançadas, o que gerava dinheiro, mas também trazia seus próprios riscos.
Muitos produtos da Aperture acabaram sendo recolhidos do mercado por não cumprirem as regras de saúde e segurança, o que afetou pesadamente o caixa da empresa. Além disso, os produtos em desenvolvimento ficavam emperrados na fase de testes por tempos intermináveis para garantir que seguissem as normas, resultando em pouquíssimos lançamentos que chegavam de fato às prateleiras.
Com sua nova fama de negligente e incapaz de seguir as normas de segurança, Cave decidiu preparar a Aperture para eventuais fiscalizações. Em 1961, ele mandou lacrar o Poço de Teste 09 e outras áreas onde os cientistas tinham realizado aqueles experimentos completamente antiéticos que mencionei antes, feitos nos anos 50.
Cave vivia dizendo que só queria fazer ciência com os cérebros mais brilhantes que conseguisse encontrar. O problema é que isso acabava em mutilações e, em vários casos, na morte dos participantes dos testes. Mesmo com a Aperture ainda a frente da concorrência como empresa privada com seus experimentos secretos, outras instalações científicas, como a Black Mesa, estavam recebendo dinheiro do governo, ainda que tivessem limitações nas suas pesquisas.
Com essas áreas da Aperture seladas, os cientistas passaram a trabalhar em experimentos menos arriscados, o que deixava Cave frustrado, já que ele se sentia travado nas suas explorações científicas. Enquanto isso, no deserto do Novo México, a Black Mesa começava a se consolidar como uma das principais potências científicas do mundo. Sua tecnologia revolucionária ultra-secreta, financiada pelo governo, permitia explorar ramos científicos que a Aperture não alcançava.
A Falência e a Obsessão de Cave Johnson
Em 1968, os produtos da Aperture mal conseguiam sair das prateleiras e sua reputação estava em cacos. Mas o verdadeiro golpe para a Aperture Science veio com as audiências do Senado naquele mesmo ano sobre os astronautas desaparecidos. Essa combinação de investigações, dificuldade em vender produtos e perda de contratos com o governo acabou forçando a Aperture a declarar falência.
Cave Johnson ficava cada dia mais paranoico e frustrado, apontando o dedo para a Black Mesa, acusando-a de espionagem industrial e de roubar as ideias originais da sua empresa.
Por volta dos anos 70, mesmo tendo declarado falência, Johnson de alguma forma conseguiu manter sua empresa de pé e as instalações de Michigan cresceram ainda mais, com novas esferas de enriquecimento sendo instaladas.
Apesar das dificuldades, a Aperture Science alcançou sua maior conquista em 1971, construindo uma doca seca completa a 3975 metros abaixo da superfície em suas instalações em Michigan, onde foi construído o infame navio Borealis. Lembrem-se bem do nome desse navio, ele ainda vai aparecer aqui ao longo do artigo.
Mas por enquanto, o que você precisa saber é que o Borealis funcionava como uma grande estação de pesquisa móvel capaz de navegar pelo mar. Durante algum experimento que deu errado, o navio simplesmente sumiu, junto com toda a tripulação e parte da doca em que estavam, sem deixar qualquer vestígio, virando uma lenda para as pessoas.
Ninguém sabe ao certo que tipo de tecnologia estava sendo desenvolvida no Borealis. O projeto era extremamente confidencial, até mesmo dentro da própria Aperture Science. No entanto, fica claro que, seja lá qual for essa tecnologia, ela tem uma importância crucial para o desenrolar futuro das séries Portal e Half-Life. Os segredos guardados nesse navio desaparecido podem mudar completamente o rumo dos acontecimentos e possivelmente definir o destino da humanidade na batalha contra os invasores alienígenas.
Sem poder contratar voluntários de elite para testar seus produtos, Cave estava furioso por ter que recorrer a pessoas em situação de rua, oferecendo $60 pelos seus serviços e mais $60 se deixassem a Aperture "desmontar e depois remontar eles em nome da ciência". Claro que isso trazia riscos enormes — mas foi exatamente esse tipo de aposta que permitiu que a Aperture crescesse uma década antes.
Cave, mesmo assim, acreditava que eles dariam a volta por cima eventualmente e continuava pressionando seus cientistas a trabalhar.
Durante esse período complicado, sua assistente Caroline permaneceu firme ao seu lado, ajudando-o em tudo que podia e se tornando sua pessoa de confiança. Uma relação forte se formou entre os dois.
Cave estava se transformando em um homem desesperado, vendo seu império ruir enquanto sua obsessão pela Black Mesa só aumentava, insistindo que sua rival era a culpada de tudo. O que nenhum dos dois sabia é que ambas as empresas estavam, sem querer, preparando o terreno para um encontro da humanidade com forças muito além do que qualquer um poderia imaginar.
A Aperture é chamada pelo governo dos EUA para uma reunião supostamente confidencial, onde eles mostram seu projeto secreto de "Portal", e o governo fecha um contrato de longo prazo com a Aperture, garantindo mais financiamento para a empresa. A Aperture cience teria ido à falência se não fosse por esse contrato salvador.
Os Últimos Dias de Cave Johnson
Em 1982, a empresa finalizou o trabalho no terceiro e último tipo de gel, o Gel de Conversão. Ele foi criado usando rochas lunares que Johnson comprou por 70 milhões de dólares, mesmo com seus contadores avisando que a empresa não podia gastar nem sete dólares em pedras. Cave acabou sendo exposto ao pó dessas rochas lunares durante a fabricação.
Aos poucos, ele percebeu que estava sofrendo de envenenamento por esse material, e seu corpo começou a falhar. Johnson notou que o novo gel era um excelente condutor de portal e testou se a passagem através de portais poderia limpar o veneno de sua corrente sanguínea. Claro que isso não tinha muito a ver, e a condição de Johnson piorou devido às dores constantes e incapacitantes, além da dependência de analgésicos.
Em seus últimos dias, Cave ordenou que os cientistas da Aperture começassem a desenvolver uma inteligência artificial capaz de armazenar uma consciência humana completa. Assim nasceu o projeto da GLaDOS — Genetic Lifeform and Disk Operating System (Forma de vida genética e sistema operacional de disco).
Arrependido por não ter mandado iniciar essa pesquisa anos antes e sabendo que estava prestes a morrer, Cave gravou uma mensagem expressando seu desejo: se ele morresse antes da tecnologia ficar pronta, Caroline deveria ser forçada a passar pelo processo em seu lugar. Ele acreditava que ela era a única pessoa que realmente entendia sua visão para a Aperture Science.
"Caroline fará isso. Não, não. Ela é a garota teimosa. Ela vai dizer 'não'. Faremos isso de qualquer maneira"
Mostrando que estava disposto a submeter sua assistente ao procedimento mesmo contra a vontade dela. Ele instruiu a equipe da Aperture a usar Caroline no lugar dele e fazê-la administrar a Aperture Science. Caroline, de fato, assumiu o controle da empresa depois que Johnson morreu de envenenamento por rocha lunar por volta de 1988, dando continuidade à missão científica dele.
Os antigos poços da mina e as esferas de enriquecimento foram selados com enormes lacres e usados como fundação para uma instalação completamente nova, o Centro de Enriquecimento, construído acima deles. A pesquisa em gel foi deixada de lado para focar nos portais e no desenvolvimento de tecnologias próprias, tornando a Aperture independente de tecnologias de terceiros. Um exemplo é o Aperture Image Format, um formato gráfico interativo criado em 1985.
Ao descobrir que a Black Mesa tinha começado a trabalhar em uma tecnologia de teletransporte parecida, a Aperture Science seguiu com o desenvolvimento da GLaDOS em 1986, com a meta de dar um impulso no seu programa de portal. Embora o nome já estivesse sendo usado desde 1982, o desenvolvimento efetivo da GLaDOS só começou em 1986.
O Nascimento da GLaDOS
Os cientistas da Aperture trabalharam sem parar no desenvolvimento da GLaDOS ao longo dos anos 80 e início dos 90, enquanto a empresa continuava em sua lenta decadência.
Desde os primeiros testes, ficou claro que GLaDOS era perigosa. Ela mostrou um comportamento hostil, tentando matar todos no laboratório. Essa agressividade parecia estar ligada à Caroline, cuja consciência foi usada na criação da IA sem o seu consentimento. Esse trauma e ressentimento acabaram influenciando o jeito de ser da GLaDOS.
Devido a isso, o plano do Telefone Vermelho da Aperture Science foi colocado em prática como uma medida de segurança caso ela começasse a mostrar sinais de hostilidade, exigindo que um funcionário ficasse sentado ao lado de um telefone vermelho em uma mesa no saguão de entrada da Câmara Central de IA.
Não querendo abandonar o projeto que já tinha consumido tantos recursos, Henry um dos cientistas que trabalharam no projeto, apresenta a Doug sua solução de segurança: os "núcleos de personalidade" — dispositivos esféricos programados para interferir e manter sob controle o comportamento da GLaDOS.
Desacreditado, Doug comenta que uma simples consciência artificial jamais seria suficiente, argumentando que qualquer um pode simplesmente ignorar a própria consciência quando quer.
Quando henry instalou o núcleo de moralidade à GLaDOS, ela diz que tinha abandonado qualquer desejo de matar, passando a se dedicar exclusivamente à ciência.
A IA comunicou que tinha interesse em realizar experimentos no evento "Traga seu gato para o Trabalho", e ela só iria precisar de caixas, gatos e um pouco de neurotoxina para isso. Doug já começou a desconfiar dela e henry ingenuamente acredita em seu argumento, dando sinal verde ao pedido desde que fosse pela ciencia.
vale lembrar que isso é uma clara referência ao experimento do gato de Schrödinger (no qual explicaremos vai a frente no artigo).
Depois desse dia da HQ, foi o dia “traga seu gato para o trabalho”, tudo deve ter ocorrido normal com os gatos e as caixas, porém ela até tentou usar a neurotoxina para matar a todos, só que eles conseguiram desativa-la a tempo antes que conseguisse matar a todos no complexo.
Só que não desativaram o tubo de neurotoxina que ela ainda tinha acesso, e mesmo com os núcleos de personalide ela de alguma forma conseguia ignorar, talvez pela sua magoa e raiva de terem feito isso com ela sem sua permissão.
Tanto que no quadrinho seguinte, Henry diz que foi uma manhã daquelas e é por isso que Dougg esta cético a respeito do projeto da GLaDOS, com medo de que ela realmente consiga fazer algo de ruim.
Henry, estava super animado e otimista com o desenvolvimento da GLaDOS, comparando-a com a teoria da relatividade de Einstein e o pouso na Lua em termos de impacto na humanidade, e dizia que eles tinham sorte por trabalhar nela. Doug Rattmann não compartilhava o mesmo otimismo sobre os resultados, já que cada tentativa de iniciar a inteligência artificial resultava em sua tentativa de matar todo mundo na instalação dentro de dezesseis avos de picosegundos após ser ligada, forçando-os a desativá-la constantemente. Mesmo assim, Henry tinha a impressão de que estavam fazendo progresso, pois em testes recentes em um décimo de picossegundo.
Para quem não sabe, Doug Rattman: ele é aquela figura enigmática responsável pelos grafites e mensagens espalhados pelas paredes da Aperture Science, entre os grafites mais famosos está a frase ”the cake is a lie”, que seria Ratman avisando qualquer um que ainda estivesse vivo que o bolo que GLaDOS fala no final do teste de portal 1 era mentira.
Um detalhe crucial sobre ele é sua condição esquizofrênica, que faz com que ele realmente escute seu Companion Cube falando com ele. Isso explica, inclusive, por que mais tarde a GLaDOS adverte Chell a não acreditar no cubo se ele começasse a falar.
Na Aperture, Rattman ficou encarregador de fazer a manutentenção do Aperture Image Format. Aparentemente ele nunca esteve envolvido na criação direta da GLaDOS, parece que ele estava de alguma forma envolvido no trabalho na versão moderna da Portal Gun.
Um detalhe interessante: durante essa conversa entre os dois, podemos observar ao fundo tanto o Suit Charger, quanto o Health Charger, equipamentos que aparecem frequentemente em Half-Life e que são fundamentais para a sobrevivência de Gordon Freeman durante sua jornada.
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| Poster - Dia Traga Sua Filha Para o Trabalho |
No dia do evento “traga sua filha para o trabalho”, quando ligaram a GLaDOS conforme programado, ela revelou sua verdadeira natureza – violenta e implacável.
Num instante, selou todas as saídas do complexo, prendendo a todos e liberando a neurotoxina solicitada. Daí em diante, começou sua obsessiva sequência de testes, usando tanto as cobaias disponíveis quanto os funcionários que sobreviveram ao ataque inicial.
Doug Rattman foi um dos únicos a escapar do controle direto da máquina, que não perdia oportunidade de provoca-lo, colocando a culpa em sua condição esquizofrênica. Com ela insistindo que era tudo fruto da imaginação dele , tentando manipulá-lo psicologicamente. Mas Rattman resistiu às provocações.
Após ela dizer que havia visto que ele tinha esquizofrenias em seus arquivos, ele se lembra de uma cobaia específica que poderia representar uma ameaça real à GLaDOS: Chell.
Desesperado, invadiu a sala de arquivos para localizar a ficha da tal cobaia.
Nos documentos estava escrito que ela não deveria ser testada, por ser anormalmente teimosa e "nunca" desistir. Para Rattman, aquilo soou como a descrição perfeita de alguém capaz de enfrentar a GLaDOS.
Sem hesitar, ele mudou o nome a posição dela, colocando Chell no topo da fila, garantindo que seria a primeira a ser testada no próximo teste.
Rattmann passou o tempo que restava antes do despertar de Chell sobrevivendo nas Câmaras de Teste e nas áreas de manutenção da Aperture.
Com apenas duas pílulas sobrando, ele as guardou especificamente para o dia em que a GLaDOS a acordaria. Como resultado, sua sanidade foi se deteriorando gradualmente, com a esquizofrenia assumindo controle total de sua mente.
Suas horas eram dedicadas a rabiscar nas paredes, criar murais, fazer grafites e desenhar flechas com dicas para quando Chell acordasse e tentasse fugir. Ele desenvolveu uma fixação pelo Companion Cube, que sua mente doente fazia parecer que conversava com ele e oferecia conselhos, tornando-se sua única fonte de raciocínio lógico.
É importante mencionar que, com os humanos mortos, a GLaDOS finalmente conseguiu domínio absoluto sobre a instalação da Aperture Science.
A partir desse momento, a GLaDOS começou a transformar a instalação para atender aos seus próprios objetivos, criando câmaras de teste cada vez mais sofisticadas e letais, enquanto procurava por novos sujeitos de teste entre os poucos humanos que ainda estavam vivos, mantidos em estado de estase dentro do complexo.
A Black Mesa e o Incidente da Ressonância em Cascata
À medida que a GLaDOS consolidava seu domínio sobre o complexo da Aperture, no Novo México, a Black Mesa expandia suas operações. O foco principal de suas pesquisas científicas eram os chamados Materiais Anômalos — elementos e compostos cujo comportamento desafiava completamente os princípios estabelecidos da física.
A Black Mesa havia conseguido obter amostras raríssimas desses materiais anômalos. O que até o momento não foi explicado como eles conseguiram, mas o verdadeiro perigo estava na ignorância dos próprios cientistas.
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| Amostra: GG-3883 |
Half-Life
Hazard Course
Capítulo1: Inbound
Estamos em 16 de maio de 200-. Gordon Freeman, físico teórico com doutorado pelo MIT, está dentro de um monotrilho atravessando Black Mesa rumo ao seu setor. Ele foi contratado recentemente e não imagina que nas próximas horas o destino da humanidade mudará para sempre.
Freeman integra a equipe mais nova do Setor C, onde ficam os Laboratórios de Materiais. Naquela manhã específica, ele seria responsável por conduzir um experimento aparentemente comum. O diferencial estava na amostra: segundo os cientistas, era a mais pura de material anômalo que Black Mesa já havia conseguido.
São 8h47 e Gordon está atrasado. Enquanto o bonde segue em direção aos Laboratórios de Teste do Setor C, ele passa por um guarda da BlueShift — o departamento responsável pela vigilância rigorosa do complexo. O cara está preso do lado de fora, batendo insistentemente numa porta trancada. É Barney Calhoun, lidando com mais uma falha da infraestrutura.
Conforme se aproxima do Laboratório de Materiais Anômalos, a vista pelas janelas revela o lado caótico da operação: mísseis nucleares sendo preparados para transporte, robôs que quase colidem com o próprio bonde. O funcionamento do gigantesco complexo vai se mostrando frágil, com várias coisas quebradas ou improvisadas. O sistema de áudio despeja anúncios irônicos — avisos sobre segurança radiológica, lembretes de exames obrigatórios — enquanto grandes poças de lixo radioativo passam logo abaixo.
Em determinado momento, o monotrilho para num cruzamento com a Loader — o MTM 8, um carregador robótico motorizado que Black Mesa usa para lidar com tarefas pesadas. Se Gordon olhar pela janela esquerda, verá algo peculiar: um homem misterioso de terno, parado em outro bonde imóvel, apenas observando. É a primeira aparição visual do G-Man.
Por fim, o bonde alcança seu destino. Gordon desce na passarela e seu dia de trabalho começa oficialmente.
Capítulo 2: Anomalous Materials
Quando Gordon finalmente chega ao Laboratório de Materiais Anômalos, um guarda de segurança o intercepta com uma notícia irritante: várias mensagens destinadas a ele se perderam por causa de uma falha no sistema. Sem tempo a perder, recebe a instrução padrão — vestir o traje HEV e se reportar ao laboratório.
Freeman segue a rotina de sempre: coloca a H.E.V Suit, aquele traje de proteção laranja desenvolvido para ambientes de alto risco, e dá uma checada rápida no armário antes de começar o expediente.
Em seguida, ele se dirige à câmara de testes principal. Lá dentro, os cientistas responsáveis pelo experimento estão à sua espera. A notícia que recebe é incomum: trabalharão com uma amostra excepcional — de tamanho grande e origem confidencial, ninguém sabe exatamente de onde veio. Por conta disso, será necessário se desviar dos protocolos normais de segurança.
O clima entre a equipe não está exatamente tranquilo. Aquele dia já havia começado estranho, com diversos sistemas de Black Mesa apresentando falhas inexplicáveis — e a perda das mensagens de Gordon era apenas mais um sintoma disso. Vários cientistas deixam escapar preocupações em voz alta, mencionando que os equipamentos serão levados além de seus limites operacionais. Embora os riscos sejam considerados pequenos, há quem alerte sobre a possibilidade de desencadear um fenômeno conhecido como "ressonância em cascata".
Outro detalhe que circula entre comentários discretos é o interesse incomum do administrador Wallace Breen neste teste específico.
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| Wallace Breen |
A Gordon cabe a parte mais delicada da operação: entrar fisicamente na câmara de testes e conduzir o experimento. Ele se posiciona diante do painel de controle e aciona o botão que liga os rotores do Espectrômetro Anti-Massa. A amostra misteriosa chega através do sistema de entrega automático. Seguindo as instruções, Freeman empurra o carrinho para dentro do feixe de energia, inserindo o material diretamente no espectrômetro.
No instante em que a amostra entra em contato com o feixe, tudo começa a desandar. O que ocorre em seguida é o que os cientistas chamam de "Ressonância em Cascata" — um fenômeno onde o material anômalo entra num estado de ressonância descontrolada durante o experimento. O resultado é catastrófico: portais dimensionais começam a se abrir e fechar de forma errática, permitindo que organismos alienígenas se teletransportem diretamente para dentro das instalações.
O laboratório mergulha num caos absoluto. Explosões ecoam por todos os lados enquanto os cientistas gritam desesperadamente para que alguém interrompa o procedimento. Antes que Gordon consiga reagir, uma luz verde esmeralda o envolve completamente. Num piscar de olhos, ele é arrancado da realidade conhecida e transportado para ambientes completamente alienígenas.
Durante esses flashes interdimensionais, Gordon testemunha criaturas de aparência bizarra que o observam com uma mistura de curiosidade e surpresa — como se questionassem o quele ser estaria fazendo ali. A experiência é tão intensa que, por fim, Freeman perde a consciência.
Capítulo 3:Unforeseen Consequences
Tão abruptamente quanto foi arrancado dali, Gordon retorna à câmara de testes. A diferença é que agora o lugar está completamente destruído. É neste momento que tem início o capítulo "Unforeseen Consequences" — ou Consequências Imprevistas —, um título que vai ganhando camadas adicionais de significado conforme a história se desenrola.
Freeman recupera a consciência em meio aos destroços. Ao procurar uma saída pelos escombros, ele percebe a extensão do desastre: toda a instalação ao redor sofreu danos estruturais massivos. Black Mesa está irreconhecível — estruturas desabadas por todo lado, sistemas elétricos em curto-circuito cuspindo faíscas. A maioria dos funcionários não resistiu, e o que resta são corpos espalhados pelos corredores. Para complicar ainda mais, portais dimensionais continuam surgindo por toda parte, trazendo consigo diversas espécies alienígenas nada amigáveis que se materializam de forma aleatória e imprevisível.
Ao conseguir avançar, Gordon encontra alguns de seus colegas cientistas ainda vivos — mentores que trabalhavam com ele. A situação que descrevem é crítica: todo o sistema de comunicação com o exterior foi comprometido, os telefones estão fora de serviço. Diante disso, Eli Vance pede que Freeman tente alcançar a superfície para buscar ajuda externa.
Para ter alguma chance de sobreviver nesse ambiente hostil, Gordon encontra o que será sua primeira "arma" — um simples pé de cabra.
Logo nos primeiros momentos após o desastre, fica claro que o sistema de bondes sofreu danos severos demais para funcionar. Para encontrar uma saída, Freeman precisa atravessar a Instalação de Reserva de Refrigerante do Setor B — área agora completamente infestada por criaturas alienígenas que emergiram através dos portais.
Durante essa travessia inicial, Gordon começa a perceber algo profundamente inquietante: aquela figura de terno azul que ele viu no bonde — o G-Man — parece estar por toda parte. O sujeito misterioso é ocasionalmente avistado observando Freeman de locais estratégicos e aparentemente inacessíveis. Sempre que Gordon tenta se aproximar, o homem desaparece por portas ou corredores segundos antes de poder ser alcançado.
Capítulo 4:Office Complex
Gordon alcança o centro administrativo do Setor D. Conforme avança pelos escritórios devastados, ele descobre que vários cientistas e guardas de segurança conseguiram se barricar dentro do complexo — grupos apavorados escondidos em salas, tentando desesperadamente sobreviver à invasão alienígena que tomou conta da instalação.
O caminho está longe de ser tranquilo. Freeman precisa evitar as torretas automatizadas instaladas no teto, que continuam ativas e atiram em qualquer movimento detectado, além dos Vortigaunts — criaturas alienígenas invasoras que patrulham os corredores.
Entre conversas tensas e pedidos de ajuda vindos dos sobreviventes barricados, Gordon ouve algo que inicialmente parece uma boa notícia: os primeiros rumores sobre a chegada de forças militares às instalações. Segundo os funcionários presos ali, os militares vieram para resgatar as pessoas que ficaram isoladas pelo desastre. A informação traz uma pontada de esperança ao ambiente sufocante.
Mesmo assim, orientam Freeman a continuar seu objetivo original — seguir em direção à superfície.
Capítulo 5: "We've Got Hostiles"
Determinado a alcançar a superfície, Gordon chega à Instalação de Armazenamento de Alta Segurança no Setor D. Ali ele descobre que a saída está pela porta do Silo D, mas há um problema: para conseguir abri-la, vai precisar contornar toda a instalação até alcançar a sala de controle remoto.
Freeman atravessa um verdadeiro labirinto — depósitos abarrotados e áreas de carga desorganizadas, enquanto desvia das Torres de Sentinela com sensores automáticos. O caminho é longo e perigoso.
Mas quando finalmente parece estar próximo da salvação, Gordon testemunha uma cena que muda tudo: um soldado executando um cientistas a sangue frio. Aquele homen faz parte da HECU — Hazardous Environment Combat Unit, ou Unidade de Combate em Ambientes Perigosos.
A verdade se revela de forma brutal. O governo não enviou aqueles militares em uma missão de resgate. Eles vieram executar uma operação de acobertamento com dois objetivos claros: conter a invasão alienígena e, simultaneamente, apagar todas as evidências do que aconteceu na Black Mesa — incluindo as testemunhas. Estão eliminando não apenas as criaturas alienígenas, mas também qualquer pessoa associada ao incidente da cascata de ressonância.
Gordon entende imediatamente: agora ele enfrenta dois inimigos distintos — os aliens e os próprios militares.
Quando finalmente consegue alcançar a superfície, Gordon vê que a área está tomada pelos HECU, e toda a instalação exterior está sendo bombardeada por artilharia pesada. Sem alternativas e com soldados bloqueando qualquer rota de fuga possível, Freeman é forçado a voltar ao complexo subterrâneo.
Buscando abrigo nos níveis inferiores, ele consegue encontrar o caminho até a sala de controle da porta do silo. É ali que surge uma nova esperança. Ele recebe a informação de pouquinho em pouquinho conforme vai falando com sobreviventes que ele encontra no caminho. A informação é que: a equipe científica do Complexo Lambda, no Setor F, continua viva e operacional.
Mais do que isso — eles estão trabalhando ativamente numa solução. Acreditam ser possível fechar a fissura dimensional que está permitindo a entrada contínua de criaturas alienígenas na Terra. Se alguém tem condições de pôr fim àquela catástrofe, é aquele grupo.
O problema é que o Complexo Lambda fica localizado na extremidade completamente oposta da instalação, e Para chegar lá, Gordon vai precisar atravessar quilômetros de território hostil, repleto de aliens e soldados da HECU determinados a eliminar qualquer coisa que se mova. Para chegar lá, Gordon precisa ir mais a frente e encontrar o antigo sistema ferroviário desativado do complexo do silo.
Capítulo 6:Blast Pit
Através do Silo D, Gordon ganha acesso a um sistema de transporte por bondes antigos, que o conduz diretamente aos Laboratórios de Teste de Foguetes. Essa região específica é uma das áreas mais isoladas de toda Black Mesa — um remanescente dos tempos originais da instalação, quando o complexo operava como base de mísseis antes da conversão para centro de pesquisa avançada. Atualmente, o lugar serve basicamente como um depósito gigante pros resíduos tóxicos que o resto da instalação não sabe onde enfiar.
A presença da HECU por ali é bem fraca. Os militares até tentaram estabelecer controle na área, mas entre a quantidade absurda de criaturas de Xen e o lixo químico espalhado por todo lado, ninguém conseguiu segurar uma posição decente.
Ao chegar o Silo de Teste propriamente dito, Gordon recebe um alerta urgente dos sobreviventes locais: uma criatura alienígena de grande porte está bloqueando completamente a passagem — os Tentáculos. A solução proposta é direta: acionar o motor do foguete para incinerar o organismo antes que ele cresça ainda mais e se torne impossível de eliminar.
Porém, ativar o foguete exige bem mais que apertar um botão. Freeman precisa reativar manualmente as bombas de oxigênio e combustível, além de religar o gerador de energia que alimenta o sistema inteiro. Só depois de cumprir toda essa sequência de procedimentos é que ele consegue finalmente destruir a criatura, transformando-a em cinzas com a força bruta do motor.
A eliminação dos Tentáculos acaba revelando algo inesperado: um túnel subterrâneo extenso, cavado vários metros abaixo pela própria criatura antes de morrer. Esse caminho oferece a Gordon uma rota direta até o Transporte de Materiais do Setor E — aproximando-o mais um degrau do Complexo Lambda.
Capítulo 7: Power Up
Ao tentar alcançar a superfície mais uma vez, o progresso de Gordon é interrompido no Transporte de Materiais do Setor E. Durante essa travessia infernal, ele encontra um guarda de segurança gravemente ferido, à beira da morte. O homem consegue repassar uma informação crucial antes de falecer devido aos ferimentos: se Freeman conseguir restaurar o gerador de energia daquele setor, poderá utilizar o bonde para alcançar a superfície.
O problema é que um Gargantua está patrulhando exatamente a área que Gordon precisa atravessar. A tarefa de reativar o gerador já seria complicada em circunstâncias normais, mas se torna quase impossível quando Freeman se vê preso no fogo cruzado entre soldados da HECU e aquela criatura monstruosa.
Sem escolha, ele adentra as áreas subterrâneas, agora infestadas por Houndeyes, em busca do gerador. Gordon consegue localizar o equipamento. Num movimento arriscado, ele atrai a atenção do Gargantua para perto do gerador. No momento exato em que ativa o sistema e restaura a energia do Setor E, a descarga elétrica elimina a criatura colossal.
Com a ameaça neutralizada e o poder elétrico de volta, Gordon salta para dentro de um bonde e consegue continuar seu caminho, derrubando no processo a barricada de concreto que bloqueava o acesso.
Capítulo 8: On A Rail
Enquanto Gordon segue de bonde pela seção de Transporte de Materiais de Black Mesa, a situação continua se complicando. Outro guarda sobrevivente aparece com informações que mudam os planos: Freeman precisa chegar ao Centro de Lançamento de Alta Altitude. A missão agora é enviar ao espaço um satélite que foi programado pela Equipe Lambda. De acordo com os cientistas, esse dispositivo seria capaz de reverter os efeitos devastadores da Ressonância em Cascata
O caminho até a plataforma de lançamento, é ainda mais perigoso do que tudo que Gordon enfrentou até agora. Fica evidente que Gordon deixou de ser apenas mais um sobrevivente tentando escapar — ele virou o inimigo número um da operação militar. os HECU mobilizaram recursos pesados para captura-lo: bunkers de sacos de areia com rifles de precisão de disparo rápido, torres de metralhadoras montadas (manuais e automáticas) e até mesmo lançadores de foguetes montados.
Após enfrentar vários soldados cada vez mais bem equipados e dar várias voltas por rotas alternativas, Gordon sobe uma série de elevadores que o levam à superfície novamente, perto do local de lançamento. ele consegue completar o lançamento do satélite, enviando o foguete para a órbita.
Missão cumprida, Freeman agora retorna ao subsolo da instalação.
Capítulo 9: Apprehension
Continuando seu caminho em direção ao Complexo Lambda, Gordon se depara com um novo tipo de ameaça vinda de Xen: o Ictiossauro, uma criatura aquática absolutamente aterrorizante. Felizmente, ele consegue adquirir uma besta para usar contra a criatura. Após uma batalha intensa debaixo d'água, Freeman consegue escapar e retomar ao percurso.
Mas quando parece que as coisas não poderiam piorar, um novo inimigo entra em cena. Gordon se vê em confronto direto com operativos da Black Ops — assassinos de elite vestidos completamente de preto que respondem diretamente ao governo. Essa equipe militar secreta tinha uma missão ainda mais sombria: eliminar não apenas os cientistas, mas também os próprios soldados da HECU.
Em um momento de descuido durante esse confronto, Gordon cai numa armadilha e acaba capturado por dois soldados da HECU. Em vez de levá-lo para interrogatório conforme o protocolo, os militares agem por puro despeito. Removem todas as armas de Freeman e, num gesto final de crueldade, o atiram dentro de um compactador de lixo.
Capítulo 10: Residue Processing
Depois de se livrar do compactador de lixo no último segundo, Gordon consegue voltar à sua rota do complexo lambda e segue até uma zona praticamente esquecida de Black Mesa — uma parte da instalação dedicada ao processamento e eliminação de todo tipo de material perigoso e resíduos químicos.
O caminho é um verdadeiro parkour industrial: Freeman precisa se esquivar de compactadores velhos que ainda funcionam, pular entre tanques imensos cheios de dejetos tóxicos, deslizar rapidamente através de fornos incineradores , e ainda atravessar esteiras transportadoras. Depois de navegar por esse labirinto mecânico, ele finalmente consegue deixar aquela seção da instalação para trás.
Capítulo 11: Questionable Ethics
Ao escapar finalmente daquela área de processamento, Gordon se depara com algo bem mais perturbador: uma seção ultrassecreta de Black Mesa que pouquíssimas pessoas sabiam que existia. Ali descobrimos que os cientistas não só conheciam a existência de Xen muito antes da Ressonância em Cascata, como vinham ativamente "importando" amostras daquele mundo alienígena há muito tempo. O incidente, aparentemente, não foi o primeiro contato. Só foi o que deu errado.
Escondido naquele setor secreto, Freeman encontra um protótipo experimental conhecido como Tau Cannon. A arma é capaz de disparar rajadas concentradas de partículas de alta energia — uma das peças de artilharia mais poderosas que Black Mesa já desenvolveu.
Rearmado e cada vez mais preparado para o confronto direto contra a HECU, Gordon deixa aquela seção para trás e segue em busca do Complexo Lambda.
Capítulo 12: Surface Tension
Ele sai pela porta da frente depois que um cientista libera a passagem, e o que ele encontra é um cenário de guerra em escala total. A situação virou completamente: os Vortigaunts, Alien Grunts e Gargantuas não só estão segurando o front, como começaram a empurrar a HECU pra trás. Os militares, que chegaram cheios de confiança achando que iam limpar a área em poucas horas, agora recuam desesperadamente diante da superioridade numérica e tecnológica dos invasores. Reforços são chamados, mas não fazem diferença.
Freeman precisa se virar escalando penhascos, atravessando prédios bombardeados e navegando pelos escombros enquanto evita cuidadosamente ambos os lados do conflito. Diversos confrontos acontecem bem na frente dele — a HECU e as forças de Xen trocando tiros, explosões, e corpos caindo de ambos os lados.
No meio desse caos, Gordon identifica uma saída: túneis subterrâneos em uma área esquecida de Black Mesa, passagens antigas que parecem abandonadas há décadas. É a melhor chance de avançar sem virar alvo. Seguindo por essa rota, Freeman finalmente alcança relativa segurança nas profundezas do subterrâneo.
Capítulo 13: Forget About Freeman!
O alto comando da HECU finalmente admite a derrota. Não há como segurar aquela invasão — as criaturas de Xen simplesmente não param de vir, e cada hora que passa mais soldados caem. Depois de queimar recursos tentando capturar Gordon, a decisão vem de cima: todo mundo pra fora, agora!
A evacuação começa enquanto o céu de Black Mesa se enche de aviões militares. Artilharia pesada e bombardeios aéreos começar a vir, oficialmente pra dar tempo dos soldados escaparem, mas na prática? É numa Queimar de arquivo. Alienígenas, laboratórios, arquivos, testemunhas. os militares tentam eliminar o máximo possível da infestação alienígena e, junto com ela, apagar qualquer evidência do incidente de Black Mesa.
Gordon percebe o barulho das explosões se aproximando e se refugia numa garagem subterrânea para escapar do bombardeio. Só que lá embaixo não é exatamente seguro: ele se vê cercado por várias de criaturas furiosas e tropeça em grupos isolados da HECU que ainda resistem, destruídos mas lutando até o último cartucho.
Capítulo 14: Lambda Core
Gordon finalmente chega ao tal Complexo Lambda. Só que a "área segura" é piada — o lugar está completamente infestado por criaturas de Xen. A ausência quase total de militares confirma: que os HECU bateram mesmo em retirada.
Seguindo as coordenadas que recebe, Freeman desce até o reator principal. É ali que os últimos cientistas de Black Mesa montaram uma fortaleza improvisada. E é ali também que ele descobre a verdade: a equipe Lambda, foi responsável por desenvolver toda a tecnologia de teletransporte da instalação.
Os cientistas vão direto ao ponto: o satélite que Gordon lançou antes acabou falhou. A fissura dimensional continua escancarada porque tem algo do outro lado segurando ela aberta à força. Uma entidade poderosa chamada Nihilanth. A solução? Gordon precisa atravessar pra Xen e matar pessoalmente aquela coisa. É literalmente uma missão sem passagem de volta.
Antes do salto suicida, Freeman ganha acesso a um arsenal completo, cargas pra HEV, itens médicos, armamento pesado e uma versão turbinada do traje. Os cientistas também entregam o Módulo de Salto Longo. Enquanto Gordon protege a câmara de teletransporte de um ataque dos Controladores Alienígenas que tentam sabotar tudo, a equipe trabalha para poder estabilizar o portal.
Quando a passagem finalmente se abre, Os cientistas informam que o portal está pronto e Freeman salta direto pra dentro da fenda dimensional.
Capítulo 15: Xen
Xen é o chamado Mundo Fronteira, um plano de existência que funciona como ponte conectando dois ou mais universos. Os cientistas de Black Mesa descobriram esse lugar e, durante anos, realizaram expedições regulares por teletransporte pra coletar amostras e estudar a flora e fauna alienígena que existia ali, mesmo sabendo do risco absurdo que isso representava.
Mas Xen não é apenas um habitat alienígena qualquer. É um refúgio. As espécies que habitam aquele lugar fugiram pra lá depois que os Combine dominaram seus mundos de origem. A Ressonância em Cascata basicamente escancarou as portas entre Xen e a Terra, permitindo que todos atravessassem de uma vez.
Quando Gordon chega naquele mundo bizarro, uma voz invade sua mente. Grunhidos distorcidos, E dentre esses grunhidos podemos ouvir: "Mais um chegou". É o Nihilanth fazendo seu joguinho de intimidação psicológica telepática. Fica claro que Freeman não é o primeiro a pisar ali.
Entre as ilhas flutuantes suspensas no vazio, Gordon encontra os restos mortais de pesquisadores, corpos ainda vestindo trajes HEV laranja e preto, equipamentos abandonados, acampamentos improvisados largados às pressas. As evidências das expedições secretas estão espalhadas por toda parte.
Criaturas que eram letais em Black Mesa agora vivem tranquilamente em seus habitats naturais, e também não podemos esquecer do vazio infinito abaixo das plataformas. É aí que o Módulo de Salto Longo se torna essencial. Esse dispositivo foi desenvolvido justamente pras equipes de reconhecimento conseguirem atravessar as distâncias enormes entre as ilhas flutuantes. Sem ele, qualquer tentativa de saltar de uma plataforma pra outra termina em queda livre pro vazio.
Freeman salta de ilha em ilha, ativando portais escondidos dentro dessas plataformas rochosas. Cada portal ativado permite que ele avance mais profundamente no território alienígena.
Capítulo 16: Gonarch's Lair
Freeman se aproxima do território de uma das criaturas mais poderosas sob comando do Nihilanth: Gonarch. Antes mesmo do encontro, a voz telepática está na cabeça de Gordon novamente, mas dessa vez com uma mensagem diferente:
Win, you can not win!
Vencer, você não pode vencer!
o Nihilanth claramente não acredita que um cientista humano vá sobreviver ao que está por vir.
E quando o bicho aparece, fica óbvio o porquê. Gonarch É um monstro gigante que parece uma aranha E é frequentemente lembrado Pelo seu saco toda vez que ele corre. LA ELE!! – A criatura seria a fase final do ciclo de vida de um Headcrab, algo como uma rainha progenitora em estágio evolutivo avançado. Pouco se sabe sobre como ou quando acontece essa metamorfose de um Headcrab comum para Gonarch, já que pouquíssimos da espécie chegam a atingir esse estágio.
Freeman enfrenta a criatura. Mas contra as expectativas telepáticas do chefão alienígena, Gordon prevalece. E Gonarch é derrotada.
Nihilanth fica surpreso, aquilo definitivamente não estava nos planos dele.
um portal que se no local de sua morte, e Gordon então atravessa, adentrando camadas ainda mais profundas do território alienígena. depois disso: Headcrabs comuns praticamente desaparecem, como se a cadeia de comando biológica da espécie tivesse entrado em colapso com a perda da progenitora.
Capítulo 17: Interloper
Depois de eliminar Gonarch, Gordon pula alguns portais, enfrenta alienígenas, até chegar em um portal que o leva a uma fábrica biológica. O lugar onde os Alien Grunts são literalmente fabricados em tanques de clonagem. Gordon atravessa corredores cheios de cápsulas crescendo soldados alienígenas em série, uma linha de produção militar orgânica funcionando a todo vapor. É assim que o exército de Xen consegue manter números mesmo depois de perdas massivas.
Mas o detalhe mais estranho não é a fábrica em si. São os Vortigaunts trabalhando ali dentro.
Eles operam as máquinas, monitoram os tanques, mantêm a produção rodando — e não atacam Gordon imediatamente. Enquanto Freeman se move com cuidado, os Vortigaunts simplesmente continuam suas tarefas, ignorando a presença dele. Só se Gordon abrir fogo primeiro, ou ficar parado tempo demais num lugar, é que eles reagem com agressividade.
É completamente fora do padrão. Todos os outros Vortigaunts que Gordon enfrentou tentaram fritar ele na hora. Esses agem como… trabalhadores forçados? Escravos? O comportamento levanta questões sobre a real natureza da hierarquia em Xen, e deixa no ar algo que só vai fazer sentido mais tarde.
Atravessando a instalação sem despertar a hostilidade desnecessária dos operários alienígenas, Freeman localiza a saída e se prepara para entrar no teletransportador.
Capítulo 18: Nihilanth
O último teletransportador leva Gordon a uma caverna colossal — e é ali que ele finalmente encontra face a face com a origem de todo o pesadelo. Nihilanth.
O confronto que se segue não tem nada de simples. A criatura é protegida por um sistema complexo: cristais flutuantes ao redor da câmara formam uma barreira que regenera qualquer dano causado. Freeman precisa primeiro neutralizar esses cristais, destruindo um por um enquanto desvia dos ataques telepáticos e energéticos que Nihilanth dispara sem parar.
Quando a última âncora de proteção se despedaça, o cérebro grotescamente exposto da criatura finalmente fica vulnerável. Gordon usa todo o seu arsenal que restou para neutralizar de vez a criatura. Os disparos perfuram o cérebro alienígena repetidamente, Nihilanth começa a flutuar, elevando-se lentamente em direção ao teto da caverna. O corpo emana portais dimensionais descontrolados, até que o ser emite um grito, fendas se abrindo e fechando ao redor dele enquanto uma luz verde cada vez mais intensa irradia da criatura.
E então Nihilanth explode.
Uma onda expansiva de energia verde preenche a câmara inteira e Freeman perdendo completamente os sentidos.
Durante a batalha final, Nihilanth solta diversos sussurros telepáticos que, a princípio, parecem apenas grunidos de uma criatura. Mas quando analisamos melhor o que ele diz, algumas frases se destacam por revelar muito mais do que imaginávamos sobre a história de Half-Life.
Uma das mais intrigantes é:
"You are man. He is not man. For you he waits. For you…"
“Você é homem. Ele não é homem. Ele espera por você. Por você...”
Essa fala parece uma referência bem direta ao G-Man. Basicamente, Nihilanth está dizendo que aquela figura misteriosa de terno — apesar de parecer humano — definitivamente não é. E mais: ele estava esperando especificamente por Gordon desde o início. observando Freeman o tempo todo, com algum propósito específico em mente.
Mas a revelação mais pesada vem de outra frase:
"Their slaves… we are their slaves, we are…!"
“Seus escravos… nós somos seus escravos, nós somos…”
Essa confissão muda completamente como entendemos os Vortigaunts. Repara num detalhe visual importante: em Half-Life, essas criaturas de três braços sempre aparecem com algemas nos pulsos e um colar no pescoço. Não é questão de design estético — são literalmente dispositivos de contenção e controle.
Nihilanth mantinha os Vortigaunts como escravos, usando esses equipamentos físicos combinados com algum tipo de dominação mental. Era um controle total sobre toda a espécie. Quando Gordon mata Nihilanth, esse domínio psíquico simplesmente desmorona.
Em Half-Life 2, a mudança é visível. Os Vortigaunts aparecem sem nenhum dispositivo de controle, falam de forma bem mais articulada e agem por conta própria. Isso explica perfeitamente por que eles tratam Freeman quase como uma figura religiosa no segundo jogo. Pra eles, Gordon é "O Freeman" — ( Free man – Homem livre, basicamente pode referir-se a várias coisas, incluindo um homem que foi libertado da escravidão). Ele literalmente os libertou de uma escravidão que durava possivelmente milênios.
Aquela frase "Nós agradecemos" que os Vortigaunts vivem repetindo em Half-Life 2 ganha um peso totalmente diferente. Não é apenas respeito — é gratidão profunda por quebrar as correntes que os prendiam a Nihilanth.
Agora conectando isso com os Combine. Quando eles invadem a Terra depois do desastre de Black Mesa — usando justamente a fissura dimensional que o incidente criou —, os Vortigaunts já estão livres e escolhem se aliar aos humanos. Não é só estratégia militar, é uma aliança baseada em gratidão e um inimigo em comum.
Porque aqui vem o plot twist: os Vortigaunts estavam fugindo dos Combine desde o início. Eles escaparam, caíram sob controle de Nihilanth, foram libertados por Gordon, e agora precisam enfrentar de novo seus perseguidores originais. Em Half-Life 2, eles se tornaram peças fundamentais da Resistência, usando seus poderes elétricos pra ajudar os humanos na luta.
Nihilanth e os Vortigaunts nunca quiseram invadir a Terra. Eram refugiados escravizados fugindo de algo pior — os Combine — que acabaram achando nosso planeta exatamente por causa da brecha que Black Mesa abriu.
Fim de jogo
A consciência volta aos poucos. Gordon abre os olhos e percebe que não está mais na caverna — e que não está sozinho. O G-Man, o homem de terno azul que aparecia de relance durante toda a jornada do físico, agora está bem ali na frente dele. Sem se esconder, sem observar de longe.
E pela primeira vez, ele fala diretamente com Freeman.
O que acontece a seguir é surreal. Gordon e o G-Man são transportados através de diversos locais em Xen — como se estivessem flutuando por snapshots do mundo alienígena enquanto o homem misterioso discursa calmamente. O tom é quase casual, mas as palavras têm peso: ele elogia as habilidades que Gordon demonstrou, reconhece a competência absurda que Freeman exibiu atravessando aquele pesadelo vivo.
Mas aí vem a revelação que muda tudo.
O G-Man não estava ali por acaso. Ele tem empregadores — entidades que não se sabem o nome ou quem são, que observaram Gordon durante toda aquela provação. E essas entidades chegaram a uma conclusão: Freeman possui "potencial ilimitado". Black Mesa, Xen, tudo aquilo foi essencialmente um teste prolongado. E Gordon passou.
Agora o G-Man foi autorizado a fazer uma proposta: uma oferta de emprego. Detalhes? Nenhum. Só a promessa vaga de que Gordon seria útil no futuro.
A última teleportação os leva a um cenário que espelha ironicamente o começo de tudo — um monotrilho idêntico ao que levou Freeman para o laboratório de materiais anômalos no início daquela manhã catastrófica. Só que quando a porta desliza aberta, não tem plataforma do outro lado. Só um portal brilhante flutuando no vazio espacial.
G-Man apresenta a escolha com uma simplicidade brutal:
Entrar no portal e aceitar a oferta — ou ficar em Xen pra enfrentar uma batalha impossível de vencer, basicamente uma sentença de morte lenta num mundo hostil sem rota de fuga.
Gordon olha pro vazio, pro portal, pro homem de terno esperando pacientemente. Não tem negociação, não tem terceira opção. É aceitar os termos desconhecidos ou morrer sozinho num plano dimensional alienígena.
Freeman atravessa o portal.
A tela escurece. A voz do G-Man ecoa uma última vez, arrastando as palavras com aquela cadência estranha:
"Wise choice, Mister Freeman… I will see you… up ahead…"
"Sábia escolha, senhor Freeman… Nos veremos… mais adiante…"
Mas quem — ou o que — é exatamente o G-Man?
As evidências sugerem algo bem além do humano comum. Ele parece operar como uma espécie de "agente do destino", um burocrata que atravessa dimensões inteiras pra cumprir objetivos que ninguém além dele (e seus empregadores) conhece. Os poderes que ele demonstra são absurdos: consegue literalmente congelar o espaço-tempo, se teletransportar pra qualquer lugar instantaneamente, e aparentemente enxerga o futuro — ou pelo menos múltiplas versões possíveis dele acontecendo ao mesmo tempo.
Mas aqui vem a parte interessante: apesar de todo esse poder, o G-Man não pode simplesmente mudar o curso dos eventos diretamente. Ele observa, avalia, e depois recruta peões estratégicos pra moldar a linha temporal que ele quer. Uma vez que alguém assina com ele, essa pessoa passa a ser vigiada de perto — e qualquer um que ameace expor os planos dele é rapidamente silenciado.
E tem outro detalhe curioso: quando alguém toma uma decisão errada mas ainda demonstra potencial útil, o G-Man não descarta essa pessoa. Ele a aprisiona, guarda pra uso futuro. O cara fica observando indivíduos por longos períodos, procurando especificamente características como bravura e confiabilidade antes de fazer uma oferta de contrato.
Por algum motivo misterioso, pessoas corajosas parecem despertar algo nele — uma identificação, talvez respeito. Ninguém sabe por quê.
Enquanto a tela permanece completamente preta, um texto surge:
"Gordon Freeman foi contratado."
Half-Life: Opposing Force
Boot Camp
Opposing Force começa com uma fase de treinamento opcional chamada "Boot Camp", Adrian Shephard acabou de ser promovido ao topo da lista de Treinamento Avançado. A preparação acontece na Base Militar de Santego, localizada no Arizona, onde Shephard e seus companheiros soldados passam por exercícios rigorosos sob o comando de Dwight T. Barnes — um instrutor de recrutas do exécito conhecido por seu método disciplinado. Shephard completa toda a sequência de treinamento supervisionada também pelo instrutor Sharpe, demonstrando estar finalmente pronto para operações de combate real.
Mas tem um detalhe que jogadores mais observadores conseguiram captar: mesmo durante esses exercícios de rotina, o misterioso G-Man pode ser avistado observando de pontos distantes da base. Isso sugere que Adrian estava sendo monitorado bem antes dos eventos principais do jogo — exatamente como aconteceu com Gordon Freeman. Aparentemente, o interesse do G-Man em Black Mesa e seus arredores começou muito antes do desastre da ressonância em cascata.
O Diário de Adrian Shephard
Pra quem quer entender melhor a história de Half-Life: Opposing Force, existe um item super importante — mas que quase ninguém teve acesso. O diário pessoal de Adrian Shephard só veio nas mídias físicas do jogo, aquelas de caixinha antiga. Quem comprou a versão digital na Steam não tem acesso a isso. É basicamente um item raro de colecionador.
O diário cobre duas semanas: de 3 a 15 de maio. Ou seja, os últimos dias normais antes do desastre de Black Mesa acontecer no dia 16 de maio. Lendo essas anotações, a gente consegue entrar na cabeça do Shephard e ver como ele pensava antes de tudo explodir. Também dá pra descobrir detalhes sobre o treinamento complicado que ele passou antes de ser enviado pra Black Mesa.
O legal é ver a mudança que acontece com ele: Adrian começa como um soldado super entediado com a rotina militar, e aos poucos vai sendo preparado (sem ele saber) pra entrar num dos maiores desastres da história.
- 3 de maio — 13 dias antes do caos
Nesse dia, dá pra ver que Adrian tá morrendo de tédio. Ele descreve a rotina no campo de treinamento: exercícios chatos e repetitivos, disciplina pesada, nada de empolgante. Como qualquer soldado jovem, ele quer ação de verdade, quer "algo que faça o coração bater mais forte". A rotina militar tá acabando com a paciência dele.
Mas tem uma coisa interessante que aconteceu nesse dia. Começou a rolar um boato entre os soldados: alguém estranho foi visto na base. Um civil que não deveria estar ali, descrito como um "cara do governo". O papo era que esse sujeito misterioso estava avaliando soldados e recrutando gente pra alguma missão secreta.
Adrian escreve no diário que ficou interessado em ser escolhido.
- 7 de maio — 9 dias antes do incidente
Nesse dia, Adrian finalmente vê o tal "cara do governo" de perto. Ele anota no diário que conseguiu dar uma boa olhada no sujeito — mas ficou meio decepcionado. A expectativa dele era de alguém tipo agente de filme de ação: imponente, intimidador, aquele visual clássico de espião. Mas não. O cara que ele viu parecia bem… normal. Adrian compara a aparência dele com a de um "advogado ou corretor de seguros".
E pra quem já jogou Half-Life, essa descrição bate certinho com o G-Man: um homem de meia-idade usando terno azul comum, a primeira vista. Mas é justamente essa normalidade estranha que deixa o personagem tão perturbador. Ele parece quase humano, mas tem algo de errado nele.
Adrian também percebe algo interessante: o homem estava observando ele especificamente durante os treinos. Não era uma visita casual à base — ele estava ali avaliando os soldados, provavelmente escolhendo quem seria útil pros planos dele no futuro. Isso deixou Shephard confuso, sem entender o que um "cara do governo" estaria tramando.
E é nesse diário que a gente descobre de onde vem o apelido "G-Man". É simplesmente uma gíria militar pra "Government Man" apesar de Shephard o chamar de “Government Guy” em inglês, porém ambos querem dizer a mesma coisa: cara ou homem governo. Então Isso confirma uma coisa importante: "G-Man" não é o nome real dele. É só um apelido genérico que os militares usam pra se referir a agentes governamentais anônimos.
ao longo de toda a série Half-Life, a gente nunca descobre o nome verdadeiro dele nem o que ele realmente é.
- 9 de maio — Uma semana antes do incidente
Nesse dia acontece uma mudança brusca. Depois de semanas fazendo os exercícios militares normais e repetitivos, o instrutor solta uma bomba: mudança radical no programa de treinamento. A unidade de Adrian recebe a notícia de que eles têm apenas uma semana pra se tornarem "especialistas" em um novo tipo de treino focado em simulações de combate.
E não é pouca coisa — o cronograma prevê que eles vão passar todos os dias imersos nessas simulações. Isso é bem diferente do normal. Treinamento militar convencional geralmente segue um ritmo mais gradual, com progressão aos poucos. Esse negócio acelerado é meio fora do padrão.
O que deixa Adrian desconfiado é que, pelo que ele sabe, esse tipo específico de treinamento não era oferecido normalmente naquela base. Então por que agora? Por que tão rápido? Ele começa a questionar qual é o verdadeiro motivo dessa mudança repentina.
Adrian anota duas possibilidades no diário:
É só mais um teste
Talvez seja um exercício pra avaliar o quão rápido o grupo consegue se adaptar a novas situações. Isso é comum em treinamento de forças especiais — jogar algo inesperado e ver quem se vira.Estão sendo preparados pra uma missão real
- 12 de maio — Quatro dias antes do incidente
Nesse ponto, a desconfiança inicial virou certeza. A maioria dos soldados já estava convencida de que aquele treinamento acelerado era pra uma missão específica de verdade. Provavelmente rolaram sinais sutis — mudança no comportamento dos superiores, a intensidade absurda do treino, ou talvez algum oficial de patente alta tenha deixado escapar alguma informação.
Adrian começou a ouvir um nome sendo repetido várias vezes nas conversas entre os oficiais: Black Mesa. Ele anota no diário que não fazia ideia do que era esse lugar, o que faz total sentido considerando o nível de segredo em volta da instalação. Os rumores que chegavam até os soldados descreviam Black Mesa como um local onde aconteciam "pesquisas ultra secretas".
E aqui vem uma parte interessante que mostra bem a personalidade do Adrian: ele não ficou nem um pouco empolgado com a ideia. Uma instalação de pesquisa? Isso não parecia nada animador pra ele. Como qualquer soldado jovem, Adrian provavelmente imaginava missões de combate normais — enfrentar inimigos humanos em cenários tradicionais de guerra.
- 15 de maio — Um dia antes do desastre
Esta é a última anotação do diário de Adrian, e também a mais reveladora. Escrita literalmente na véspera da catástrofe, ela confirma que os rumores eram reais: a unidade dele estava mesmo sendo treinada pra uma operação específica na "Black Mesa Research Facility".
O problema é que Adrian ainda sabia muito pouco sobre o lugar. Tudo que ele tinha era uma descrição super vaga: "estava sendo usado por cientistas que faziam algum tipo de pesquisa". Mesmo estando a um dia da missão, as informações dadas aos soldados eram extremamente limitadas.
Mas a parte mais estranha da anotação é esta: eles receberam ordem pra "estar prontos caso algo acontecesse no dia seguinte". Pensa bem — como é que uma unidade militar pode estar se preparando pra responder a um incidente que ainda não aconteceu? Em um dia específico que ainda tá por vir?
Adrian fica confuso com isso. O que exatamente seria esse "algo"? Como eles podem se preparar pra um evento que ninguém sabe se vai acontecer? Ele anota que acha a situação toda "estranha", mas não consegue entender as verdadeiras intenções.
incapaz de ver como uma operação numa instalação científica poderia ser empolgante, Adrian escreve que espera que "nada aconteça" pra que ele possa ficar aguardando uma missão com "maior chance de verdadeiro combate".
Mal sabia ele que estava a menos de 24 horas do maior combate que já enfrentaria.
Bem O diário confirma algo importante: os HECU foram especificamente preparados pra intervir em Black Mesa antes mesmo do acidente acontecer. A presença do G-Man durante o treinamento, observando e possivelmente escolhendo quem seria útil, sugere que ele estava diretamente envolvido nessa preparação antecipada.
Isso reforça a teoria de que o incidente de Black Mesa talvez não tenha sido totalmente acidental. Pode ter sido parte de um plano maior orquestrado pelo G-Man e seus misteriosos "empregadores".
Vale lembrar que temos uma confusão nas datas dos materiais oficiais que precisa ser esclarecida. No diário original de Adrian, as anotações estão marcadas com o mês de março. Esse manual foi escrito pelos roteiristas da Gearbox, e essa ideia de março também aparece num livro sobre o desenvolvimento da franquia chamado "Raising the Bar".
Mas quando a gente olha outros documentos oficiais, as datas não batem:
O manual do jogo principal diz que Gordon Freeman deveria começar a trabalhar em Black Mesa no dia 15 de maio.
O manual da versão de PlayStation 2 mostra um cronograma detalhando que Freeman participaria de um curso de treinamento no dia 16 de maio, às 7:30 da manhã — e todo o calendário desse treinamento é baseado em maio.
No mesmo documento outro personagem, Barney Calhoun, teria começado seu serviço no dia 12 de maio, às 9 horas.Como a maior parte dos materiais oficiais, principalmente os que detalham horários e rotina dos personagens, seguem o mês de maio. Por isso, pra facilitar a organização da linha do tempo e manter tudo coerente, vamos seguir maio como a data oficial.
Então toda vez que aparecer uma referência a março, automaticamente a gente entende que é maio, Beleza?
Capítulo 1:Incoming
Adrian Shephard e seus companheiros da HECU estão a bordo de uma aeronave V-22 Osprey em rota para a Zona de Pouso 117 em Black Mesa, como parte de uma operação militar que foi descrita como uma "limpeza".
A aeronave de Shephard — identificada pelo codinome Goose 7 — é atingida por projéteis alienígenas e abatida, junto com diversos outros V-22 Ospreys da formação, incluindo a aeronave Goose 3. É um sinal imediato e brutal de que a situação em Black Mesa está infinitamente pior do que os soldados foram informados no planejamento.
O acidente é absolutamente catastrófico. No tumulto que se segue à queda, Adrian fica isolado do restante de sua unidade e entra num estado de semiconsciência. O restante da sequência de abertura mostra Shephard desmaiando e recuperando a consciência repetidamente. Durante esses breves momentos de lucidez fragmentada, ele consegue testemunhar pedaços de uma batalha feroz acontecendo ao seu redor — alienígenas de Xen enfrentando os fuzileiros navais que conseguiram sobreviver a queda da aeronave. Essa sequência desorientadora funciona perfeitamente como introdução ao caos absoluto que tomou conta da instalação.
A cronologia aqui é interessante. Esses eventos acontecem simultaneamente ao capítulo "Office Complex" de Half-Life — exatamente quando Gordon Freeman começa a ouvir os primeiros rumores sobre forças militares chegando à instalação. Isso deixa claro que Opposing Force não é uma sequência, mas sim uma narrativa paralela, mostrando os mesmos acontecimentos sob uma perspectiva completamente diferente.
Capítulo 2:Welcome to Black Mesa
Adrian recupera os sentidos numa sala improvisada como enfermaria. A primeira coisa que vê ao abrir os olhos é um cientista de Black Mesa — a mesmas pessoas que, ironicamente, deveria estar na mira de sua operação. Os cientistas estão tratando os ferimentos dos militares com o cuidado de quem ainda acredita que os uniformes militares representam salvação, não extermínio.
A ingenuidade deles é quase dolorosa de vê. Ninguém explicou a esses civis que a cavalaria não veio para resgatar ninguém.
Quando o Shephard avança na instalação ele encontra um guarda que matou um zumbi, Diferente dos cientistas, esse cara parece ter pegado algo no ar. Ele se aproxima e solta, quase como quem não quer nada:
"Sabe, andei ouvindo umas coisas… parece que vocês, militares, não estão aqui exatamente pra tirar a gente dessa bagunça."
Depois faz uma pausa significativa e adiciona: "Só não esquece de quem te ajudou, tá bom?"
É um pedido velado, implorando por misericórdia.
Mas a verdade é que Adrian nem consegue processar direito o peso daquelas palavras. Porque ele próprio não sabe qual era a missão real e muito menos o que estava acontecendo.
Horas antes, dentro da aeronave V-22 Osprey em rota para Black Mesa, o clima era de operação comum. Os soldados trocavam piadas, faziam apostas bobas sobre o que iriam encontrar. Ninguém parecia preocupado de verdade. E por um motivo simples: nenhum deles sabia o que diabos estavam indo fazer ali.
O planejamento havia sido propositalmente vago. "Vocês vão receber as instruções completas assim que pousarmos" — foi basicamente isso que o comandante disse. Uma escolha operacional bem suspeita, pensando bem. Parecia calculado para manter todo mundo no escuro até o último segundo possível. Se alguma coisa desse errado durante o transporte — como, de fato, deu — os soldados não teriam informação suficiente pra comprometer a operação caso fossem capturados ou interrogados.
E…..Lembrando daquelas conversas despreocupadas agora, da para perceber que Nenhum deles imaginava que estavam sendo enviados não como força de resgate, mas como esquadrão de eliminação.
Precisando entender melhor a situação, Adrian segue até o local onde a aeronave caiu. Talvez encontre sobreviventes da unidade, alguém que possa explicar o que está acontecendo. O que ele encontra é uma cena de massacre. Todos os militares que conseguiram sair vivos do impacto inicial foram aniquilados pelas criaturas logo em seguida.
Tentando localizar algum ponto de reagrupamento, Adrian sintoniza o rádio militar. Capta uma transmissão em andamento:
“Shepard, você estavvio!, escute, estamos sofrendo sérias baixas e as ordens são de “abandonar”. Repito! Abandonar!”
“Aparentemente, agora ele tem outros planos para black mesa..
“Se você pouder avançar pelo sistema de trens. Provavelmente chegará a superfície próximo a onde estamos indo embora!”
“Boa sorte! Cambio!”
Adrian não ficou inconsciente por algumas horas — foi um período bem longo. Se a gente considerar os eventos de Half-Life como referência, o tempo entre a chegada inicial da HECU em Black Mesa e a ordem de retirada completa cobre vários capítulos do jogo original.
Pra ter uma ideia melhor da escala de tempo: a HECU chega em Black Mesa durante o capítulo "We've Got Hostiles" de Half-Life, algumas horas depois da Cascata de Ressonância. É quando Gordon Freeman começa a encontrar os militares pela primeira vez. Adrian chega junto com essa primeira onda da HECU, mas o Osprey em que estava cai logo no início e ele fica inconsciente.
Enquanto Adrian estava desmaiado, Gordon Freeman passou por vários capítulos inteiros:
- "We've Got Hostiles" - Chegada dos militares, início do massacre
- "Blast Pit" - Gordon ativa o foguete de teste
- "Power Up" - Reativando energia
- "On A Rail" - Viagem pelo sistema de trens
- "Apprehension" - Gordon é capturado pelos militares
- "Residue Processing" - Escape do compactador de lixo
- "Questionable Ethics" - Laboratórios de pesquisa
- "Surface Tension" - Gordon chega à superfície, lança o foguete do satélite. Aqui ele ainda vê os militares trocando tiro com os alienígenas
- "Forget About Freeman!" - É neste capítulo que o alto escalão finalmente ordena a retirada completa , que é quando Adrian finalmente acorda e sintoniza a transmissão de rádio sobre abandonar a instalação.
Isso significa que quando Adrian recupera a consciência, a situação já tinha desmoronado completamente. As forças militares já haviam falhado em conter a infestação alienígena e estavam executando uma retirada estratégica.
Então Adrian perdeu quase toda a operação militar. Ele chegou no começo, apagou no na queda do avisão, e acordou já no finalzinho, quando tudo já tinha dado errado.
Em um dos momentos mais estranhos da jornada dele, Adrian fica preso numa sala cheia de lixo radioativo. Não tem como sair. É basicamente uma armadilha mortal. E é justamente nessa hora que algo muito louco acontece: o G-Man ajuda diretamente.
Aquela figura misteriosa de terno, que só ficava observando de longe, literalmente abre uma porta pra deixar Adrian escapar. Isso é super raro na série Half-Life — o G-Man simplesmente não faz esse tipo de coisa. Ele observa, mexe os pauzinhos por trás das cortinas, mas quase nunca interfere fisicamente assim. O fato dele ter feito isso pelo Shephard mostra que Adrian é mais importante pros planos dele do que a gente imaginava.
Capítulo 3:We Are Pulling Out
Enquanto segue pelas instalações, Adrian vê algo novo e assustador: a primeira aparição de uma raça alienígena completamente diferente das criaturas de Xen. São chamados de Raça X.
Esses seres não apareceram em Half-Life porque chegaram em Black Mesa um pouco depois da invasão inicial de Xen. E eles claramente têm um objetivo diferente. Enquanto as criaturas de Xen parecem só querer invadir e matar tudo, a Raça X está fazendo operações mais pensadas — pegando humanos vivos. Aparentemente pra levar eles pro mundo deles e estudar.
Vale dizer que a Raça X foi criada pela Gearbox Entertainment especificamente pra Opposing Force, não pela Valve. É um acréscimo de fora do universo principal de Half-Life, o que explica por que esses alienígenas nunca mais aparecem nos jogos seguintes da série. Não é mais só uma invasão simples de Xen — são várias raças alienígenas com objetivos diferentes, todas aparecendo em Black Mesa ao mesmo tempo.
Depois de enfrentar tanto as criaturas de Xen quanto a misteriosa Raça X, Adrian finalmente consegue chegar no ponto de extração da HECU. Ele tá vivo. Conseguiu chegar a tempo.
Mas quando Adrian chega no local marcado pra evacuação, acontece outro encontro com o G-Man, Em vez de ajudar como fez na sala de lixo radioativo, G-man propositalmente sabota a fuga do Shephard. E o último helicóptero decola sem ele, deixando-o completamente sozinho enquanto Black Mesa desmorona em volta.
Esse comportamento contraditório mostra perfeitamente a natureza misteriosa e manipuladora de G-man. claramente ele está comandando os eventos de acordo com algum plano maior — um plano cujos detalhes e objetivos finais continuam desconhecidos.
Capítulo 4:Missing in Action
Abandonado em Black Mesa, Adrian não tem escolha a não ser procurar rotas alternativas pra sair dali. E segue em frente pela instalação. Adrian enfrenta Vortigaunts pelos corredores, atravessa um alto-forno que tá infestado de zumbis, e encara basicamente todo tipo de pesadelo que Black Mesa tem pra oferecer. Mas eventualmente, ele encontra outros militares que também foram deixados pra trás na evacuação.
Eles formam uma aliança e juntam forças pra tentar encontrar uma saída.
A partir desse ponto, a história vira basicamente uma narrativa de sobrevivência. um grupo de soldados tentando não morrer enquanto procuram alguma forma de escapar da instalação condenada.
Capítulo 5: Friendly Fire
Depois de lutar num complexo de escritórios que tá cheio de Vortigaunts, Adrian e os outros soldados da HECU começam a procurar algum sistema de transporte antigo que ainda funcione. O objetivo é chegar até o Lambda core, que pode ser uma possível rota de fuga.
É durante essa busca que os Black Ops aparecem. Adrian encontra esses operativos num hangar, e eles estão carregando algo na carroceria de um caminhão.
Aqui tem um detalhe interessante — na wiki do jogo, é descrito que estão carregando uma "rocha de Xen". Porém, considerando o contexto geral da operação e evidências posteriores, é bem mais provável que seja na verdade uma ogiva nuclear disfarçada ou transportada junto com material alienígena. Essa interpretação faz mais sentido quando você entende o que vem a seguir.
Adrian logo descobre a verdade chocante: os Black Ops não estão ali pra ajudar ninguém. Eles foram enviados especificamente pra matar os militares restantes da HECU e encobrir completamente o incidente de Black Mesa. A revelação indica que o governo tomou uma decisão radical — implementar uma "solução final" pro problema. Eles vão destruir completamente a instalação através de uma explosão nuclear, eliminando qualquer evidência do que aconteceu ali.
Isso muda tudo. Adrian não tá mais só fugindo de alienígenas. Agora ele tá correndo contra o relógio antes que a bomba seja detonada. E os Black Ops representam uma nova ameaça, já que eles têm ordens claras de eliminar qualquer testemunha, incluindo os cientistas e os próprios soldados HECU que foram deixados pra trás.
Após descobrir essa operação nuclear secreta, Adrian é atacado pelos Black Ops e se vê forçado a enfrentá-los diretamente. Shephard se junta aos outros militares sobreviventes e eles lutam juntos contra esses operativos de elite.
Depois de sobreviver a esse confronto, Adrian e seus colegas HECU encontram algo valioso: um trem subterrâneo que ainda tá funcionando. É uma oportunidade de transporte seguro no meio de todo aquele caos. Eles decidem usar esse sistema ferroviário pra alcançar o Complexo Lambda.
Capítulo 6: We Are Not Alone
Essa cena é mais uma confirmação de quando exatamente Opposing Force se passa na cronologia de Half-Life — as duas histórias acontecem ao mesmo tempo, só que de perspectivas diferentes. Ambos os protagonistas estavam no mesmo lugar, separados apenas por alguns momentos. Enquanto Gordon está indo pra Xen cumprir sua missão, Adrian tá chegando logo atrás.
Mas Adrian não tem muito tempo pra processar esse encontro quase acontecido. Ele também acaba sendo forçado a viajar pra Xen — não por escolha, mas porque é o único jeito de encontrar uma saída do Complexo Lambda e continuar tentando escapar de Black Mesa.
Capítulo 7: Crush Depth
Essa arma é basicamente uma tentativa primitiva de criar tecnologia de portais. Sabe aquela Portal Gun super avançada da Aperture Science que a gente conhece da série Portal? Essa mais uma versão "beta" que Black Mesa estava desenvolvendo. Essa descoberta confirma as "paranoias" de Cave Johnson, o CEO da Aperture Science, que vivia acusando Black Mesa de roubar as ideias dele. O Displacer Cannon serve como prova de que as duas empresas estavam realmente competindo em áreas de pesquisa parecidas, só que com níveis diferentes de sucesso.
Só que a versão de Black Mesa está longe de ser perfeita. A Portal Gun consegue criar portais mais precisos, Já o Displacer Cannon é bem mais limitado — ele joga coisas pra Xen (ou traz de volta se você tiver lá). Não dá pra controlar onde exatamente você vai parar. Isso mostra como cada empresa seguiu um caminho diferente no desenvolvimento, com a Aperture claramente saindo na frente nessa corrida tecnológica.
A arma tem duas funções principais. Primeiro, você pode se teleportar temporariamente pra Xen — tipo uma fuga de emergência. Segundo, ela dispara uma espécie de portal explosivo que suga e teleporta tudo perto dele, causando um estrago considerável no processo.
Saindo de Xen, Adrian cai num complexo subaquático cheio de tanques gigantes. Dentro deles existem Ictiossauros aprisionados pra serem estudados. Enquanto explora o lugar, ele encontra um cientista trancado numa cápsula e o solta. Ele dá algumas dicas sobre o que tá rolando naquela seção da instalação.
O mais perturbador é perceber que os experimentos com portais aqui tão completamente fora de controle. Portais se abrindo aleatoriamente, tecnologia sendo usada de forma instável. Fica claro que Black Mesa estava bem mais fundo nessas pesquisas do que qualquer um imaginava e que eles claramente não tinham domínio total sobre o que estavam mexendo.
Shephard é novamente forçado a se teletransportar para Xen e retornar para alcançar uma nova parte de Black Mesa.
Capítulo 8: Vicarious Reality
Adrian segue viajando por várias câmaras da biosfera e laboratórios equipados com enormes terrários. Esses espaços foram construídos pra abrigar a fauna de Xen, que tá sendo estudada por cientistas nas profundezas do Complexo Biodome do Setor E.
Conforme avança pelo local, ele vê câmaras contendo diversas formas de vida alienígena cuidadosamente mantidas e observadas. Essa descoberta reforça bastante a teoria de que os cientistas de Black Mesa já estudavam espécies do planeta alienígena muito antes do acidente acontecer.
Mais à frente, Adrian encontra a Barnacle Gun, um resultado bem interessante de uma pesquisa onde os cientistas modificaram um Barnacle (aquela criatura que normalmente fica presa no teto) pra torná-lo portátil. Essa arma orgânica funciona como um tipo de gancho que gruda em superfícies orgânicas e pode engolir criaturas pequenas. É bizarro, mas efetivo.
Eventualmente, Adrian chega numa área industrial mais antiga da instalação. É nesse momento que ele escuta uma transmissão de rádio preocupante — um grupo de militares
estam lutando contra algum tipo de criatura verme. E Pelo tom desesperado, seja lá o que for essa coisa, não tá sendo fácil de enfrentar.
“X-Ray Zulu, are you there? We need backup in the waste sector! It's some sort of worm creature. Tower and Eddy are down, and I've lost contact with the rest of the squad. We need backup now! Now, damn it, now!”
“X-Ray Zulu, você está aí? Precisamos de reforços no setor de resíduos! É algum tipo de criatura verme. Tower e Eddy estão fora de combate, e perdi contato com o resto do esquadrão. Precisamos de reforços agora! Agora, droga, agora ! “
Capítulo 9: Pit Worm's Nest
Quando Adrian chega na Área de Processamento de Resíduos 3, ele encontra a fonte daquela transmissão desesperada do capítulo anterior. O cenário é devastador — a área tá coberta pelos corpos dos fuzileiros navais que pediram socorro. Eles não conseguiram sobreviver.
E logo fica claro o porquê: bloqueando o caminho tá uma criatura monstruosa conhecida como Pit Worm. É uma das criaturas mais assustadoras que Adrian enfrenta até agora — enorme e extremamente perigosa.
Adrian não tem como fugir ou contornar a criatura. Ele precisa derrotá-la pra conseguir passar. Abrindo caminho pela área ao redor, ele encontra uma solução: a instalação de processamento de resíduos. Shephard consegue acionar o sistema e despejar lixo tóxico diretamente no Pit Worm.
A estratégia funciona. A enorme criatura é derrotada pelos resíduos tóxicos, finalmente abrindo uma passagem pra Adrian acessar a próxima área e continuar sua tentativa de fuga.
Capítulo 10: Foxtrot Uniform
Adrian segue percorrendo os canais e esgotos subterrâneos de Black Mesa. Durante esse trajeto, ele enfrenta um ninho de Voltigore — criaturas bem agressivas da Raça X que tornaram aquele espaço claustrofóbico ainda mais perigoso.
Adrian encontra alguns soldados e finalmente alcançam a superfície, chegando la eles são obrigado a enfretrem os aliens da Raça X para sobreviver.
Avançando por essa zona de guerra, Adrian eventualmente chega à barragem da usina hidrelétrica de Black Mesa. Na represa, um Gargantua tá preso e causando destruição. Vários soldados da HECU que ficaram, tentam matar a criatura gigante, mas estão tendo dificuldade.
Adrian entra na luta. Usando explosivos disponíveis na área, ele consegue finalmente destruir o monstro. Com a criatura eliminada e a represa danificada pela explosão, Shephard deixa o local através dos encanamentos de água expostos.
Capítulo 11: The Package
Chegando numa garagem subterrânea, Adrian encontra novamente os operativos Black Ops. E dessa vez, ele descobre exatamente o que eles tavam fazendo esse tempo todo: ativando a ogiva nuclear que foi vista anteriormente no jogo. Eles acabaram de armar o dispositivo termonuclear com a clara intenção de destruir completamente a instalação.
Essa descoberta confirma o verdadeiro papel dos Black Ops na operação — eles eram o "plano B" do governo americano. Caso os HECU falhassem em conter a situação, os Black Ops tinham ordens de destruir totalmente Black Mesa e eliminar todas as testemunhas. Ninguém poderia sair vivo pra contar o que aconteceu ali.
Mas Adrian não vai deixar isso acontecer sem lutar. Ele enfrenta os Black Ops, e Depois de uma batalha intensa, Shephard consegue derrotar os operativos e desativar a bomba nuclear.
Porém, logo em seguida, olhando através de uma janela e percebe o G-Man pessoalmente reativando o dispositivo nuclear, como se tivesse total autoridade sobre a situação.
Quando Adrian tenta retornar pra desativar a bomba mais uma vez, descobre que o caminho foi bloqueado. Não tem como voltar. A destruição de Black Mesa agora é inevitável — e o G-Man garantiu que fosse assim.
Capítulo 12: Worlds Collide
Depois de passar por depósitos cheios de alienígenas da Raça X, Adrian finalmente desce até uma parte bem antiga e industrial de Black Mesa.
O que ele encontra lá embaixo é um portal aberto e uma criatura gigantesca chamada Gene Worm tentando sair dele. Essa coisa consegue transformar completamente o ambiente do planeta. Se deixar, ela vai modificar a Terra inteira pra ficar do jeito que a Raça X precisa. É literalmente uma ameaça de extinção pra humanidade.
Por sorte, o local tem dois canhões já montados ali. Shephard usa essas armas pra atacar o bicho — focando em cegar a criatura e causar o máximo de estrago possível. Adrian consegue acabar com ela.
Só que tem um problema: quando a Gene Worm tá morrendo, o portal expande de um jeito descontrolado e cria uma sucção absurda. Antes que Adrian consiga reagir, ele é puxado pra dentro do portal.
Conclusão
Adrian recupera a consciência e acorda dentro de um V-22 Osprey — o mesmo avião que ele estava no começo do jogo.
G-Man tá ali, esperando por ele acordar.
O homem de terno começa a falar. Ele diz que não consegue fechar seu "relatório" enquanto ainda existem pontas soltas. O maior problema, segundo ele, eram as instalações de Black Mesa — mas isso já foi cuidado. Enquanto ele fala, um clarão intenso de luz atravessa a janela do avião. Era aquela ogiva nuclear que vimos no caminhão dos black Ops. Black Mesa acabou de ser completamente destruída.
Mas o G-Man continua. Ele menciona que ainda tem a questão das "testemunhas". Porém, ele admite algo curioso: sente uma certa fascinação por indivíduos que conseguem sobreviver quando todas as chances tão contra eles. Isso faz ele lembrar dele mesmo.
Por causa disso, o G-Man "defendeu a ideia" de manter Adrian vivo. A forma como ele fala sugere que essa decisão foi debatida com outras pessoas — os misteriosos empregadores dele.
Apesar de reconhecer que um militar como Shephard entende a importância de manter a boca fechada, o G-Man revela que os chefes dele não confiam nisso. Pra evitar a "tentação humana" de Adrian contar o que viu, eles tomaram uma decisão: vão mantê-lo num lugar onde "ele não poderia causar nenhum dano, e nenhum dano poderia ser causado a ele"
Basicamente, Adrian vai ficar preso.
O G-Man finaliza dizendo: "Tenho certeza de que você poderia imaginar alternativas piores." Ele então abre um portal na frente dele e entra, deixando Adrian completamente sozinho no avião.
A tela escurece. E Aparece um texto na tela: Adrian Shephard está "detido".
Half-Life: Blue Shift
Hazard Course
Half-Life: Blue Shift coloca o jogador no papel de Barney Calhoun, um dos guardas de segurança de Black Mesa. Diferente de Gordon Freeman, que era cientista, Barney trabalha na proteção das instalações e das pessoas que fazem pesquisa lá.
Opcionalmente, Barney começa sua jornada no "Curso de Perigo da Black Mesa para Treinamento de Guarda de Segurança". Esse treinamento aborda como se movimentar pelo ambiente, interagir com objetos ao redor, usar adequadamente o uniforme de guarda, e manusear armas de forma eficaz.
Durante o treinamento, alguns cientistas ficam observando Barney completar os exercícios. Um deles é o Dr. Rosenberg, que vai ser importante mais pra frente na história.
Vale mencionar que esse curso de treinamento é bem parecido com aquele do Half-Life original, mas tem algumas mudanças pequenas pra se encaixar melhor nas funções diferentes que um guarda de segurança tem comparado com um cientista.
Capítulo 1: Living Quarters Outbound
Blue Shift começa de forma paralela aos eventos do Half-Life original. Barney Calhoun tá pegando o trem que sai dos Dormitórios da Área 8 (que fica na superfície) e vai descer até o setor subterrâneo de Black Mesa, até as Instalações de Segurança da Área 3.
Durante essa viagem de trem, o jogo mostra vários detalhes novos sobre Black Mesa que a gente não via no jogo original. Barney passa por áreas como lavanderia e várias lanchonetes espalhadas pelo complexo. Isso sugere que Black Mesa é extremamente autossuficiente — provavelmente muitos funcionários moram lá mesmo, sem precisar sair pra nada.
O trem de Barney para na frente de uma porta de acesso.
Capítulo 2: Insecurity
Ele desce e fica esperando a porta abrir. É nesse momento que acontece uma cena importante: enquanto Barney tá ali parado esperando, Gordon Freeman passa em outro vagão indo em direção ao Setor C — exatamente o trajeto que leva ao Laboratório de Materiais Anômalos. Essa cena é um espelho invertido de algo que acontece no Half-Life original, onde Gordon vê um guarda trancado do lado de fora de uma porta no túnel. Agora a gente tá vendo a perspectiva do guarda.
Depois que Gordon passa, Barney conversa com outro segurança que tá do outro lado da porta, dentro da instalação. O cara explica que a porta não reconheceu a senha do Barney — é um erro de sistema. Ele diz que vai tentar resolver.
A porta não abre de primeira. O segurança tenta algumas vezes até finalmente conseguir liberar o acesso. Ele informa pra Barney que o sistema dessa manhã tá com várias falhas. Esse detalhe é importante porque mostra que Black Mesa já tava tendo problemas generalizados nos equipamentos antes mesmo do experimento acontecer. Não era só um dia normal — a instalação já tava apresentando sinais de que algo não tava certo.
Barney entra na central de segurança. Lá dentro tem tudo que um posto de guarda precisa: área pra praticar tiro e uma sala repleta de monitores mostrando o que está acontecendo nas diferentes partes do complexo.
Olhando pras telas de vigilância, Barney vê Gordon Freeman andando pelos corredores e em Outra câmera mostra Gina Cross carregando a amostra que vai ser testada por Gordon mais tarde.
Não demora muito e chega um pedido de ajuda: tem um elevador travado com uns cientistas presos dentro. Barney sai pra resolver.
No caminho, ele nota que a instalação inteira realmente parece estar meio caótica. Equipamentos quebrando, gente tentando resolver bugs nos sistemas. Numa sala, dois pesquisadores tão batendo cabeça tentando fazer um supercomputador voltar a funcionar, mas nada resolve.
Tem um momento curioso também em que Barney dá de cara com o G-Man, passando em um trem. Curiosamente, essa é a única vez que ele aparece nesse jogo, diferente de como ele persegue Gordon o tempo todo.
Barney localiza o elevador quebrado e faz o reparo necessário. é nesse momento que a Ressonância em Cascata explode em Black Mesa.
Num segundo, alienígenas começam a se materializar, luzes piscam, alarmes gritam. E o cabo que segura o elevador se rompe. E A cabine despenca em queda livre com todo mundo dentro. O impacto no fundo do poço é violento o suficiente pra deixar Barney apagado.
Capítulo 3: Duty Calls
Quando volta a si Barney e abre os olhos, a cena é de pesadelo. Um Houndeye está se alimentando do cadáver de um colega dele. Olhando pro elevador destruído, ele vê que nenhum dos dois cientistas que estavam com ele sobreviveu à queda.
Sem entender direito a dimensão do caos que tomou conta de Black Mesa, Barney vai pra fora daquele poço e começa a caminhar pelas zonas industriais. O lugar está irreconhecível — destruição por todo lado, criaturas que ele nunca viu na vida, e um silêncio perturbador.
Conforme vai explorando, ele chega num corredor de esgoto. Olhando para cima ele vê dois militares jogando corpos no bueiro. MAS Não eram de criaturas alienígenas — e sim de cientistas de Black Mesa. Como já sabemos no jogo anterior o exército não veio para pra salvar , mas sim pra limpar evidências.
Isso levanta uma questão importante da história: quanto tempo Barney ficou apagado? Provavelmente foram várias horas. Pensa bem — pra mobilizar tropas militares, transportar elas até Black Mesa, organizar equipes, e já estar em plena operação de encobrimento? Isso não acontece em minutos. Barney perdeu um bom pedaço do dia.
Enquanto ele dormia no fundo daquele poço, muita coisa já tinha rolado:
Em Half-Life: Gordon Freeman já tinha passado por "Unforeseen Consequences" (quando tudo começou), "Office Complex" (tentando sair dos escritórios), "We've Got Hostiles" (o primeiro contato com os militares), e provavelmente já tava em "Blast Pit" ou "Power Up".
Em Opposing Force: Adrian Shephard já tinha vivido "Welcome to Black Mesa" (quando o helicóptero dele foi derrubado), "We Are Pulling Out" (quando ele acordou na zona de pouso destruída), e provavelmente já tava em "Missing in Action" (procurando outros sobreviventes) ou até "Friendly Fire"
Barney também acabou perdendo algumas coisas da narrativa.
Voltando pros soldados no esgoto, a conversa deles revela algo interessante: Nesse diálogo, os dois militares mencionam Adrian Shephard, o protagonista de Half-Life: Opposing Force.
“cara, esses civis estão ficando pesados…”
“é, por que fomos encarregados de joa o lixo fora, aliás?”
“Só porque shephard e sua equipe morreram nós temaos de fazer o trabalho sujo ?”
“bem... vamos terminar com este aqui...”
Capítulo 4: Captive Freight
Saindo dos esgotos, Barney sobe pra área externa de Black Mesa, E acaba entrando em confronto soldados militares. Ele consegue vencer e avança nas instalações.
Em um momento após subir uma escadaria, Ele vê mais militares que atiraram Contra um cientista que estava trancado dentro de uma sala. Depois de neutralizar mais esses militares, Barney abre a porta E o cientista agradece a sua ajuda, Mas antes de morrer, ele diz que o Dr. Rosenberg é seu amigo, e está com uma ideia de sair daquele lugar. É a única pista que Barney tem.
Ele vai lutando contra os militares e eventualmente chega numa área de triagem onde ficam aqueles vagões de carga. ele vê vários pesquisadores trancados dentro dos containers e vagões.
Barney força as portas e liberta o pessoal. Um deles é justamente o tal do Dr. Rosenberg, ele a explicar a real situação.
Black Mesa tá completamente cercada. Os militares receberam ordem de matar todo mundo la dentro. Não é operação de resgate, é operação de silenciamento. O governo quer apagar qualquer rastro da pesquisa dimensional que rolava nessa instalação.
a boa notícia: Rosenberg conhece uma possível saída.
Acontece que ele trabalhava com teletransporte em Black Mesa há muitos anos, bem antes do complexo Lambda ser montado. Naquela época inicial, a equipe dele construiu uma máquina experimental, Essa máquina antiga ainda tá guardada em algum canto esquecido da base.
A jogada que Rosenberg pensou é essa: reativar aquela máquina velha e usar ela pra se jogar até uma saída super escondida de Black Mesa. É um acesso tão fora de mão que talvez os soldados não tenham achado ainda. Se der certo, eles conseguem vazar sem cruzar com nenhum militar.
É um tiro no escuro, mas é literalmente a única carta que eles têm pra jogar.
Barney e Rosenberg finalmente alcançam o destino — uma área bem velha de Black Mesa, e A diferença é impressionante. Tudo ali parece de outra era: os aparelhos de cura são modelos antigos, os carregadores dos trajes HEV parecem ultrapassados, e em vez daqueles scanners de retina modernos, tem leitores de impressão digital nas portas. Dá pra ver como a tecnologia de Black Mesa evoluiu ao longo dos anos.
Quando chegam no laboratório principal, descobrem que já tem gente trabalhando — dois cientistas chamados Walter Bennet e Simmons eles estão tentando remontar o protótipo do teletransportador.
Rosenberg explica como essa tecnologia funciona, esse protótipo velho é bem mais limitado que aquelas máquinas modernas do Lambda. Ele não consegue criar um portal direto de um ponto da Terra pra outro. Simplesmente não tem essa capacidade.
foi descoberto durante as pesquisas de Black Mesa: que Xen não é só um mundo alienígena qualquer. É tipo um "ponto de encontro entre dimensões" — um lugar que fica no meio do caminho entre diferentes realidades.
Por causa disso, qualquer viagem de teletransporte — mesmo entre dois lugares aqui na Terra — acaba passando automaticamente por Xen. É como se fosse uma estação de conexão obrigatória.
Mas tem um problema: pra controlar exatamente onde você vai parar depois de passar por Xen, precisa ativar um equipamento específico que tá lá no mundo alienígena. Esse dispositivo funciona usando aqueles cristais que são encontrados em Xen.
Basicamente quem vai Ter que ligar a máquina lá no mundo alienígena é Barney
Rosenberg consegue calcular um ponto de chegada mais ou menos próximo do equipamento. Barney entra no teletransportador e é mandado pra lá.
Localizando o dispositivo de triangulação, Barney ativa ele, e volta pra Black Mesa através do portal.
Capítulo 5: Focal Point
Quando Barney se materializa de volta do mundo alienígena, o cientista traz uma notícia ruim: Aquela viagem até Xen drenou as células de força que alimentavam o teletransportador.
E Pra piorar, não tem bateria reserva ali. A única solução é descer até os geradores auxiliares que ficam na usina de energia da instalação, recarregar uma célula de força nova, e trazer de volta.
Capítulo 6: Power Struggle
O caminho até a usina é conturbado. Barney tem que abrir passagem lutando contra dois inimigos ao mesmo tempo: os HECU que querem matar ele, e as criaturas de Xen que querem matar todo mundo. É combate constante.
Mas ele chega lá. Barney localiza os geradores auxiliares, liga tudo, e consegue recarregar a célula de força que o teletransportador precisa.
Capítulo 7: A Leap of Faith
Barney volta com a célula recarregada. Chegou a hora.
Os cientistas começam a preparar tudo pra ativar o teletransportador. Barney dá uma mão nas partes mais básicas da operação — afinal se você recebe as orientações necessárias do que fazer não precisa ser PhD em física teórica pra apertar alguns botões e puxar algumas alavancas.
E A máquina ganha vida. Agora é só atravessar.
Walter Bennett é o primeiro. Ele entra no portal e desaparece num flash de luz. Simmons vai logo atrás. Por último, Dr. Rosenberg — mas antes de entrar, ele reprograma o sistema pra fazer mais uma recarga. Essa última é pra Barney.
Rosenberg atravessa. Barney fica sozinho esperando a bateria encher.
E é exatamente nesse momento que os soldados da HECU finalmente acharam onde eles tão. Dá pra ouvir os caras do outro lado da porta tentando arrombar a entrada. Explosões. Gritos. Eles vão entrar a qualquer segundo.
A máquina ainda tá carregando. Barney segura a posição como pode, trocando tiro com eles que começam a invadir o laboratório.
Finalmente, o teletransportador apita — que esta pronto. Barney corre até a plataforma, ativa o portal, e se joga dentro dele antes que os militares consigam abatê-lo.
Ele desaparece num clarão de energia.
Capítulo 8: Deliverance
Barney materializa do outro lado. Funcionou — ele chegou na tal saída escondida fora de Black Mesa. Os cientistas já estão lá esperando. Simmons e Rosenberg tão mexendo num SUV tentando fazer o motor pegar, enquanto Walter abrindo o portão.
Só que tem um problema. Barney percebe que algo tá errado com ele — tá envolto num brilho esverdeado estranho. E antes que possa falar qualquer coisa, ele desaparece.
Começa uma sequência bizarra de saltos involuntários. Barney pisca pra dentro e pra fora de vários lugares.
Num desses saltos, ele aparece num depósito. E vê Gordon Freeman sendo arrastado por soldados da HECU. Os caras tão levando ele até um compactador de lixo.
“nós o pegamos... vamos mata-lo agora!”
“eer.. mas e se encontrarem o corpo?”!
“corpo ?... que corpo ?”
Em relação ao Half life 1, Barney entra no capitulo "Apprehension", só que agora visto da perspectiva de Barney.
Antes que possa fazer qualquer coisa, Barney é puxado de volta. Ele reaparece na saída onde os cientistas estão. Dessa vez, o brilho verde finalmente some. Os teleportes param.
Enquanto isso, os cientistas conseguiram fazer o carro funcionar. Rosenberg respira aliviado e explica pra Barney que ele teve muita sorte — podia ter ficado preso num "loop infinito" saltando entre dimensões pra sempre por causa da instabilidade do teletransporte.
Walter finalmente consegue forçar o portão. Tá aberto. É a liberdade.
A tela escurece.
Surge um texto: Barney Calhoun está "fora de alcance".
Essa frase final tem gerado debate entre os fãs. Existem duas interpretações principais:
Primeira interpretação: Barney conseguiu escapar do alcance do G-Man. Diferente de Gordon Freeman (que foi capturado) e Adrian Shephard (que foi detido), Barney realmente conseguiu fugir completamente da influência daquele homem misterioso.
Segunda interpretação: Barney está fisicamente fora do alcance dos soldados HECU e da explosão nuclear que vai destruir Black Mesa.
Mas sinceramente eu acho que é uma mistura dos dois, eu acho que esse “fora de alcance” significa que ele está fora de alcance tanto dos HECU e da explosão, quanto de G-man.
Half-life: Decay
Capítulo 1:Dual Access
Half-Life: Decay muda completamente a perspectiva. Aqui você não joga como um guarda ou um cientista teórico — você controla duas técnicas de laboratório: Gina Cross e Colette Green. Elas trabalham num setor diferente do Laboratório de Materiais Anômalos, e o trabalho delas é bem específico: preparar amostras e calibrar os equipamentos pros experimentos.
Um detalhe curioso: é que Gina Cross é aquela assistente holográfica do Hazard Course.
O jogo abre com as duas chegando pro trabalho. Mas logo de cara já tem problema — quando tentam passar pela segurança, o sistema diz que elas não existem. Os cadastros das duas foram deletados por alguma falha técnica que rolou.
Elas têm que refazer todo o cadastro do zero antes de poder começar o expediente. É mais um sinal de que Black Mesa tava com problemas sistêmicos sérios antes mesmo da catástrofe acontecer.
Depois de resolver a burocracia, Gina e Colette vão pro laboratório e encontram uma cena tensa: Dr. Richard Keller e Dr. Rosenberg tão numa discussão pesada sobre o experimento que vai acontecer hoje.
O que eles conversam é preocupante. O Administrador de Black Mesa — que sabemos ser Wallace Breen — deu uma ordem direta: realizar o teste usando um nível de energia muito acima do que o equipamento foi projetado pra aguentar. É basicamente forçar a máquina além do limite de segurança.
Apesar das preocupações, o experimento vai acontecer de qualquer jeito.
Gina e Colette assumem suas funções.
Gina é quem envia a amostra GG-3883 até Gordon Freeman lá embaixo na câmara de teste.
Colette é quem libera o espectrômetro de anti-massa pra operação.
Tudo está configurado. O experimento começa.
E poucos minutos depois, a Ressonância em Cascata explode em Black Mesa.
Uma observação interessante: é que o G-Man aparece brevemente no começo de Decay, mas é só isso. Ele não persegue as cientistas como faz com Gordon. Aparentemente, Gina e Colette não eram do interesse dele ou de quem quer que ele trabalhe.
Gina e Colette conseguem sobreviver ao impacto inicial do desastre, assim como Dr. Keller e Dr. Rosenberg.
Com a instalação entrando em colapso e criaturas alienígenas se materializando por toda parte, fica claro que eles precisam de reforços externos. Alguém tem que subir até a superfície e fazer contato com o mundo exterior pra pedir intervenção militar.
Dr. Rosenberg se voluntaria pra ir, mas ele não pode ir sozinho — é perigoso demais. Gina e Colette assumem a missão de escoltá-lo.
Capítulo 2:Hazardous Course
O caminho escolhido passa pela Instalação de Treinamento do Setor A — aquela mesma área do Hazard Course onde os funcionários aprendem a usar o traje HEV. Agora, aquele lugar de treinamento virou zona de guerra.
Os três cientistas começam a jornada até a superfície, lutando contra o que encontram pelo caminho.
Capítulo 3:Surface Call
Os três conseguem sair pra área externa de Black Mesa. O objetivo é alcançar o centro de comunicações por satélite — o único jeito de fazer contato com o mundo lá fora e pedir intervenção.
Mas quando chegam na porta principal do prédio, descobrem que ela está trancada.
Gina e Colette fazem um desvio pelos galpões de armazenamento que ficam ao redor do centro de comunicações. Eventualmente, encontram uma entrada lateral que tá aberta. As duas entram, abrem caminho até a porta da frente pelo lado de dentro, e destrancam pra deixar Rosenberg entrar.
Agora dentro da sala de controle, o trabalho é técnico: elas precisam calibrar manualmente a antena parabólica gigante pra alinhar com o satélite de comunicação. Mexem nos controles, ajustam os ângulos, até que finalmente conseguem travar o sinal.
Rosenberg assume o rádio e faz a transmissão pedindo auxílio militar urgente.
Enquanto ele está lidando com isso, Rosenberg pede que as duas voltem ao setor C e ajudem o Dr. Keller.
Capítulo 4:Resonance
Chegando lá Ele Conta seu plano para as cientistas: Keller acredita que dá pra estabilizar — ou até reverter — a Ressonância em Cascata se conseguirem religar os campos de amortecimento. Teoricamente, esses campos podem fechar ou pelo menos conter as fendas dimensionais que estão por toda Black Mesa.Pra fazer isso funcionar, alguém precisa ir até os pontos de controle das travas — tanto a primária quanto a secundária — e resetar os sistemas manualmente. Gina e Colette aceitam a missão.
A jornada pelos setores destruídos é complicada. No meio do caminho, elas presenciam os primeiros helicópteros militares chegando. Entre essas tropas tá a unidade de Adrian Shephard — conectando diretamente com os eventos de Opposing Force.
Esse momento marca um ponto crucial na cronologia de Black Mesa:
Em relação ao Half-Life: Gordon Freeman já passou por "Unforeseen Consequences" (o início do desastre), "Office Complex", e provavelmente está no meio de "We've Got Hostiles" — exatamente o capítulo onde ele tem o primeiro contato com os militares.
Em relação ao Opposing Force: O que Gina e Colette estão vendo acontece simultaneamente com o capítulo "Welcome to Black Mesa" do ponto de vista de Adrian Shephard.
Em relação ao Blue Shift: Esse momento acontece muito antes de Barney acordar. Enquanto Gina e Colette observam a primeira onda de militares chegando, Barney ainda está desacordado no fundo do poço do elevador. Ele só vai recuperar a consciência várias horas depois, quando os soldados já estiverem executando a operação de encobrimento.
Conforme se aproximam das salas de controle das travas, acontece algo estranho. criaturas alienígenas começam a atacar com intensidade anormal — quase como se soubessem exatamente o que as cientistas tão tentando fazer e quisessem impedir a qualquer custo. Não parece coincidência. Parece coordenado.
Mesmo assim, Gina e Colette conseguem. Elas ativam as duas travas. Os campos de amortecimento ligam.
E acabam por falharem na contenção.
Dr. Keller analisa os dados e chega a uma conclusão: não foi falha técnica. Alguma coisa do outro lado das fendas — em Xen — está ativamente mantendo os portais abertos. Tem interferência intencional vindo de lá.
Keller comenta que talvez: nem todos os alienígenas chegaram aqui por acidente.
Esse comentário antecipa uma descoberta que Gordon Freeman e os cientistas da Equipe Lambda fariam posteriormente: a entidade controladora era Nihilanth, o ser alienígena gigante que Gordon eventualmente enfrentaria no final de Half-Life.
Capítulo 5: Domestic Violence
Keller propõe algo bem mais arriscado: reverter completamente a Ressonância em Cascata. Não apenas parar ela — desfazer. E ele sabe como fazer isso. Nos Laboratórios Gama existe um equipamento experimental chamado Displacement Beacon (Farol de Deslocamento). Trabalhando junto com a Equipe Lambda, eles teoricamente poderiam usar esse aparelho pra criar uma inversão de ressonância — basicamente, executar o processo contrário do que causou o desastre.
Mas tem um problema técnico: pra operar o Displacement Beacon nessa escala, eles precisam de um satélite em órbita fazendo a triangulação dos sinais. A equipe do Centro de Lançamento de Alta Altitude tá pronta pra mandar o satélite pro espaço, mas não consegue fazer o lançamento. Por conta do Bloqueio aéreo militar.
Para remover esse bloqueio, é necessário um código de liberação.
Keller, Gina e Colette pegam o sistema de trens e vão até os Dormitórios do Nível 3 — onde moram os guardas de segurança. Afinal quem mais pra ter esses códigos do que os próprios guardas que fazem a segurança do lugar ?
Durante o caminho, eles topam com um guarda gravemente ferido. O cara consegue alertar eles sobre algo importante: os soldados que invadiram Black Mesa não vieram resgatar ninguém. As ordens deles são "matar tudo e todos".
Isso complica as coisas, porque agora os dormitórios tão infestados de soldados HECU executando qualquer funcionário que encontram.
Gina e Colette abrem caminho lutando contra os militares. Eventualmente, conseguem localizar um guarda de segurança ainda vivo que tem os códigos necessários. Elas escoltam ele de volta até o trem.
E Com os códigos em mãos, o grupo segue pra instalação de Controle de Tráfego Aéreo na superfície de Black Mesa.
Capítulo 6:Code Green
Gina e Colette sobem até a torre de controle de tráfego aéreo, que fica na área externa de Black Mesa.
O lugar tá tomado por soldados. As duas precisam lutar pra avançar, enfrentando várias equipes da HECU que defendem o prédio. A situação piora quando um V-22 Osprey chega pra dar apoio aos militares no solo. Gina e Colette conseguem repelir a aeronave e finalmente limpar a área.
Dentro da sala de controle, elas acessam o sistema e inserem os códigos de liberação. O bloqueio aéreo é desativado. Agora o satélite pode subir.
Esse lançamento do satélite acontece simultaneamente com os eventos do Capítulo 8 de Half-Life 1 — "On A Rail".
Enquanto Gina e Colette estão liberando o bloqueio do espaço aéreo e permitindo que o lançamento aconteça, Gordon Freeman está viajando pelo sistema de trens subterrâneos de Black Mesa, eventualmente chegando até a plataforma de lançamento onde ele completa a operação de lançamento do foguete.
Mais tarde em half-life, os cientistas da Equipe Lambda dizem a Gordon que "o satélite falhou em conter a fissura dimensional" — mas ao meu ver isso apresenta uma contradição com os eventos mostrados em Decay, onde o que realmente falhou foram os campos de amortecimento, e não o satélite em si. Essa questão será explicada mais detalhadamente no final, ao analisar os resultados de todas as tentativas de contenção.
Bem Com a missão cumprida, as cientistas voltam pro subsolo e se encontram com Dr. Keller. Agora eles precisam achar um caminho até os Laboratórios Gamma, onde fica o Displacement Beacon.
Capítulo 7:Crossfire
Dr. Keller tenta fazer isso remotamente dos controles principais, mas não consegue. Tem alguma obstrução física bloqueando o sistema de elevação. Não tem jeito — alguém vai ter que ir lá embaixo manualmente e resolver o problema.
Gina e Colette aceitam a missão.
Quando chegam no local, descobrem que o portão de acesso principal tá danificado. Não abre. As duas são forçadas a improvisar, descendo pelos canais de drenagem sujos e alagados que correm por baixo dos laboratórios.
É um caminho perigoso. Os níveis inferiores do Setor Gama viraram zona de combate — tem soldados HECU procurando sobreviventes pra eliminar, e criaturas de Xen se materializando pelos corredores. Gina e Colette lutam pelo caminho inteiro.
Finalmente, elas chegam até onde o Displacement Beacon tá instalado. elas que percebem que o portão de acesso está quebrado. Sem alternativa, elas precisam usar o sistema hidráulico manual pra forçar a abertura e conseguir continuar com o trabalho.
O farol começa a subir lentamente pelos níveis até alcançar a superfície.
Missão cumprida.
Capítulo 8:Intensity
Gina e Colette voltam até a sala de controle, onde Dr. Keller tá esperando. Com o Displacement Beacon posicionado na superfície, agora falta a parte mais crítica: energia. O protótipo precisa de uma quantidade absurda de energia pra funcionar, e a fonte dessa energia é a matriz de lasers instalada nos níveis inferiores do Setor Gama.
Alguém precisa ir lá embaixo e ativar essa matriz manualmente.
As duas pegam o elevador e descem até os Laboratórios de Quarentena Alienígena. Mas agora não tem mais nada sob controle. Os laboratórios foram completamente invadidos por criaturas que se materializaram durante a Ressonância em Cascata. É zona de guerra total.
Gina e Colette abrem caminho lutando pelos corredores destruídos até finalmente chegarem na sala da matriz de lasers.
No momento em que começam a ativar os sistemas, as criaturas reagem. Vortigaunts e Alien Grunts começam a se teletransportar diretamente pra dentro da sala
Gina e Colette precisam alternar entre operar os controles da matriz e lutar contra as ondas de alienígenas que continuam chegando. Cada segundo conta.
Finalmente, a matriz de lasers é ligado. Os feixes de energia começam a alimentar o Displacement Beacon.
as duas retornam novamente ao centro de controle. Dr. Keller já tá finalizando os últimos ajustes. pra tentativa de reverter a Ressonância em Cascata.
Capítulo 9:Rift
Com a matriz de lasers ativa, o Displacement Beacon finalmente liga. Mas agora vem a parte mais difícil: manter o dispositivo funcionando tempo suficiente pra completar a inversão de ressonância.
Gina e Colette sobem pra superfície onde o equipamento está instalado. A tarefa delas é ativar manualmente os cristais de energia do dispositivo e defender o equipamento de qualquer coisa que tente destruí-lo. E obviamente, as criaturas de Xen não vão ficar paradas assistindo.
O que acontece é que Ondas de alienígenas começam a se materializar ao redor do farol. Vortigaunts, Alien Grunts, Houndeyes — e pela primeira vez na franquia, uma criatura completamente nova: o Manta Ray, uma arraia alienígena gigante voadora.
Gina e Colette lutam com tudo que têm, alternando entre operar os cristais do farol e combater os ataques.
Então, no meio da batalha, algo estranho acontece.
As duas são subitamente atingidas por algo que Dr. Keller descreve pelo rádio como "refluxo harmônico" — o mesmo fenômeno de teletransportes aleatórios que Barney Calhoun experimentou em Blue Shift. Elas começam a saltar descontroladamente entre dimensões por alguns segundos.
E durante esses saltos dimensionais, elas ouvem a voz do Dr. Rosenberg dizendo:
“Calhoun, you must hurry! We can't keep the portal open much longer. “
“Calhoun, você precisa se apressar! Não podemos manter o portal aberto por muito mais tempo.”
Essa frase acontece no final do capitulo 5 "Focal Point" de Blue Shift — o momento exato em que Barney Calhoun está voltando de Xen e Logo depois dessa cena, Barney vai precisar recarregar a célula de energia do equipamento de teletransporte.
Eventualmente, o refluxo harmônico passa. Gina e Colette retornam completamente ao laboratório onde Dr. Keller tá operando os controles. O Displacement Beacon completou sua operação com sucesso.
Keller parabeniza as duas pelo trabalho. A tela escurece. O jogo termina.
Quanto aos efeitos da operação, sabe-se que a inversão de ressonância conseguiu enfraquecer parcialmente a Ressonância em Cascata, mas não foi capaz de contê-la completamente a longo prazo.
Mas aqui tem uma questão importante de continuidade que eu disse que vamos esclarecer melhor:
A Contradição do Satélite:
Em Half-Life, quando Gordon chega à instalação da Equipe Lambda (Capítulo 14 - Lambda Core), os cientistas dizem que "o satélite que Gordon lançou falhou em conter a fissura dimensional".
Porém, em Half-Life: Decay, o jogo nunca mostra o satélite falhando. O que REALMENTE falhou foram os campos de amortecimento que Gina e Colette tentaram ativar — e eles falharam especificamente por causa da interferência ativa do Nihilanth mantendo os portais abertos do outro lado.
Então o satélite funcionou ou não?
Decay não dá nenhuma indicação de que o satélite parou de funcionar após o lançamento. Ele foi lançado com sucesso e aparentemente continuou operacional. Então por que os cientistas em Half-Life dizem que ele "falhou"?
A explicação mais coerente é essa:
Os cientistas da Equipe Lambda provavelmente consideraram o satélite uma "falha" não porque o equipamento parou de funcionar, mas porque ele não conseguiu reverter a Ressonância em Cascata sozinho. Do ponto de vista deles, todas as tentativas — campos de amortecimento, satélite, e até o próprio Displacement Beacon — "falharam" porque a fissura dimensional continuou aberta e crescendo.
Na prática, nenhuma dessas medidas conseguiu reverter completamente o desastre porque o Nihilanth estava ativamente mantendo os portais abertos do outro lado. Mas isso não significa que elas foram inúteis.
O que realmente aconteceu:
Todas essas tentativas ao longo do dia — os campos de amortecimento de Gina e Colette, o satélite lançado por Gordon, e finalmente o Displacement Beacon — conseguiram mitigar parcialmente o desastre e comprar tempo precioso pros sobreviventes de Black Mesa, incluindo o próprio Gordon Freeman.
Elas seguraram temporariamente o colapso dimensional total, estabilizaram parcialmente a situação, e evitaram que tudo desmoronasse imediatamente. Só não foram suficientes pra resolver o problema de raiz — porque isso só aconteceria quando Gordon finalmente matasse o Nihilanth em Xen, cortando a fonte da interferência alienígena.
Então tecnicamente, os cientistas estavam certos em dizer que o satélite "falhou" em conter a fissura — mas apenas no sentido de que ele sozinho não foi suficiente. O equipamento funcionou, só não era a solução completa.
O que aconteceu com Gina Cross, Colette Green e o Dr. Keller depois disso? Ninguém sabe.
Não foram deixadas pistas claras sobre seus destinos. Eles não são mencionados em Half-Life 2, nos episódios, ou em Alyx. Simplesmente desaparecem da narrativa.
Ainda não tá claro se eles conseguiram sobreviver à explosão nuclear que destrói Black Mesa no final de Opposing Force — que acontece algumas horas depois dos eventos de Decay.
Existe uma curiosidade perturbadora relacionada a isso: em Half-Life: Opposing Force, alguns jogadores identificaram um corpo de uma cientista que parece ser o de Gina Cross. No entanto, não tá claro se isso é canônico ou se a Gearbox simplesmente reutilizou o sprite da personagem pra representar uma cientista morta qualquer.
Capítulo Bônus:Xen Attacks
A história é interessante: o G-Man roubou aquele cristal que causou toda a bagunça em Black Mesa — a amostra dos testes. Os dois Vortigaunts foram enviados numa missão de recuperação pra trazer o cristal de volta pro Nihilanth,
E até mesmo tem uma conexão com Opposing Force: já que o cenário dessa fase é o estacionamento onde Adrian Shephard consegue desarmar a bomba nuclear, mas aí o G-Man aparece e rearma ela. É exatamente esse lugar.
A Guerra das 7 Horas e o Domínio do Combine
Matar o Nihilanth em Xen deveria ter sido a salvação da Terra. Gordon Freeman completou sua missão, eliminou a ameaça alienígena, e esperava que os portais finalmente fechassem pra sempre.
Mas o que ele não sabia é que acabava de abrir as portas pra algo muito pior.
Nihilanth não era apenas um líder alienígena mantendo portais abertos — ele era um refugiado. Sua espécie tinha fugido de um império interdimensional chamado Combine, que já havia conquistado incontáveis mundos através do multiverso. E durante todo o tempo que Nihilanth esteve em Xen, ele usou seu poder psíquico massivo pra criar uma barreira dimensional ao redor da Terra, parcialmente escondendo o planeta da detecção dos Combine.
Quando Gordon matou Nihilanth, essa proteção desapareceu instantaneamente.
Pior ainda: os experimentos em Black Mesa e todos os portais que se abriram durante a Cascata de Ressonância funcionaram como faróis dimensionais — sinais atravessando o espaço-tempo que revelaram a localização exata da Terra pros Combine. A fenda dimensional atraiu a atenção desse império, e eles não demoraram nada pra responder.
E no momento crítico em que a humanidade mais precisava de Gordon Freeman, o G-Man apareceu e o colocou em estase — guardando ele "para uso futuro". A Terra ficou completamente indefesa.
AS TEMPESTADES DE PORTAIS: O CAOS ANTES DA INVASÃO
Na sequência imediata da Cascata de Ressonância, a situação na Terra rapidamente saiu de controle. Ondas de Tempestades de Portais começaram a assolar o planeta — fenômenos destrutivos onde centenas de portais dimensionais se abrem simultaneamente, depositando formas de vida alienígenas de Xen por todo o mundo.
Headcrabs, barnacles, vortigaunts, antlions — criaturas que antes estavam confinadas a Black Mesa agora apareciam em cidades, campos, florestas. Não havia mais contenção. Não havia mais zona de quarentena.
Diante desse ataque alienígena avassalador, a população do planeta se refugiou nas grandes cidades em busca de proteção. Mas nem isso foi suficiente. As forças militares e policiais tentaram conter as invasões, mas estavam lutando contra um inimigo que aparecia de portais aleatórios sem aviso prévio.
Em breve, quase todos os governos mundiais estavam à beira do colapso total. Jornais da época relatavam que o esforço pra restaurar a ordem na Terra havia levado os recursos militares e logísticos ao limite absoluto. Era o caos generalizado.
E então, no meio dessa devastação, os Combine chegaram.
A GUERRA DAS SETE HORAS EM SI
Atraídos pela fenda dimensional que ainda pulsava no planeta, o império Combine invadiu a Terra usando as Tempestades de Portais como pontos de entrada estratégicos. Eles despejaram tecnologia de guerra avançada — Striders, Hunters, Gunships, forças terrestres modificadas — diretamente sobre as principais cidades do mundo.
A população humana foi pega completamente de surpresa.
O conflito que se seguiu ficou conhecido como a Guerra das Sete Horas — e foi menos uma guerra e mais um massacre sistemático. Em apenas sete horas, os Combine derrotaram todas as forças armadas organizadas da Terra.
O número de mortos — incluindo militares e civis — foi presumivelmente enorme.
Há registros fotográficos mostrando que o prédio da Secretaria das Nações Unidas em Nova York foi severamente danificado por projéteis vindos do espaço durante a guerra, sugerindo que os Combine usaram bombardeios orbitais massivos como parte de sua estratégia. Fotografias de jornais da época mostram pelo menos dois Striders atacando o edifício enquanto ele desmoronava.
Governos caíram. Capitais foram arrasadas. As linhas de defesa humanas foram aniquiladas sistematicamente.
A verdade é que mesmo se os exércitos terrestres estivessem totalmente equipados e preparados pra batalha, eles não teriam a menor chance contra um império interdimensional com tecnologia milhares de anos mais avançada. Mas as forças armadas da Terra já estavam completamente debilitadas pelas Tempestades de Portais que vinham acontecendo desde Black Mesa.
Elas estavam lutando em duas frentes ao mesmo tempo: criaturas de Xen surgindo aleatoriamente por portais E uma invasão organizada dos Combine. Não havia recursos, não havia munição suficiente, não havia tempo pra se reagrupar.
A guerra havia terminado muito antes de realmente começar.
A RENDIÇÃO DO PLANETA: DR. WALLACE BREEN E AS NAÇÕES UNIDAS
Durante a guerra, enquanto as forças militares eram massacradas, o Dr. Wallace Breen — ex-administrador de Black Mesa — descobriu uma maneira de se comunicar diretamente com os Combine.
Como ele conseguiu isso? Ninguém sabe ao certo. Mas o fato é que Breen estabeleceu um canal de comunicação com os invasores enquanto cidades inteiras estavam sendo destruídas ao redor dele.
Diante da aniquilação iminente da espécie humana, as Nações Unidas autorizaram Breen a negociar a paz com o império extraterrestre invasor por quaisquer meios necessários. Era um cheque em branco dado em desespero absoluto.
E Breen usou esse poder da única forma possível: oferecendo a rendição incondicional da humanidade.
Não houve termos. Não houve negociação real. Foi pouco mais que um pedido de clemência — "por favor, parem de nos matar, nós nos rendemos completamente". Breen "salvou" o que restava da raça humana, mas ao custo total de sua liberdade e autonomia.
Em troca dessa capitulação, os Combine pararam o ataque e declararam Breen como "Administrador Interino" da Terra.
Parecia uma posição de poder, mas era em grande parte cerimonial. Breen servia apenas como um governante fantoche — o rosto humano da ocupação, respondendo diretamente aos seus senhores Combine e implementando as ordens deles. Ele não governava a Terra. Ele administrava uma prisão planetária em nome dos verdadeiros donos.
E essa "negociação" marcou oficialmente o fim da Guerra das Sete Horas.
A Terra havia caído.
A TERRA SOB OCUPAÇÃO: TRANSFORMAÇÃO E EXPLORAÇÃO
Com a rendição assinada, os Combine começaram a transformar profundamente o planeta.
Eles construíram a Cidadela — uma torre tecnológica gigantesca — bem no centro da antiga cidade renomeada Cidade 17. Essa estrutura servia como nó central de comunicação entre o Mundo Superior dos Combine e a Terra ocupada, já que as tempestades de portais haviam cessado após a invasão e eles precisavam de uma conexão permanente.
Breen governava de dentro da Cidadela, aparecendo constantemente em telas obrigatórias espalhadas pelas cidades falando sobre "progresso", "cooperação benéfica" e "a nova ordem". Era propaganda pura — uma tentativa de fazer parecer que a humanidade não estava sendo dominada, mas sim "evoluindo" sob orientação alienígena.
A realidade era bem diferente.
Os Combine começaram a extrair recursos naturais em escala industrial. Instalaram equipamentos massivos que literalmente sugavam os oceanos através de portais dimensionais, drenando minerais valiosos e transportando tudo pra fora do planeta. Em Half-Life 2, é possível ver os resultados dessa exploração nos capítulos "Highway 17" e "Sandtraps" — píeres destruídos permanecendo nas antigas margens onde antes havia água, agora apenas deserto seco.
As regiões rurais e qualquer área fora dos centros urbanos foram abandonadas e rapidamente infestadas por espécies alienígenas que haviam cruzado durante as Tempestades de Portais e continuaram se espalhando. Headcrabs, antlions, barnacles — criaturas que tornaram qualquer lugar fora das cidades perigoso ou mortal tanto pra humanos quanto pra fauna terrestre nativa.
O resto da Terra foi gradualmente se transformando num deserto inóspito e hostil.
CONTROLE POPULACIONAL E MODIFICAÇÃO FORÇADA
A humanidade sobrevivente foi reunida forçadamente em centros urbanos reorganizados — cidades fortificadas que funcionavam simultaneamente como abrigos e prisões. Isso concentrava a população sob vigilância constante e impedia a formação de grupos independentes nas zonas rurais.
Instalações como Nova Prospekt foram abertas usando infraestrutura existente. O objetivo? Modificar humanos à força. Cidadãos selecionados eram submetidos a procedimentos cirúrgicos brutais e condicionamento mental que apagava suas memórias, destruía suas personalidades, e os transformava em soldados leais aos Combine — agora inimigos armados da própria humanidade.
Mas a medida mais cruel implementada pelos invasores foi o Campo de Supressão.
Esse campo de energia cobre todo o planeta e bloqueia biologicamente a capacidade de reprodução humana. Nenhuma gravidez é possível. Nenhuma criança pode nascer. A humanidade está sendo lentamente extinta por atrito natural — uma geração morrendo sem nenhuma nova nascendo pra substituir.
É por isso que em Half-Life 2 — que acontece vinte anos após o incidente de Black Mesa — não existem crianças em lugar nenhum. Os indivíduos mais jovens que aparecem no jogo têm cerca de vinte anos de idade: são os últimos nascidos antes do Campo de Supressão ser ativado. Depois deles, nada. A humanidade tem data de validade.
A RESISTÊNCIA NAS SOMBRAS
Apesar da repressão brutal e da desesperança generalizada, nem todos aceitaram o domínio Combine passivamente.
Grupos de resistentes começaram a se organizar clandestinamente, operando nas sombras das cidades controladas e nas zonas abandonadas entre elas. Essa rede de resistência era liderada por Eli Vance e Isaac Kleiner — dois cientistas que trabalharam com Gordon Freeman em Black Mesa e conseguiram sobreviver tanto ao desastre inicial quanto à Guerra das Sete Horas.
Entre os resistentes, os feitos de Gordon Freeman eram contados como lendas. Ele era o cara que enfrentou hordas de alienígenas, atravessou sozinho pra Xen, matou o Nihilanth, e então simplesmente desapareceu.
Portal
Câmara de Teste 00
Portal começa com você acordando numa pequena sala estéril chamada Câmara de Relaxamento. O ambiente é minimalista ao extremo — tem uma mesa com uma caneca, um rádio tocando música ambiente, e uma prancheta listando vários "riscos da câmara de testes" que você ainda não entende direito. Tem também um vaso sanitário e o que parece ser uma cama de estase onde você aparentemente passou um bom tempo dormindo.
Não tem janelas. Não tem explicações. Só você acordando num quarto estranho sem saber como chegou ali.
Então uma voz computadorizada feminina começa a falar pelo sistema de som. Ela te recebe "novamente" — como se vocês já tivessem se encontrado antes, embora você não se lembre disso — e informa calmamente que "sua amostra foi processada" e que "agora estamos prontos para começar o teste propriamente dito".
Você controla Chell, uma participante dos experimentos conduzidos pela inteligência artificial GLaDOS. As origens de Chell permanecem completamente obscuras — não sabemos quem ela é, como chegou ali, ou há quanto tempo está nessa instalação. Aparentemente ela passou por algum período de hibernação forçada, e agora tá sendo acordada pra… testes.
A voz da IA explica educadamente que os experimentos estão prontos pra começar, e promete algo que soa quase reconfortante: quando tudo terminar, você vai receber bolo como recompensa.
A porta da Câmara de Relaxamento se abre. Chell é liberada do compartimento e avança pela primeira área
É aqui que o jogador aprende os conceitos básicos: como se mover, como interagir com objetos, como o mundo funciona. As câmaras iniciais são simples — quase didáticas. Você é apresentado aos Botões que abrem portas quando pressionados, aos Cubos que podem ser carregados e usados pra ativar esses botões, e às Saídas de Ventilação do Aparelho Vital que cospem esses cubos quando necessário.
Também tem as Grades de Emancipação Material — aqueles campos de energia brilhantes que você atravessa e que desintegram qualquer objeto que você tá carregando. Elas servem pra garantir que você não leve nada de uma câmara pra outra sem permissão.
Tudo parece controlado. Tudo parece seguro.
GLaDOS continua falando pelo sistema de som, dando instruções educadas e ocasionalmente fazendo comentários que parecem… levemente estranhos. Mas nada que pareça imediatamente ameaçador.
Câmara de Teste 01
Câmara de Teste 02
GLaDOS acompanha cada passo de Chell, fornecendo instruções e monitorando seu desempenho. Inicialmente, essa supervisão parece rotineira, Contudo, à medida que Chell avança, a natureza de GLaDOS se revela cada vez mais sinistra. gradualmente abandona a neutralidade, e exibi um comportamento agressivo e perturbador que indica que algo está seriamente errado na Aperture Science.
Câmara de Teste 03 à 15
Após as primeiras lições básicas, Chell avança pelas câmaras de teste da Aperture Science. Entre a Câmara de Teste 03 e a Câmara de Teste 15, o jogo continua a introduzir novos elementos de puzzle e a aprofundar a mecânica de portais, mas sem grandes reviravoltas narrativas.
Nesse período, você se familiariza com o uso da portal gun.
Durante essas câmaras, o comportamento de GLaDOS continua a se deteriorar. Ela começa a fazer comentários mais sarcásticos e a revelar sua natureza manipuladora, como quando mente sobre não monitorar uma câmara e depois admite que foi uma "completa invenção". A IA até tenta se corrigir, mas é interrompida, adicionando um toque de humor sombrio à sua crescente malícia.
Câmara de Teste 11
Aqui Chell finalmente adquire a portal gun completa.
Até então, você só conseguia criar um tipo de portal. Mas agora, com o dispositivo aprimorado, Chell pode criar ambos os portais — o azul e o laranja — de forma independente.
As câmaras seguintes continuam a explorar as novas capacidades da Portal Gun.
Câmara de Teste 13
É descrita como o "primeiro desafio de verdade", combinando botões, caixas, pelotas de energia e andaimes instáveis. É aqui que GLaDOS faz uma menção casual e um tanto sinistra: ela comenta que a corporação sentirá falta de Chell após a conclusão dos experimentos, uma frase que soa mais como uma ameaça velada do que um elogio.
Essas câmaras, embora importantes para o aprendizado da mecânica e para a escalada da dificuldade, servem mais como uma preparação.
Câmara de Teste 16
É a partir da Câmara de Teste 16 que as coisas realmente começam a se desenrolar.
Na Câmara 16, a situação se tornou bastante crítica. Devido a uma manutenção programada, a área foi adaptada para um campo de tiro real, com armamentos desenvolvidos para unidades militares automatizadas. E a GLaDOS? Ela só mandou um "boa sorte" meio irônico, sabe, mantendo a fachada de voz pré-gravada para enganar geral.
Mas Chell, explorando o ambiente, descobriu uma abertura oculta. Lá dentro, encontrou desenhos e anotações de outra pessoa que parecia circular livremente por ali, confirmando que não era a única presa, Essa pessoa como nós já sabemos é Doug Ratman. As inscrições nas paredes eram um alerta claro sobre GLaDOS e seus verdadeiros objetivos, incluindo a icônica frase "The cake is a lie", que desmascarava as promessas da IA. Ah, e pra deixar tudo mais tenso, essa fase introduziu as torretas, aqueles tripés com metralhadores que disparam sem dó nem piedade ao detectar qualquer movimento.
Câmara de Teste 17
Chell encontra um novo "parceiro" de testes: o Companion Cube. GLaDOS instrui a protagonista a transportá-lo e cuidar dele durante a fase. Contudo, a IA faz questão de frisar que o cubo não possui consciência e, claro, não fala, alertando para que qualquer "conselho" vindo dele seja ignorado – uma observação que, convenhamos, soa um tanto peculiar, né?
Em uma passagem secreta, Chell descobre mais ilustrações da misteriosa pessoa, que, ao que tudo indica, desenvolveu um vínculo obsessivo com seu próprio Companion Cube. É bem provável que a insistência de GLaDOS em alertar que o cubo não falava – algo que parece óbvio – mas Provavelmente por causa dele que GLaDOS alertava contra seguir orientações do objeto.O desfecho da câmara é, infelizmente, dramático: Chell é forçada incinerar o Companion Cube, conforme as ordens da inteligência artificial.
Câmara de Teste 18
A Câmara 18, foi um verdadeiro teste de fogo para Chell. Ela exigiu o máximo de impulso e precisão, consolidando tudo o que a protagonista havia aprendido até então. GLaDOS, como sempre, não perdeu a chance de soltar uma frase enigmática sobre "componentes elétricos não isolados". E, de quebra, ela deixou claro que, ao final dos experimentos, Chell seria "assada" e então haveria bolo.
Câmara de Teste 19
Após um desafio que envolvia uma pastilha de energia e uma sequência em uma plataforma instável, Chell não encontrou o tão prometido bolo.
Escape
Em vez disso, deu de cara com um baita incinerador – a armadilha final de GLaDOS para, bem, "assá-la" de verdade. Usando sua inteligência e a portal gun, Chell conseguiu escapar por um triz, mergulhando nas entranhas da Aperture Science.
A fuga não agradou nem um pouco a GLaDOS. A IA, que até então mantinha a pose de controladora, começou a balbuciar eletronicamente, gaguejando um "eu" que revelou sua verdadeira natureza e a fúria por trás da voz robótica. Ela tentou, sem sucesso, convencer Chell de que tudo não passava de "o teste final, onde fingimos que íamos te assassinar", uma desculpa esfarrapada para o plano de eliminação. GLaDOS chegou a sugerir uma "festa" em homenagem a Chell, incentivando-a a "assumir a posição de acompanhante da festa" no chão – Basicamente fazer ela aguardar para que ela seja capturada .
Enquanto Chell se aventurava pelas áreas de manutenção e escritórios abandonados da instalação, GLaDOS ficava cada vez mais agitada. Inicialmente, ela tentou dissuadir Chell com calma, depois alegou que a "festa" havia começado sem ela e até tentou negociar.
Nessa jornada, Chell seguiu os misteriosos avisos nas paredes e usou a portal gun para abrir caminho. Em uma sala, visualizamos uma apresentação sobre a rivalidade entre Aperture Science e Black Mesa. Esses ambientes administrativos parecem estar muito desorganizados, como se todo mundo que estivesse trabalhando ali, abandonassem o local às pressas.
Para melhor visualização, aqui então as Imagens que aparecem no slide dessa mesma sala de reunião sobre Black Mesa
Câmara Central de IA
Finalmente, Chell chegou à câmara principal onde GLaDOS, aguardava. alguns monitores exibiam brevemente o logotipo da Black Mesa, conectando mais uma vez esses universos àquele cenário.
Durante o diálogo inicial da IA com Chell, algo inesperado aconteceu: um componente de GLaDOS despencou. A inteligência artificial, com sua habitual dissimulação, afirmou desconhecer a função da peça. Chell, sem hesitar, jogou o objeto no incinerador. Foi nesse momento que GLaDOS revelou a bomba: aquela era seu Núcleo de Moralidade – o mesmo equipamento que Henry havia mostrado a Doug Ratman – a única estrutura que inibia seus impulsos letais.
Sem qualquer restrição ética, GLaDOS não perdeu tempo e liberou neurotoxina na câmara, numa tentativa clara de eliminar Chell. Contudo, a destruição do núcleo trouxe uma falha inesperada: a IA percebeu que havia perdido algumas funções de segurança e não conseguia desativar as torres defensivas. Chell, esperta como sempre, aproveitou essa vulnerabilidade e usou os portais para redirecionar os disparos das torretas contra a própria GLaDOS, começando a destruir os outros Núcleos de Personalidade da máquina.
Conforme Chell avançava na destruição dos componentes críticos, a personalidade de GLaDOS degenerava.
Com a destruição do último Núcleo, GLaDOS foi finalmente derrotada. As duas então são sugadas para fora da instalação. Nesse momento a IA soltou comentários enigmáticos sobre o mundo exterior, É um comentário que está basicamente em slow motion então é bem difícil do jogador prestar atenção ou entender o que ela tá falando a não ser se ele ler as legendas.
Ela mencionou que "as coisas mudaram drasticamente desde a última vez" que Chell esteve fora, e que a protagonista desejaria retornar para dentro das instalações ao ver o que havia lá. GLaDOS finalizou afirmando ser "a única coisa impedindo-os de entrar" no complexo. Essa declaração, não deixava claro se ela se referia aos Combine ou às criaturas hostis na superfície , mas contextualizava Portal cronologicamente dentro do universo Half-Life.
Chell recupera a consciência na superficie, Mais especificamente no portão do centro de enriquecimento , mas, no breve momento antes de perder a consciência novamente, percebemos algo misterioso arrastando-a de volta para dentro do complexo. A sequência final mostra as profundezas da Aperture Science, até uma sala onde, pasme, realmente existe um bolo – provando que a promessa não era totalmente uma mentira – cercado por vários núcleos de personalidade ativados e um braço robótico apaga a vela.
Créditos
Fechando com chave de ouro, o jogo termina com famosa canção "Still Alive", onde GLaDOS, para a surpresa de muitos, revela ter sobrevivido. É nessa mesma melodia que, aos minutos 2:17, ela entrega uma nova referência à Black Mesa, Dizendo que talvez o pessoal de lá ajudasse chell da próxima vez. unindo de vez os universos de Portal e Half-Life.
LAB RAT
Enquanto tudo isso acontecia, Doug Rattman observava a jornada de Chell pelas instalações.
No começo, quando ele viu Chell, pensou que era mais uma de suas alucinações. Mas a realidade bateu forte quando ele viu as torretas de verdade atirando nela. Aquilo provou que Chell estava ali de verdade, tinha acordado de seu sono profundo.
Para se manter lúcido e ajudar Chell nesse momento, Doug recorre ao seu escasso suprimento de 2 pílulas antipsicótica Que guardou para quando esse dia chegasse.
Seu fiel Companion Cube, que para ele era um amigo que falava, não gostou nada da ideia. O cubo sabia que o remédio faria Doug parar de ouvi-lo. Mas Doug precisava pensar com clareza e tomou os comprimidos mesmo assim.
Enquanto esperava o remédio fazer efeito, ele ainda "recebia dicas" do cubo para se desviar das torretas perigosas.
Ao mesmo tempo, lá na câmara principal, Chell estava enfrentando GLaDOS. Doug aproveitou esse momento de caos para fazer uma nova pintura nas paredes, registrando artisticamente o confronto.
De repente, uma explosão gigantesca sacudiu toda a instalação!
O Companion Cube, em seus últimos momentos de "conversa" antes do remédio dominar a mente de Doug, perguntou o que tinha acontecido. Doug respondeu que só podia significar uma coisa: GLaDOS tinha sido derrotada!
Ele correu até a câmara central e confirmou: a IA tirânica estava destruída.
Rattman conseguiu chegar à superfície, e por um instante, pensou em fugir de vez da Aperture.
Mas então, ele viu o Party Escort Bot arrastando o corpo inconsciente de Chell de volta para dentro da instalação.
Essa cena pesou Doug. Ele sentiu uma culpa enorme, lembrando que foi ele quem colocou Chell no topo da lista de testes. Ele pensou: "Se não fosse por ela, eu nunca teria saído daqui." Decidido a parar de fugir, Doug ignorou o Companion Cube, que era contra a ideia, e voltou para o complexo.
No caminho, o remédio antipsicótico começou a fazer efeito de verdade. Aos poucos, Doug parou de ouvir as "orientações" de seu Companion Cube. Pela primeira vez em muito tempo, ele enfrentou o silêncio absoluto de sua própria mente, o que era assustador para ele.
Quando finalmente encontrou Chell, a situação era grave: ela tinha sido levada para uma unidade de "Relaxamento Prolongado".
Para piorar, os sistemas de suporte vital da câmara dela estavam desligados por causa dos danos na rede elétrica principal, causados pela explosão de GLaDOS.
Determinado a alcançar o Centro de Controle Criogênico para restaurar as funções vitais. Ele enfrenta um caminho perigoso, cheio de torretas. Sem as "dicas" do Companion Cube, que antes o ajudava a desviar, Doug não conseguiu passar em segurança. Um tiro da torreta atingiu sua perna, causando um sangramento forte que o fez desmaiar.
Ele acordou por um breve momento, tentou alcançar seu cubo, mas desmaiou de novo.
Quando despertou pela segunda vez, o efeito do remédio tinha passado. Sua condição psicótica voltou, e com ela, a capacidade de "conversar" com o Companion Cube.
O cubo, então, perguntou como Doug havia escolhido Chell para enfrentar GLaDOS. Rattman confessou que foi uma intuição estranha, algo que ele sentiu ao olhar o arquivo dela. Um palpite
Com uma última orientação do Companion Cube, Doug viu uma saída: transferir a câmara de Chell para a rede de energia de emergência. Isso restauraria as funções vitais dela, garantindo sua sobrevivência. O problema? Não dava para saber quando ela acordaria; ela ficaria em um sono profundo por tempo indeterminado.
Em um último ato de redenção, Rattman ativou o sistema de energia reserva, murmurando um pedido de perdão para Chell. Olhando para a situação dela, ele fez uma observação científica: Chell existiria agora em um estado de sobreposição, como o famoso Gato de Schrödinger: que é um experimento mental criado pelo físico Erwin Schrödinger para explicar um conceito da mecânica quântica chamado SOBREPOSIÇÃO.
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| Erwin Schrödinger |
Imagine que você tem um gato dentro de uma caixa fechada. Dentro da caixa, há um dispositivo que pode liberar veneno dependendo do comportamento de uma partícula subatômica. Segundo a mecânica quântica, até que você abra a caixa e olhe dentro, o gato está ao mesmo tempo vivo e morto, porque a partícula pode estar em dois estados ao mesmo tempo (SOBREPOSIÇÃO).
Ou seja, o gato só ESTARÁ definitivamente vivo ou morto quando você abrir a caixa e verificar. Da mesma forma, o destino de Chell permaneceria indefinido até que alguém verificasse sua condição.
Exausto pela perda de sangue e por toda a emoção, Doug expressou seu cansaço profundo. O Companion Cube, sua única companhia por anos, o encorajou suavemente a aceitar seu "merecido descanso". Seguindo esse conselho final, Rattman entrou em uma unidade de relaxamento vazia, deitando-se para o que parecia ser seu fim, já que não tinha como tratar o ferimento grave na perna. Este é o provável fim da história de Doug Rattman.
Half-Life 2
Capítulo 1: Point Insertion
20 anos após os eventos de Black Mesa, Gordon é retirado de seu estado de suspensão. G-Man como uma aparição, declara que chegou o momento de Freeman retornar ao serviço. Durante esta comunicação, imagens fragmentadas do incidente original em Black Mesa mesclam-se com visões perturbadoras de maquinário alienígena desconhecido.
Sem transição perceptível, Gordon subitamente encontra-se a bordo de um trem em movimento, compartilhando o espaço com outros passageiros humanos. Diferente do sistema monotrilho de Black Mesa, este é um veículo de transporte civil sob controle Combine. Um detalhe revelador desta transferência sobrenatural é captado nas conversas dos outros passageiros, que comentam não terem visto Freeman embarcar - evidenciando que G-Man simplesmente "inseriu" o físico naquela realidade sem qualquer lógica convencional.
O trem prossegue seu trajeto, até a Cidade 17, uma das principais metrópoles estabelecidas após a tomada Combine, serve como primeiro contato de Gordon com este novo mundo opressivo. Ao desembarcar, dispositivos flutuantes chamados City Scanners capturam sua imagem, parte do onipresente sistema de vigilância alienígena.
Nas enormes teletelas urbanas, Gordon reconhece imediatamente o rosto do administrador planetário: Wallace Breen, o antigo administrador de Black Mesa. Seus discursos propagandísticos exaltam as supostas qualidades de Cidade 17 e referem-se aos Combine como "nossos benfeitores", alegando que eles elevam o potencial humano.
Esta fachada rapidamente desmorona ante a realidade brutal: cidadãos são tratados como escória, submetidos a interrogatórios arbitrários e vigilância constante. O sistema oferece "oportunidades" para humanos tornarem-se soldados híbridos, fundindo sua genética com tecnologia Combine. Estes "voluntários" recebem rações alimentares superiores, mas sacrificam progressivamente sua humanidade conforme ascendem na hierarquia militar alienígena.
Logo nos primeiros momentos, Gordon observa um Vourtgaunt forçado a limpar o piso. Avançando pelas ruas, ouve conversas sussurradas sobre a natureza opressiva do regime e rumores inquietantes de que a água distribuída contém agentes químicos projetados para gradualmente apagar memórias da população.
Em um posto de controle, Freeman está prestes a ser transferido para uma instalação chamada Nova Prospekt quando um membro da Proteção Civil (Força policial humanoide a serviço dos Combine) intercepta seu processamento. O soldado o conduz a uma sala isolada e solicita que os dispositivos de vigilância sejam temporariamente desativados para um "interrogatório privado".
Quando finalmente sozinhos, em situação aparentemente sem escapatória, o soldado remove seu capacete revelando ser Barney Calhoun – ex-segurança de Black Mesa e antigo conhecido de Gordon.
Barney entra em contato imediato com o Dr. Kleiner, mentor científico de Gordon em Black Mesa, que igualmente assustado ao ver Freeman depois de 20 anos. Após breve conversa, Barney orienta Gordon a seguir sozinho até o laboratório secreto de Kleiner, explicando que não poderia abandonar seu disfarce sem despertar suspeitas.
Durante seu percurso pelas ruas opressivas, Gordon vivencia a arbitrariedade do regime quando um soldado da Proteção Civil derruba uma lata e o ordena a recolhê-la e descartá-la adequadamente – pequeno abuso de poder que ilustra a dinâmica diária de humilhação imposta aos cidadãos.
Poucos metros adiante, Gordon contempla pela primeira vez o panorama externo de Cidade 17. No centro urbano ergue-se a imponente Cidadela, torre monolítica que serve simultaneamente como base operacional Combine e residência oficial de Wallace Breen.
Tentativas de comunicação com as pessoas são respondidas com sussurros nervosos, alertando que conversas públicas atraem atenção indesejada. Em um beco isolado, Freeman vislumbra seu primeiro Synth – organismo modificado geneticamente ou resultante de evolução forçada, equipado com implantes cibernéticos para propósitos militares. A criatura avistada é um Strider, máquina de guerra bípede de proporções colossais.
Infiltrando-se em um complexo residencial em busca da rota para o laboratório de Kleiner, Gordon sem querer acaba por ativar o sistema de contagem populacional, que detecta a discrepância numérica. Unidades da Proteção Civil são rapidamente mobilizadas para identificar o "intruso". Com assistência improvisada de moradores simpatizantes, Freeman escapa pelos telhados, onde observa outro modelo Synth – o Gunship voador, patrulhando os céus da cidade.
A perseguição acaba com Gordon encurralado por múltiplos agentes da Proteção Civil. No momento em que está prestes a ser subjugado, uma voz feminina rompe a tensão, seguida por sons de combate e corpos caindo. Recuperando a consciência momentos depois, Gordon se encontra com Alyx Vance – agora uma mulher adulta, drasticamente diferente da criança que Freeman possivelmente recordava dos dias de Black Mesa.
Capítulo 2: A Red Letter Day
Alyx observa que Gordon não apresenta sinais de envelhecimento desde seu desaparecimento em Black Mesa, permanecendo com a mesma aparência de 20 anos atrás – consequência direta de seu aprisionamento temporal pelo G-Man. Ambos agora tem a mesma idade, apesar da diferença cronológica original.
Conduzindo Gordon através de rotas clandestinas, Alyx comenta a coincidência de sua chegada naquele dia específico. Durante anos, membros da resistência escapavam da Cidade 17 através de canais subterrâneos perigosos, mas justamente naquela data estavam prestes a testar uma alternativa revolucionária.
No laboratório secreto, Kleiner recebe Freeman entusiasticamente, declarando ser um "dia memorável". O cientista explica que Alyx acabara de instalar o componente final de um dispositivo de teletransporte desenvolvido para facilitar a evacuação segura de refugiados, pronto para seu teste inaugural.
Barney, recém-chegado ao laboratório, questiona sarcasticamente a confiabilidade do equipamento, mencionando ainda ter "pesadelos com certo gato" – um experimento anterior aparentemente catastrófico. Descartando as roupas civis, Kleiner apresenta a Gordon um traje HEV modificado, adaptado para utilizar as estações de recarga Combine.
Neste momento, conhecemos também Lamarr – um Headcrab sem presas e domesticado que se tornou mascote excêntrico de Kleiner. Desobedecendo seu proprietário, Lamarr escapa pelos dutos de ventilação, desaparecendo momentaneamente.
Kleiner estabelece contato com Eli Vance, igualmente impressionado com o retorno de Gordon. Os preparativos prosseguem com Alyx voluntariando-se para o primeiro teste humano. Ela posiciona-se na plataforma enquanto Gordon opera o controle. A transferência ocorre sem incidentes, confirmando o sucesso preliminar da tecnologia.
Quando chega o momento de Gordon ser teleportado, Lamarr reaparece, interferindo no processo e provocando uma "ressonância harmônica". Freeman é lançado em uma sequência de teleportes instáveis, materializando-se brevemente no escritório privado de Wallace Breen na Cidadela. O administrador planetário inicialmente assusta-se com a aparição fantasmagórica.
Num segundo salto dimensional para o mesmo local, Gordon vê Breen em comunicação com uma entidade alienígena não-identificada. Neste instante, o administrador reconhece assustado que aquela pessoa era Gordon Freeman, compreendendo que o lendário físico – que estava morto há duas décadas – havia retornado.
Gordon materializa-se no exterior do laboratório de Kleiner, avistando brevemente seu mentor através da janela enquanto este desliga às pressas o teletransportador. O término da energia interrompe o refluxo harmônico, estabilizando a posição de Freeman, mas não antes que dispositivos de vigilância Combine detectem sua presença.
Barney rapidamente localiza Gordon, instruindo-o a utilizar os antigos canais subterrâneos para alcançar o laboratório de Eli Vance. Observando a Cidadela, nota-se sua transformação estrutural – a torre se transforma em seu "estado de alerta" para facilitar o rápido deslocamento de tropas alienígenas pela cidade. Antes de partir, Barney entrega a Gordon um pé-de-cabra.
Capítulo 3: Route Kanal
A notícia sobre a presença do lendário Gordon Freeman se espalha rapidamente entre a população, surgindo uma onda de esperança entre os membros da resistência, que o consideram uma figura heroica ressurgindo das cinzas. Esta reação popular alerta o regime Combine sobre o potencial ameaça representada pelo retorno do físico.
Agora á uma mudança nos pronunciamentos de Breen, parando de enaltecer as "melhorias" que os Combine trouxeram, e passando a pedir recompensas por informações sobre Freeman e advertências sobre punições a quem colaborasse com o físico.
Durante a travessia pelos canais abandonados, Gordon encontra diversos postos de controle estabelecidos pela resistência para auxiliar fugitivos. Contudo, a mobilização completa da Proteção Civil em sua busca resulta na descoberta e destruição progressiva destes refúgios. Um membro da resistência comenta que Freeman provavelmente seria o último a utilizar aquela rota.
Ao longo do percurso, vários combatentes da resistência sacrificam-se para assegurar o avanço de Gordon. Esta rede de apoio revela-se fundamental – sem ela, sua missão estaria comprometida desde o início.
Em um posto ainda não descoberto pelos Combine, Gordon ouve uma transmissão de Alyx, alertando sobre sua chegada e solicitando que lhe providenciem um barco. Neste segmento, surgem as primeiras Headcrab Shells – cápsulas balísticas utilizadas como armas biológicas contendo Headcrabs vivos, resultando no aparecimento de zumbis infectados ao longo do caminho.
Em posto avançado da resistência, Gordon assume controle de um Airboat (embarcação de lâmina de ar). A operadora que o aguardava menciona que ele encontraria suprimentos adicionais na Estação 6, localizada em um celeiro vermelho adiante.
Aproximando-se desta estrutura, Freeman percebe brevemente o G-Man, que continua monitorando sua progressão. Na verdade, o misterioso agente já havia aparecido anteriormente em transmissões de televisão – estas manifestações em monitores tornam-se recorrentes ao longo do jogo.
Tragicamente, a Estação 6 foi recentemente bombardeada com Headcrab Shells, restando apenas suprimentos abandonados, zumbis e Headcrabs em busca de novos hospedeiros.
Capítulo 4: Water Hazard
Os níveis dos canais revelam os efeitos da drenagem oceânica feitas pelos Combine. Píeres elevados e embarcações encalhadas em posições impossíveis testemunham silenciosamente o nível original das águas, drasticamente reduzido após a ocupação alienígena.
A perseguição fica cada vez mais intensa. Um membro da resistência modifica o Airboat de Gordon, instalando um canhão idêntico ao utilizado pelo helicóptero Hunter-Chopper que o persegue desde o início, possibilitando finalmente um contra-ataque efetivo.
Encurralado no topo de uma barragem em terreno descoberto, Freeman é forçado a confrontar diretamente o Hunter-Chopper numa batalha decisiva. Após destruir a aeronave hostil, prossegue para níveis inferiores, finalmente alcançando a base da resistência: Black Mesa East.
Capítulo 5: Black Mesa East
Ao adentrar a base, Gordon conhece Judith Mossman, cientista colaboradora dos antigos colegas de Freeman. Durante a verificação de segurança, ela revela ter concorrido à mesma posição que Gordon em Black Mesa. Conduzindo-o às áreas internas, Mossman comenta os avanços alcançados na tecnologia de teletransporte, mencionando terem desenvolvido método para transportar-se sem necessidade de atravessar Xen. Ela destaca que os Combine perseguem ativamente pesquisadores desta tecnologia, indiretamente confirmando as antigas alegações de Cave Johnson (fundador da Aperture Science) sobre Black Mesa roubar suas ideias – aparentemente não era mera paranoia.
Finalmente, Gordon reencontra Eli Vance, que demonstra genuína alegria em vê-lo vivo e expressa surpresa pela rapidez com que alcançou a base. Ao chegarem ao laboratório principal, Mossman retira-se para uma sala reservada repleta de computadores e equipamentos avançados, sutilmente afastando Gordon caso tente segui-la.
Neste laboratório encontra-se um mural contendo recortes jornalísticos sobre a invasão Combine, incluindo manchetes sobre a Guerra das Sete Horas.
Dentro de um dispositivo experimental, observa-se uma amostra de cristal xeniano sendo utilizada no sistema de teletransporte desenvolvido por Eli – similar ou possivelmente idêntica à amostra que desencadeou o incidente original em Black Mesa, agora sob controle rigoroso.
Com a chegada de Alyx, Judith sai da sala privada, uma discussão entre as duas mulheres começa. Para acalmar o clima, Eli sugere que sua filha apresente a Gordon a Zero-Point Energy Field Manipulator (conhecida informalmente como Gravity Gun) – dispositivo de sua invenção originalmente destinado à manipulação segura de materiais perigosos e objetos pesados.
Alyx conduz Gordon ao Quintal de Sucatas para demonstrações práticas da Gravity Gun. Durante o trajeto, ela expressa abertamente sua antipatia por Judith, revelando ser este um dos principais motivos para preferir operações externas ao laboratório.
Em determinado corredor, deparam-se com uma barricada. Alyx explica que aquele túnel conectava-se a Ravenholm, antiga vila que servira tanto como rota de evacuação da Cidade 17 quanto assentamento para refugiados e combatentes da resistência. Contudo, o acesso fora deliberadamente selado e, aproximando-se da entrada bloqueada, ela acrescenta haver "ótimos motivos" para tal isolamento.
No Quintal de Sucatas, Gordon experimenta pela primeira vez a Gravity Gun e conhece Dog – robô articulado construído originalmente por Eli como guardião para Alyx durante sua infância. O robô demonstra comportamento notavelmente canino, incluindo apego protetor à sua dona humana.
Durante a sessão de treinamento com a Gravity Gun, Dog subitamente manifesta agitação incomum, como se detectasse aproximação hostil. Momentos depois, helicópteros Combine surgem, disparando Headcrab Shells contra a base da resistência – de alguma forma, a localização havia sido comprometida.
Tentando retornar ao complexo principal, Alyx comunica-se com Eli, que ordena imediata evacuação pela costa. O cientista tenta alertá-los sobre não seguirem uma rota, mas a transmissão é interrompida antes de terminar a mensagem.
Enquanto procuram por Eli, o teto desmorona, separando Gordon e Alyx. Temendo pela captura de Freeman, ela instrui Dog a escoltá-lo até o túnel que conduzia a Ravenholm, única rota disponível para eventualmente alcançar a Cidade 17. O robô força passagem através das barricadas permitindo a entrada de Gordon, retornando imediatamente para auxiliar Alyx.
Capítulo 6: We Don't Go To Ravenholm...
Nos primeiros metros deste túnel, Freeman observa sucessivas camadas de barricadas e sistemas de contenção, evidenciando extremo cuidado para impedir que algo de Ravenholm conseguisse entrar no complexo. Claramente, as precauções não visavam impedir entradas, mas sim saídas.
Em Ravenholm, Gordon encontra um cenário apocalíptico: uma cidade abandonada em atmosfera sinistra. A visão impactante de um cadáver parcial pendendo de uma árvore e o iminente ataque de zumbis estabelecem imediatamente o tom macabro do ambiente.
Eventualmente, Gordon encontra duas variantes especializadas de Headcrabs. A primeira demonstra agilidade superior aos espécimes convencionais, movimentando-se rapidamente e tornando-se alvo consideravelmente mais difícil. A segunda variante, de coloração mais escura, cospe uma neurotoxina que quando atingindo reduz instantaneamente a vida de Gordon, recuperando-se apenas gradualmente – período de extrema vulnerabilidade a ataques secundários.
A presença de cápsulas de Headcrabs dispersas pela paisagem urbana revela o trágico destino de Ravenholm: a comunidade de refugiados foi descoberta pelos Combine e bombardeada com armamento biológico, transformando a maioria dos habitantes em hospedeiros zumbificados. Contudo, nem mesmo esta devastação aniquilou completamente toda resistência humana.
Logo nos primeiros momentos, Freeman identifica armadilhas sofisticadas para eliminar zumbis e ouve voz humana nas proximidades. Avançando cautelosamente, encontra finalmente Padre Grigori – último sobrevivente e antigo líder espiritual de Ravenholm. Grigori apresenta sinais evidentes de deterioração, resultado compreensível de prolongado isolamento em ambiente hostil. Apesar disto, demonstra incrível pontaria com seu rifle "Annabelle" e aparece recorrentemente para auxiliar Gordon ou indicar rotas seguras.
Ao sair de um prédio abandonado, Freeman observa criaturas humanoides saltando agilmente entre telhados, dando uivos de arrepiar a espinha. Aqueles era os Fast Zombies – hospedeiros infectados pela variante ágil de Headcrab, capazes de movimentos rápidos e saltos coordenados em direção às vítimas. Com o arsenal limitado disponível, estes adversários representam ameaça significativamente elevada.
Em confronto com vários Fast Zombies, Gordon recebe assistência inesperada de Grigori, que lhe fornece uma espingarda – arma que facilita consideravelmente o combate contra estes inimigos. Mais a frente, Freeman encontra também zumbis contaminados pela variante venenosa de Headcrab – adversários resilientes que, embora não letais isoladamente, podem comprometer severamente a capacidade defensiva contra ameaças adicionais.
Grigori reaparece, instruindo Gordon a encontrá-lo na igreja situada no extremo oposto da cidade. No ponto de encontro, Freeman enfrenta nova onda de Fast Zombies enquanto o padre ativa remotamente um sistema improvisado de teleférico para facilitar a travessia.
Ao alcançar o veículo, Gordon aciona os controles, iniciando o deslocamento para zona segura onde pode finalmente reabastecer seu arsenal e interagir diretamente com o enigmático Padre Grigori pela primeira vez.
Grigori vê que Gordon não pretende permanecer em Ravenholm e oferece-se para guiá-lo através do cemitério local – área densamente infestada por zumbis – até uma mina abandonada que se conecta com Cidade 17. No ponto de fuga, o padre mantém os portões abertos para permitir a passagem de Freeman, permanecendo deliberadamente para trás enquanto enfrenta incontáveis zumbis com seu rifle "Annabelle".
O destino final de Grigori permanece incerto; contudo, é possível ouvir sua risada assustadora durante os momentos finais do encontro, sugerindo a possível sobrevivência dele.
Atravessando os túneis da mina abandonada, Gordon chega novamente a Cidade 17, numa região periférica. Aqui confronta-se pela primeira vez com os Overwatch Soldiers – patamar hierárquico significativamente superior aos agentes da Proteção Civil, representando elite militar do regime Combine. Durante estes confrontos, Freeman obtém um rifle de pulso modificado com tecnologia alienígena avançada.
O confronto conduz Gordon a edificação que serve como acesso à base Shorepoint – base avançada da resistência engajado em combate contra forças Overwatch. Após prestar auxílio decisivo no confronto, Freeman finalmente reencontra a resistência depois de sua travessia solitária por Ravenholm.
Em Shorepoint, Freeman testemunha vários feridos dos recentes ataques Combine. O comandante local, Leon, conduz Gordon a terminal de comunicação conectado com Alyx. Durante este trajeto, Freeman é informado da captura de Eli Vance.
Alyx fica aliviada ao ver que Gordon está vivo. E ela relata que o veículo transportando Eli e Judith Mossman fora interceptado por forças Combine, resultando na captura de ambos e transferência para Nova Prospekt – originalmente prisão de segurança máxima, agora convertida em instalação de propósito significativamente mais sombrio. Determinada a resgatar seu pai, Alyx pede a Gordon para encontra-la na estação ferroviária conectada à Nova Prospekt.
Leon fica preocupado, ja que para isso ele tem que fazer o trajeto pela costa, e vai sem meio complicado ja que período de reprodução dos Antlions, tornando a rota praticamente suicida. Alyx recorda a existência de veículo especial para patrulhas costeiras, equipado por seu pai com Tau Canon. Leon confirma o acesso ao veículo, ordenando sua preparação imediata para partida.
Capítulo 7: Highway 17
Gordon percorre a rota costeira através de um buggy modificado. Nos primeiros momentos desta jornada, Freeman observa os Antlions – alienígenas insetoides extremamente territoriais. Devido ao período reprodutivo mencionado por Leon, estas criaturas apresentam agressividade amplificada, inviabilizando qualquer método convencional de travessia costeira.
O buggy, equipado com compartimento de munição na traseira, é suspenso por guincho junto com Gordon para posicionamento no nível inferior. Ao mesmo tempo, membros da resistência fornecem cobertura, eliminando Antlions nas proximidades. O sistema magnético do guincho falha, resultando na queda e capotamento do veículo. Freeman rapidamente utiliza a Gravity Gun para reposicioná-lo, iniciando sua jornada rumo à Nova Prospekt.
Durante todo o trajeto costeiro, os efeitos da drenagem oceânica pelos Combine são visíveis. Estruturas originalmente feitas para posicionamento ao nível do mar encontram-se agora distantes da linha costeira reduzida. Ao longo da Highway 17, vários edifícios anteriormente funcionais como postos avançados da resistência agora estão abandonados, com apenas bases principais mantendo operações ativas. Gordon precisa frequentemente passar estas instalações para liberar passagens obstruídas para seu veículo.
Neste segmento surgem os primeiros Restrictors – dispositivos mecânicos dotados de pistão que golpeia o solo, gerando vibrações sísmicas que repelem efetivamente os Antlions. Devido à proliferação massiva destas criaturas, os Restrictors são amplamente empregados em proximidades de colônias para prevenir invasões.
A primeira instalação principal avistada é New Little Odessa. Momentos antes de alcançá-la, Gordon tem acesso a binóculos que permitem observar a base e conseguimos ver um homem conversando com G-man num terraço. Chegando à instalação, Freeman é informado sobre iminente ataque de Gunships. O coronel Odessa Cubbage, comandante local, incumbe Gordon de abater as aeronaves utilizando lançador RPG.
Após neutralizar as ameaças aéreas, Gordon prossegue pela costa em direção à base Lighthouse. O trajeto inclui passagem por túnel infestado de zumbis e obstruído por veículos abandonados, situação resolvida usando a Gravity Gun.
Ao alcançar Lighthouse – ponto mais próximo de Nova Prospekt acessível pela estrada – o comandante local ordena imediata ocultação do buggy, alertando sobre buscas Combine especificamente direcionadas ao veículo. Momentos depois, a base sofre ataque massivo, mais intenso que o anterior, envolvendo não apenas Gunships mas também Dropships transportando soldados Overwatch.
Gordon é conduzido a uma passagem secreta através de falésia que permitiria completar a jornada a pé até Nova Prospekt. Pouco após sua partida, a base Lighthouse sofre novo ataque devastador, provavelmente resultando na morte ou captura de todos que estavam lá. Neste momento, observa-se Dropship transportando o buggy confiscado – contendo o Tau canon instalado por Eli, tecnologia que potencialmente poderia ser replicada pelos Combine para uso contra a resistência.
Capítulo 8: Sandtraps
Avançando pelo litoral, Gordon encontra dois membros da resistência: Sandy e Laszlo. Sandy adverte Freeman sobre evitar contato com a areia, que atrai imediatamente os Antlions. Laszlo, ferido, movimenta-se sobre a areia e é fatalmente atacado pelos insetos. Sandy explica que ambos tentavam alcançar o Vortigaunt Camp para obtenção de Bugbait – substância que supostamente permitiria controle sobre os Antlions.
Progredindo cuidadosamente sobre as rochas para evitar contato com a areia e utilizando os Restrictors, Gordon atravessa região portuária onde os efeitos da drenagem oceânica são particularmente evidentes. Próximo ao Vortigaunt Camp, Freeman é forçado a pisar na areia, desencadeando ataque não apenas de Antlions normais, mas também de Antlion Guard – espécime consideravelmente maior e mais poderoso que protege perímetros de colônias. Na entrada do acampamento, um membro da resistência fornece suporte para Gordon derrotar a criatura colossal.
Após o confronto, um Vortigaunt emerge da base e extrai do Antlion Guard abatido os Feropods – também conhecidos como Bugbait. O alienígena guia Freeman pelo acampamento, instruindo-o sobre a utilização destes órgãos especializados. Os Feropods são, de fato, glândulas presentes nos Antlion Guards capazes de produzir feromônios que exercem controle comportamental sobre os insetos subordinados, permitindo a Gordon estabelecer seu próprio contingente de Antlions combatentes.
Capítulo 9: Nova Prospekt
Concluído o treinamento, o Vortigaunt conduz Gordon a outra saída do acampamento, estrategicamente posicionada nas imediações de Nova Prospekt. Para facilitar a aproximação, Freeman utiliza seus recém-adquiridos Feropods para coordenar ataques de Antlions contra as torres de vigilância que circundam o perímetro da prisão. Apesar da desvantagem numérica significativa, com auxílio dos insetos controlados, Gordon consegue progressivamente abrir caminho até alcançar uma falésia onde desembocam os sistemas de esgoto da instalação.
Através dos dutos de drenagem desativados, o protagonista infiltra silenciosamente as dependências internas, eliminando guardas isolados antes que sua presença seja detectada. Uma vez identificada a intrusão, forças Overwatch mobilizam-se em defesa da instalação, solicitando apoio aéreo de Gunships que rapidamente convergem para o local. Com assistência constante dos Antlions, Gordon neutraliza duas aeronaves inimigas, durante confronto que culmina na abertura de brecha estrutural na parede, permitindo acesso direto ao interior do complexo prisional.
Uma vez dentro de Nova Prospekt, Freeman descobre que a instalação encontra-se em estado de caos maior. A desativação dos Restrictors no perímetro externo – manobra originalmente executada para permitir passagem dos Antlions aliados – possibilitou a invasão massiva da prisão pelos insetos, que, no entanto, permanecem não-hostis a Gordon devido aos Feropods em sua posse.
Em meio à confusão generalizada, Freeman dirige-se aos terminais ferroviários que servem Nova Prospekt, objetivando encontrar Alyx, que planejava infiltração via composição clandestina. Durante este trajeto, Gordon enfrenta numerosos esquadrões Overwatch, contando ocasionalmente com apoio dos Antlions que o seguem voluntariamente.
Esta seção mais antiga do complexo apresenta celas tradicionais aparentemente abandonadas pela administração Combine, com notável ausência de tecnologia alienígena – sugerindo transferência de prisioneiros para instalações distintas dentro do complexo.
Finalmente, Gordon alcança a região modernizada da prisão, onde a tecnológica Combine fica mais evidente. Antes de entrar nesta área, observa-se enormes colunas mecânicas móveis impedindo o acesso, provavelmente explicando a ausência de Antlions.
Capítulo 9a: Entanglement
Mais adiante, Freeman localiza os terminais ferroviários de chegada e, consequentemente, encontra Alyx. Ela informa que seu pai está detido em uma das áreas de contenção e desbloqueia acessos para que ambos avancem cooperativamente através de Nova Prospekt.
Ao acessar a sala de controle, Alyx identifica a localização de seu pai e o transfere para compartimento onde podem estabelecer uma comunicação temporária. Ela menciona a possibilidade de recalibrar os sistemas de teleportação Combine para o redirecionamento ao laboratório do Dr. Kleiner, instruindo Eli a ir para àquele local para se reencontrarem e irem embora juntos.
Alyx separa-se momentaneamente de Gordon para infiltrar-se no sistema Combine, provendo assistência remota. Ao reunir-se novamente com Freeman, utiliza outro terminal para localizar Judith, descobrindo que esta não estava detida como presumido inicialmente – a cientista havia colaborado com os Combine, traindo a resistência.
Esta revelação contextualiza eventos anteriores: momentos antes da invasão de Black Mesa East, Mossman retirou-se para sala reservada, presumivelmente para contatar forças Combine e informar sobre a presença de Gordon, coordenando o ataque que vimos a base. Em conversação interceptada entre Judith e Breen, evidencia-se que seu objetivo principal nunca incluiu a entrega de Eli, mas sim de Gordon. Aparentemente, Mossman foi manipulada pelos Combine, referindo-se a "fazer com que Eli acredite por si mesmo na causa deles" – acreditando que Breen não queria o mal, e que se Eli trabalhasse com os Combine seria melhor para todos.
Alyx pede que Gordon avance enquanto ela desativa protocolos secundários de segurança. Freeman enfrenta numerosas unidades Overwatch com apoio remoto de Alyx, que posteriormente se junta com ele. Em terminal adicional, ela determina a localização precisa de Judith e remotamente sela todas as saídas do compartimento onde a cientista se encontra, impedindo sua fuga.
O encontro com Mossman gera uma discussão entre as duas; a cientista tenta justificar suas ações. Alyx, determinada a não desperdiçar tempo com explicações, diz que a intenção é reconfigurar o teleportador para evacuação imediata. Judith tenta argumentar o fato de já ter programado o modulador de fluxo – processo originalmente desenvolvido em Black Mesa – deixando Alyx ainda mais revoltada com a cientista, que utilizava inovações tecnológicas desenvolvidas por seu pai para beneficiar o regime Combine.
Esgotada pela discussão, Alyx finaliza o processo de transferência de seu pai para a câmara de teleportação e instrui Judith a inserir as coordenadas do laboratório do Dr. Kleiner. Quando Eli chega à posição designada, os preparativos para a transferência são concluídos. Alyx estabelece comunicação com Kleiner e pressiona Mossman para finalização das coordenadas.
Um alarme inesperado distrai momentaneamente ambas, oportunidade que Judith aproveita para ativar o teleportador com ela e Eli. Alyx pede desesperadamente que Kleiner os intercepte, mas a cientista não entende já que ninguém havia chegado ao laboratório. Mossman redirecionara Eli para uma localização alternativa não especificada.
Lamentando o ocorrido, Alyx reconfigura o teleportador para transportá-los ao laboratório de Kleiner enquanto Gordon defende a sala contra ataques de unidades Overwatch. Quando o equipamento está novamente operacional, o ataque fica forte demais para os dois, forçando a dupla a fugir logo.
Neste momento, surgem pela primeira vez os Overwatch Elite – escalão superior dos soldados Combine, que atacam o teleportador tentando impedir a fuga. Instantes antes da destruição do equipamento, Gordon e Alyx são teleportados.
A dupla materializa-se no laboratório conforme planejado, porém em uma sala fechada. Alyx começa a chamar por Kleiner, que cautelosamente abre a porta empunhando espingarda, acompanhado por Lamarr. Ao reconhecê-los, fica aliviado e perplexo, revelando que estavam desaparecidos há uma semana, com muitos pensando que eles estavam mortos.
Aparentemente, após sua fuga, o teleportador em Nova Prospekt sofreu danos críticos resultando em uma explosão catastrófica que destruiu inteiramente a instalação. A anomalia no equipamento aparentemente causou uma forma de teleportação extremamente lenta.
A destruição de Nova Prospekt representou mais do que uma perda. Até aquele momento, os Combine mantinham controle situacional predominante: Gordon permanecia em constante fuga perseguido por Overwatch e Eli Vance – líder da resistência – encontrava-se capturado desde o ataque a Black Mesa East.
A invasão bem-sucedida da prisão por Gordon e Alyx inverteu o jogo. Freeman deixou a postura defensiva para diretamente atacar a instalação inimiga. A destruição de Nova Prospekt não apenas eliminou símbolo de opressão, mas desmoralizou forças Combine enquanto dava um sinal de esperança aos membros da resistência.
Este evento motivou uma grande rebelião na Cidade 17, que rapidamente dominou a Proteção Civil e necessitando a intervenção direta de tropas Overwatch, que mesmo com superioridade tecnológica enfrentaram dificuldades para conter a rebelião. Quando Gordon e Alyx chegam ao laboratório de Kleiner, a resistência já tinha tomado controle de boa parte da cidade, com membros tendo mais dificuldade ao se aproximar dos principais prédios da cidade.
Capítulo 10: Anticitizen One
Kleiner informa Alyx que Vortigaunts localizaram Eli na Cidadela, revelando o destino escolhido por Judith. O cientista conduz Alyx até Dog, que havia chegado ao laboratório dias antes e demonstra entusiasmo ao reencontrar sua dona. Kleiner contata Barney, que fica aliviado ao vê-los. O antigo guarda comunica que sua unidade se aproxima do centro para coordenar ataque à Cidadela, solicitando reforços.
Alyx permanece no laboratório para auxiliar Kleiner na evacuação para posição mais segura, enquanto Gordon e Dog dirigem-se à fronte. O robô demonstra capacidade combativa excepcional, abrindo passagem para Gordon e neutralizando Dropship recém-chegado, destruindo seu compartimento de carga. Quando a aeronave tenta evasão, Dog ataca novamente, separando-se de Gordon.
Freeman reencontra os colossais pilares observados em Nova Prospekt, agora obstruindo avanço da resistência através da cidade. O protagonista atravessa brevemente o mesmo edifício infiltrado durante busca inicial pelo laboratório de Kleiner. Neste cenário, observam-se Shield Scanners – variação simplificada do Manhack, utilizados para implantação de Hoppers no campo de batalha. Hoppers são minas terrestres que saltam e detonam proximamente a inimigos. Se capturadas antes da ativação (por exemplo, utilizando Gravity Gun), podem ser reprogramadas e usadas contra as forças Combine.
Capítulo 11: Follow Freeman!
Na praça fronteira à estação ferroviária, resistentes executam um ato simbólico ao derrubar telão utilizado por Breen para transmissões. Ao identificarem Freeman, voluntariamente juntam-se a ele. Este segmento introduz mecânica de comando de esquadrão, permitindo ao jogador direcionar aliados para posições específicas ou instruí-los a seguirem-no.
Durante todo o percurso, Wallace Breen comunica-se com a população através de monitores e sistemas de alto-falantes, dizendo para eles pararem com a rebelião. Gordon encontra a barricada, mas Gordon da a volta através de um predio para liberar a passagem para seus aliados.
Nas zonas periféricas, enfrentam-se unidades da Proteção Civil, mas conforme vamos chegando aos prédios principais, enfrentamos tropas Overwatch que vieram com reforços. O Combate urbano é complicado, por conta do lançamento de pods contendo Headcrabs convencionais e variantes aceleradas, criando focos de infestação zombi em vários lugares.
Adiante, Gordon reencontra Alyx, que confirma ter deixado Kleiner em localização segura. Ela informa sobre centro de comando nas proximidades, onde espera obter dados sobre geradores de campo. Após infiltração bem-sucedida, Alyx identifica o gerador na praça central, dizendo que eles deveriam desativar o máximo de geradores possível para assim comprometer as defesas Combine.
Gordon da cobertura enquanto Alyx expõe núcleo do gerador, utilizando Gravity Gun para extrair esfera de energia escura que alimenta o dispositivo. Um grande contingente de Overwatch converge para posição, mas conseguem evacuar através de portão antes de serem pegos.
Alyx menciona que Barney estaria posicionado do lado do canal, mas a ponte de conexão foi destruída. Enquanto busca rota alternativa no alto de um prédio, é atacada por unidades Overwatch e, após uma breve troca de tiros, ela pede a Gordon para fugir antes de ser capturada.
O protagonista atravessa o sistema de esgoto, sendo alertado de que Barney está encurralado por atiradores de elite em um armazém abandonado. Gordon neutraliza as forças hostis utilizando granadas, libertando seu aliado. Barney informa sobre estrutura próxima convertida em quartel-general Overwatch, equipada com supressor dimensional capaz de projetar colunas plasmáticas que desintegrava na hora quem fosse atingido.
Durante infiltração, Breen dirige-se diretamente a Freeman via sistema de comunicação, responsabilizando-o por incentivar uma rebelião desnecessária e pedindo que o mesmo se rendesse – Este discurso possivelmente não foi feito diretamente para Gordon, mas sim para alienar população contra ele. Já dentro da instalação, eles desativam os geradores que alimentam o principal dispositivo defensivo da região.
Com os geradores desativados, eles enfrentam um contra-ataque das forças Overwatch. Para que a resistência tivesse controle total da área, Barney fica para manter portões abertos enquanto Gordon acessa cobertura para ativar a ponte e conectar os dois lados dos prédios. Enquanto estavam ali, um grande contra-ataque da Overwatch teve início. No entanto, a destruição do dispositivo de supressão enfraqueceu consideravelmente suas defesas. Com a ajuda fundamental de Freeman, os Striders e Gunships enviados foram sendo destruídos, um a um. E a resistência, ficava cada vez mais perto de ter a Cidade 17 sob seu controle. No meio dessa confusão Gordon reencontrou Barney e Dog.
O ex-guarda informou a Gordon que o robô estava extremamente inquieto e que havia avançado destruindo tudo em seu caminho, pois estava convencido de que Alyx havia sido detida na Cidadela. Dog, então, forçou uma passagem, parecendo indicar a Gordon a necessidade de entrar no prédio para resgatá-la. Logo após a entrada do protagonista, Barney transmitiu uma mensagem ao Doutor Breen.
Capítulo 12: Our Benefactors
Atravessando uma breve galeria subterrânea, Gordon finalmente alcança perímetro da sombria Cidadela. Em sua base operam colossais pistões que impactam periodicamente o solo – provavelmente supressores de escala urbana, dimensionados para neutralizar ameaça Antlion em toda Cidade 17. Utilizando estes pistões como plataformas de acesso, o protagonista infiltra-se na Cidadela.
Mal adentrando o local, Gordon se depara com uma série de cápsulas e, sem muitas alternativas, embarca em uma delas para prosseguir. Durante o trajeto, uma vista impressionante do interior da Cidadela se revela, oferecendo uma verdadeira imersão nas suas profundezas. Este 'passeio' expõe diversas facetas inéditas da base: percebe-se que a Cidadela é uma versão ampliada e mais imponente da Nova Prospekt. Além de seu papel como centro de detenção, ela também serve como uma vasta fábrica de Synths, com as linhas de montagem dessas criaturas sendo visíveis ao longo do percurso
Aqui observam-se também Stalkers – entidades praticamente irreconhecíveis como anteriormente humanas – É precisamente por isso que Alyx considerava Nova Prospekt um lugar infinitamente mais aterrorizante que qualquer prisão de segurança máxima. Lá, tanto civis inocentes quanto membros capturados da resistência eram submetidos a um destino macabro: a transformação em criaturas desumanizadas. Seus corpos passavam por mutilações e alterações drásticas, despojando-os de sua forma original para que servissem como meros trabalhadores forçados na Cidadela. Esses seres são cruciais para a operação do reator da base e sua defesa contra qualquer invasor. Em um momento peculiar, o protagonista se vê no exato cenário que apareceu por trás do G-Man no início do jogo, uma visão que sugere uma premonição ou um plano já traçado.
A cápsula, ao final de seu trajeto, deposita Freeman em uma câmara de segurança automatizada. Ali, um sistema começa a desarmá-lo e a destruir suas armas, uma a uma. Contudo, quando o raio de energia atinge a Gravity Gun, em vez de ser aniquilada, a arma absorve a carga e se torna incrivelmente mais potente. Apesar dessa falha inesperada no processo de desarmamento, o sistema acaba por liberar o caminho para Gordon. Com sua Gravity Gun agora turbinada, a infiltração na base Combine torna-se consideravelmente mais simples.
Agora, aprimorada, a arma de Gordon não só possui a força para atrair e arremessar os próprios soldados inimigos, mas também demonstra uma nova capacidade crucial: a de manipular as esferas de energia escura da Combine. Ciente da presença de Freeman, uma voz familiar – a de Breen – passa a ecoar pelos monitores, com o intuito de desmoralizá-lo e tentar persuadi-lo a mudar de lado. Armado com sua Gravity Gun amplificada e utilizando as próprias esferas de energia inimigas, Gordon consegue superar até mesmo os imponentes Striders que surgem em seu caminho, avançando cada vez mais fundo na Cidadela.
Capítulo 13: Dark Energy
Prosseguindo em sua jornada, Gordon se vê obrigado a embarcar em mais uma cápsula. Durante este novo trajeto, ele obtém uma visão mais detalhada das complexas instalações da Cidadela. No meio do percurso, uma câmera de vigilância o reconhece. Imediatamente, seu destino é alterado, e ele é redirecionado, já desarmado, diretamente para o escritório do Doutor Breen.
Na conversa que se desenrola, algumas observações do Administrador soam bastante peculiares, e conversaremos sobre elas mais para frente. É nesse momento que Alyx chega, visivelmente preocupada com a situação. Breen, então, exige que seu soldado retire a Gravity Gun de Gordon e, com um tom irônico, agradece a Freeman por ter entregue Alyx e, em seguida, a si mesmo, acrescentando que, se soubesse de tal rendição, nem teria se dado ao trabalho de persegui-lo. O Administrador revela seu plano: com Alyx e Gordon como prisioneiros, ele teria total liberdade para negociar os termos que desejasse com os Combine.
Judith acha estranho Breen mencionar Eli como moeda de troca, argumentando que o cientista deveria ficar livre para continuar suas pesquisas. Breen responde que, graças a ela, eles já tinham tudo o que precisavam, e Mossman poderia terminar o trabalho sozinha.
Falando com Eli, Breen insiste para que ele convença a resistência a desistir, ameaçando Alyx para pressioná-lo. Quando Alyx vê Gordon, fica preocupada e se irrita com Breen quando ele menciona sua mãe. O administrador fala sobre enviá-los através de um portal Combine para a dimensão original deles.
Eli finge não se importar, mas Breen comenta que, embora não fosse o pior destino possível, o que veriam lá faria com que dificilmente acreditassem nisso. Judith tenta interferir novamente, mas é ignorada.
Em seguida, Breen se dirige a Gordon, sugerindo que ele poderia ser aceito como novo líder da resistência e convencer todos a parar de lutar. Diz que Freeman já mostrou ser o "peão perfeito" para quem o controlasse e pergunta se ele entende que está tendo a chance de fazer um contrato melhor. Breen decide se livrar dos outros para conversar a sós com Gordon.
Judith, percebendo que foi enganada, se rebela contra Breen e impede que ele leve Eli e Alyx para o portal. Breen consegue chamar os guardas antes que Mossman desligue o comunicador, e podemos ouvir os soldados batendo na porta trancada. Ele tenta convencê-la a parar, mas já é tarde demais – ela já entendeu que foi manipulada.
Enquanto ela liberta Gordon, Breen pega a Gravity Gun e atira na direção deles, fugindo na confusão. Judith fica com Eli enquanto Gordon e Alyx perseguem Breen. Antes de saírem, Judith entrega a Alyx um dispositivo parecido com um pendrive, dizendo que ela poderia precisar dele.
Durante a perseguição, veem Breen conversando com uma criatura estranha que fala sobre mandá-lo para outro mundo. Breen argumenta que não sobreviveria àquela atmosfera, mas a criatura diz que ele receberá outro corpo. Quando notam Gordon e Alyx, Breen foge e o monitor com a criatura é desligado.
Mais adiante, chegam ao local onde Breen será teleportado. Alyx fica na sala de controle para ajudar enquanto Gordon vai até onde o ex-administrador da Black Mesa está. Breen avisa que logo será transportado e que a câmara será preenchida com partículas mortais – quando isso acontecer, ele estará em outro universo enquanto Gordon será completamente destruído.
Gordon então sobe até o topo da câmara, onde o teleporte realmente aconteceria. Lá, um enorme portal se abre no céu, mostrando um mundo muito diferente com várias outras Cidadelas. Provavelmente era um dos principais planetas dos Combine.
Do portal surgem Gunships atacando Gordon, mas ele consegue atingir a máquina de teleporte com esferas de energia, causando um colapso antes que Breen fosse enviado. Embora não vemos exatamente o que aconteceu com ele, presume-se que Wallace Breen morreu na destruição do teletransportador. Alyx aparece pela janela da sala de controle e diz que eles precisavam fugir, mas mesmo de completar a frase, uma enorme explosão acontece, mas o tempo misteriosamente congela.
Em seguida, ouvimos a voz do G-Man dizendo:
"É tempo? Será mesmo que chegamos àquele tempo novamente, Doutor Freeman?"
Ele elogia o excelente trabalho que Gordon havia feito em tão pouco tempo e menciona ter recebido ótimas ofertas para seus serviços. Em situações normais, ele não consideraria aceitar essas ofertas, mas aquelas eram situações extraordinárias.
G-Man explica que, dessa vez, não daria a Gordon a ilusão de ter uma escolha livre e tomaria a liberdade de escolher em seu lugar, quando e se a sua hora chegasse novamente. Isso faz referência ao primeiro jogo(Half Life), quando G-Man havia dado a Gordon a opção entre trabalhar para ele ou enfrentar uma batalha impossível de vencer.
O misterioso personagem pede desculpas a Gordon pelo que poderia parecer uma imposição arbitrária e diz que tudo faria sentido com o tempo, mas interrompe a frase no meio, dizendo não poder falar sobre aquilo.
Em um local completamente escuro, G-Man se despede de Gordon e vai embora, deixando-o novamente aprisionado fora do tempo normal.
Existem vários aspectos importantes sobre Wallace Breen que merecem atenção:
A relação de Breen com os Combine nunca foi tão simples quanto parecia. Durante o levante na Cidade 17, ele deixa escapar seu medo quando menciona que os Advisors já começaram a duvidar dele. O alívio em sua voz ao falar sobre fazer qualquer acordo após capturar Gordon e Eli revela muito - Breen não é um parceiro dos Combine, mas sim um subordinado sob constante ameaça.
Nos alto-falantes espalhados pela cidade, Breen sempre prega sobre os "benefícios" da dominação alienígena. Será que ele realmente acredita nisso? Ou apenas repete o discurso para manter sua posição privilegiada? Difícil saber.
Uma coisa é certa: seu acordo com os invasores, por mais cruel que tenha sido, impediu o completo extermínio dos humanos. Os Combine poderiam ter simplesmente varrido a humanidade do mapa, mantendo apenas os cientistas e pessoas que julgassem úteis.
Mas existe algo mais intrigante sobre Breen. Certas frases sugerem que ele conhece o misterioso G-Man:
"Tenho boas razões para acreditar que nos últimos anos, Freeman esteve em estado que dispensava formas de se esconder." (Nova Prospekt) Insinuando que ele tinha conhecimento de que o protagonista permaneceu em estase durante os 20 anos que se passaram.
Na Cidadela, suas palavras ficam ainda mais suspeitas:
"Gordon se mostrou ótimo peão para aqueles que o controlam"
"Você está tendo a oportunidade de fazer contrato melhor"
"Entendo que não queira falar sobre isso na frente dos seus amigos"
À primeira vista, parece que Breen está apenas tentando fazer Gordon entrar para o lado Combine. Mas com o contexto do G-Man, essas palavras ganham outro significado - insinuando que Breen sabe sobre a entidade que controla Freeman.
Se for verdade, isso explica muito sobre Black Mesa. Talvez Breen não tenha autorizado aquele desastroso experimento por acidente ou ambição científica, mas por manipulação do próprio G-Man. Ele pode ter sido forçado ou seduzido com promessas de poder.
Quanto aos Advisors - aquelas criaturas grotescas com quem Breen se comunicava - são provavelmente a verdadeira face dos Combine. Não simples soldados ou máquinas, mas os mestres que controlam o império multidimensional. Que Breen precisasse prestar contas diretamente a eles mostra tanto sua importância quanto sua vulnerabilidade. O administrador da Terra nunca passou de um fantoche com medo de ter suas cordas cortadas.
Halfe-Life 2: Episode 1
Capítulo 1:Undue Alarm
Gordon tem flashbacks dos eventos anteriores. A cena revela: Alyx sendo salva da explosão do teletransportador pelos Vortigaunts.
Em uma dimensão paralela onde Gordon estava aprisionado, vemos o G-Man aparecendo. Inicialmente, ele parece tranquilo, até perceber algo incomum. Ao observar melhor, nota que está cercado por Vortigaunts e começa a demonstrar clara preocupação. O G-Man então diz apenas: "Vamos ver então…"
É neste momento que os Vortigaunts usam seu poder coletivo para resgatar Gordon, levando-o de volta à Terra. Esta cena revela pela primeira vez o verdadeiro poder dos Vortigaunts unidos - eles conseguem atravessar dimensões, teletransportar e até mesmo interferir diretamente nas atividades do G-Man, neutralizando temporariamente sua influência.
Este evento é crucial pois mostra que o G-Man não é onipotente - ele possui limitações e fraquezas como qualquer outro ser. Vale notar que o G-Man deliberadamente escolheu não salvar Alyx e pretendia simplesmente "armazenar" Gordon novamente até receber outra tarefa, como fez ao final do primeiro Half-Life. Se não fosse pela intervenção dos Vortigaunts, o futuro da humanidade estaria comprometido.
De volta à Cidadela, Dog remove os escombros para encontrar Gordon. Ao vê-lo, Alyx fica visivelmente aliviada.
De acordo com Marc Laidlaw, roteirista principal da série, o tempo entre o final de Half-Life 2 (quando o G-Man aprisiona Gordon) e o início de Half-Life 2: Episódio 1 é de alguns dias. Isto explica por que Alyx estava procurando por Gordon durante todo esse tempo - ela não foi aprisionada pelo G-Man como o físico, e provavelmente estava investigando seu desaparecimento entre os escombros da Cidadela.
Ela imediatamente envia mensagem ao seu pai, Eli, informando que Gordon está bem e que ambos ainda estão na Cidadela - sem saber que o local estava prestes a explodir a qualquer momento.
Kleiner, surpreso ao descobrir que os dois ainda estão dentro da Cidadela, explica que a única chance de escapar, seria atrasar o derretimento do reator nuclear. Sem alternativas, Eli concorda com o plano arriscado e deseja sorte à dupla.
Ao entrarem na Cidadela danificada, Gordon e Alyx testemunham o imenso rastro de destruição causado pela explosão. Durante sua jornada, encontram Stalkers tentando bloquear seu caminho. Alyx sente compaixão ao reconhecer que eram antigos membros da Resistência, transformados como punição por sua rebeldia, e pede a Gordon que os deixe as rollermines "fazer sua parte". Neste momento, vemos que até mesmo os Combine estão tentando fugir desesperadamente do local condenado.
Mais adiante, eles chegam a um ambiente repleto de luzes vermelhas e cápsulas nas paredes. Alyx acessa um terminal e se assusta momentaneamente ao pensar que Wallace Breen estava vivo, mas logo percebe que se trata apenas de uma gravação. Nos monitores, aparece um Advisor emitindo sinais de alerta para as forças Combine ainda presentes na Cidadela.
Eles observam um Advisor fugindo dentro de seu Pod - uma cápsula especial que serve como transporte e proteção para estas criaturas misteriosas. Antes de partir, o Advisor usa seus poderes telepáticos para atacar brevemente Gordon e Alyx, única ação ofensiva possível naquele momento, antes de escapar do local em colapso.
Capítulo 2: Direct Intervention
Após enfrentarem diversos soldados e Synths Combine, Alyx e Gordon localizam a sala de controle do núcleo, que estranhamente já havia sido tomada pelos Combine. Alyx abre caminho para que Gordon possa acessar os controles principais e executar sua missão crucial: atrasar a explosão do reator para dar tempo suficiente à evacuação da Cidade 17.
Na câmara do núcleo, há um detalhe interessante sobre os Stalkers, eles só atacam caso sejam agredidas primeiro, revelando vestígios de sua antiga humanidade. Superando vários Stalkers e soldados hostis, Gordon consegue estabilizar temporariamente o reator e retorna para encontrar Alyx.
Ao se reunirem, Alyx faz uma descoberta alarmante: os Combine estão tentando explorar a destruição da Cidadela para estabelecer comunicação com seu mundo natal alienígena. Durante sua investigação, ela intercepta uma gravação extremamente importante - uma transmissão de Judith Mossman para a Resistência.
Na mensagem, Mossman revela estar em uma base remota da Resistência no Ártico, onde teriam localizado um projeto secreto com potencial para mudar o rumo do conflito. Esse projeto é identificado como o Borealis, o lendário navio quebra-gelo da Aperture Science que desapareceu misteriosamente anos antes. Embora não seja o foco principal deste episódio, o Borealis começa a ser estabelecido como um elemento crucial para a trama futura.
Durante a gravação, uma nova e aterrorizante criatura aparece - o Hunter, um Synth Combine menor e mais ágil. A transmissão é interrompida abruptamente, deixando dúvidas sobre o destino de Mossman.
Com o tempo se esgotando, Gordon e Alyx decidem escapar da Cidadela utilizando um trem Combine, descobrindo que era um transporte para Stalkers.
Capítulo 3: Lowlife
Durante a fuga, o trem perde o controle e descarrilha, forçando a dupla a seguir por túneis subterrâneos, completamente escuros e infestados de zumbis. Um detalhe significativo é que os Antlions começam a invadir a Cidade 17, pois os enormes pistões conhecidos como Restrictors ao redor da Cidadela pararam de funcionar, não mais impedindo sua entrada.
É neste cenário sombrio que surge uma nova ameaça: o "Zombine" - termo falado por Alyx para descrever soldados Combine infectados por Headcrabs. Essa variante zumbi é particularmente perigosa: extremamente resistente e mortal à curta distância. Se Gordon estiver desatento, pode ser eliminado por apenas uma granada carregada por esses inimigos.
O surgimento dos Zombines é uma evidência clara de que os Combine estão perdendo o controle sobre a Cidade 17.
Capítulo 4: Urban Flight
Após superarem os perigos dos túneis, Gordon e Alyx finalmente chegam à superfície, apenas para descobrir que toda a cidade está destruída devido aos stryders.
Em telões pela cidade, uma mensagem pré-gravada do Dr. Kleiner transmite informações cruciais:
- Os cidadãos devem evacuar a Cidade 17 imediatamente através de rotas de transporte restauradas pela Resistência;
- Os campos de supressão foram desativados, permitindo novamente a reprodução humana normal - Kleiner sugere que é o momento ideal para "repopular a espécie" antes que os Combine recuperem o controle;
- A desestabilização do reator da Cidadela causou o fechamento temporário de todos os portais para o mundo Combine, isolando as forças alienígenas presentes na Terra;
- Este isolamento é apenas temporário, e Kleiner alerta que, assim como no incidente de Black Mesa, os Combine podem explorar a situação atual para aumentar sua presença no planeta
Na parte final da transmissão, Kleiner revela algo profundamente significativo: o maior medo dos Combine não são armas convencionais, mas sim o intelecto humano e nossos avanços tecnológicos. Este é o "fator diferencial" que a raça alienígena tenta desesperadamente explorar, até agora sem sucesso.
Progredindo pela cidade em ruínas, Gordon e Alyx enfrentam Antlions que invadiram completamente a Cidade 17. O caos é visível em toda parte - exatamente o cenário que teria se desenvolvido muito antes se Gordon não houvesse atrasado o derretimento do reator da Cidadela.
Entre combates contra soldados e snipers Combine, a dupla alcança um prédio controlado pelo inimigo. Após eliminar vários soldados, chegam a uma sala de controle onde se deparam novamente com um Advisor observando-os através dos monitores. Este momento esclarece um ponto crucial: estas criaturas estão monitorando Gordon e Alyx obsessivamente, sugerindo que a inteligência e capacidades dos dois são extremamente valiosas para eles.
Ao saírem do prédio, Gordon e Alyx encontram um Antlion Guard no meio da cidade - algo completamente incomum que reforça o colapso total do controle Combine sobre a Cidade 17. Com a ajuda de Alyx, Gordon supera vários zumbis e soldados até chegar a um ponto onde membros da Resistência estão presentes.
Um membro da Resistência convida Gordon para entrar em um prédio onde civis estão abrigados. O homem explica que estão reunindo o máximo possível de sobreviventes para levá-los a uma estação de trem, de onde planejam escapar da cidade condenada.
Dentro do prédio, um dos membros da Resistência pergunta se Alyx é filha do Dr. Kleiner. Ela responde ironicamente que é filha de Odessa Cubbage - uma figura conhecida de Half-Life 2, que forneceu o lança-mísseis RPG para Gordon abater um Gunship Combine em Nova Prospekt.
A situação se torna cada vez mais desesperadora, com a explosão da Cidadela se aproximando e os sobreviventes lutando contra o tempo para escapar de uma cidade literalmente desmoronando sob seus pés.
No mesmo prédio onde os membros da Resistência se abrigam, Gordon e Alyx encontram Barney Calhoun, que expressa imenso alívio ao ver que ambos estão vivos. Enquanto conversam, uma explosão destrói um edifício próximo, destacando a urgência da situação.
Barney explica o plano de evacuação da Cidade 17 e, para acelerar o processo, abre um caminho alternativo para Gordon. Neste momento icônico, ele entrega ao físico um novo pé de cabra, advertindo-o para não perdê-lo novamente, pois esse seria o último.
Barney chama Gordon de sortudo por ter Alyx como companheira, sugerindo uma admiração pela jovem Vance e possivelmente reconhecendo a forte parceria que se desenvolveu entre os dois protagonistas.
Seguindo a rota de fuga planejada, Gordon e Alyx são forçados a desviar para um hospital abandonado após encontrarem um Gunship Combine patrulhando a área. Alyx sugere buscar suprimentos médicos no local, mas o que encontram é um cenário desolador: cadáveres por toda parte e um conflito intenso entre as várias espécies alienígenas que agora disputam território na cidade em colapso.
Em um momento tenso, Gordon cai através do piso danificado e precisa encontrar um caminho alternativo para reunir-se com Alyx.
Ao finalmente saírem do hospital, chegam à estação de trem planejada, mas câmeras de vigilância Combine detectam sua presença, revelando sua localização ao inimigo. Barney, satisfeito ao ver que a rota deu certo, começa os preparativos para evacuar os civis o mais rapidamente possível.
As forças Combine, alertadas sobre a presença dos fugitivos mais procurados, lançam um ataque massivo contra a estação, empregando tanques, minas terrestres e as tropas de elite Overwatch. Gordon consegue defender o local tempo suficiente para garantir a segurança dos civis.
Capítulo 5: Exit 17
Alyx toma uma decisão estratégica: sugere que Barney parta primeiro com os refugiados, enquanto ela e Gordon distraem os Combine, já que os soldados estão prioritariamente atrás deles dois, não de Barney. Então o ex-guarda de Black Mesa parte com o primeiro trem de evacuados.
A dupla tenta alcançar outro trem para sua própria fuga, mas um Strider bloqueia o caminho de Gordon. Forçado a confrontar a criatura mecânica, o físico consegue destruí-la e se reunir novamente com Alyx.
Finalmente, os dois embarcam em um trem e, momentaneamente, parecem estar seguros. Contudo, um GUNSHIP tenta interferir em sua fuga, mas acaba colidindo violentamente contra a parede do túnel, explodindo em seguida.
Aqui Gordon e Alyx testemunham a aceleração do processo de derretimento do reator da Cidadela. E Fica claro que a estrutura está prestes a explodir, o que permitirá a transmissão entre os mundos Combine e Terra.
Neste momento dramático, vários AdvisorsPODs são vistos sobrevoando a Cidade 17, escapando da iminente explosão. Ao passarem perto do trem de Gordon e Alyx, eles ferem telepaticamente os dois protagonistas. A última palavra ouvida no episódio é Alyx chamando desesperadamente por Gordon antes da tela ficar completamente branca.
O paradeiro de Barney Calhoun e dos refugiados em seu trem permanece um mistério não resolvido na saga. A última vez que são vistos é quando partem da estação, momentos antes de Gordon e Alyx. Como seu trem partiu com considerável antecedência, presume-se que tenham conseguido escapar a salvo da explosão da Cidadela.
Antes da destruição da Cidadela, os Combine perderam sua única ligação com seu mundo natal quando o teletransportador que Dr. Breen planejava usar para escapar explodiu. Esta explosão desestabilizou severamente o núcleo da Cidadela, essencialmente isolando as forças Combine na Terra de seu império interdimensional.
Diante desta situação crítica de isolamento, os Combine adotaram uma estratégia extrema: sacrificar deliberadamente a Cidadela. Em vez de tentar salvar a estrutura, decidiram explorar sua iminente destruição como uma oportunidade. Desativaram propositalmente os três sistemas de contenção que mantinham os níveis de energia escura dentro de parâmetros seguros, acelerando o processo de colapso do reator.
O objetivo desta manobra desesperada era transformar a explosão da Cidadela em um evento de tal magnitude que pudesse gerar um "superportal" - uma anomalia espacial maciça capaz de restabelecer a comunicação com seu mundo natal e potencialmente permitir a chegada de reforços.
Quando Gordon reativa os sistemas de contenção durante sua missão na Cidadela, ele consegue apenas atrasar o inevitável. O núcleo já havia absorvido uma quantidade crítica de massa energética escura, ultrapassando um ponto que não tinha mais retorno. Os sistemas de contenção poderiam apenas desacelerar o processo de fusão, mas não impedir a explosão final.
Esta intervenção, embora temporária, foi crucial para permitir a evacuação parcial da Cidade 17, salvando inúmeras vidas humanas. Contudo, do ponto de vista estratégico, apenas atrasou o plano Combine por algumas horas.
Um detalhe significativo é que, provavelmente assim que Alyx e Gordon deixaram a sala de controle do núcleo, as forças Combine retomaram o controle da área e continuaram com seu plano original. Reverteram as alterações feitas pela dupla e garantiram que o processo de desestabilização seguisse conforme planejado.
Isso explica por que, apesar dos esforços dos protagonistas, a Cidadela acaba explodindo no final do episódio. Não foi um fracasso de Gordon e Alyx, mas sim parte de um plano Combine mais amplo que eles conseguiram interromper temporariamente.
Half-Life 2: Episode 2
Capítulo 1: To the White Forest
Half-Life2: Episódio 2 começa revelando que Gordon e Alyx sobreviveram à explosão da Cidadela, embora seu trem tenha descarrilado com o impacto da onda de choque. Gordon recupera a consciência dentro do vagão tombado, sugerindo que no momento final de Half-Life2: Episódio 1 - durante o clarão branco - eles buscaram abrigo dentro do trem para se protegerem da explosão.
Alyx, já acordada e explorando os arredores, utiliza a Gravity Gun para resgatar Gordon dos escombros do trem. Visivelmente aliviada, ela expressa sua preocupação com o desaparecimento momentâneo do físico. Alyx menciona ter ouvido uivos de Vortigaunts nas proximidades minutos antes, propondo que a próxima etapa lógica seria encontrá-los para obter assistência durante a perigosa jornada que têm pela frente.
O primeiro capítulo do Half-Life2: Episódio 2, é "Para White Forest",e oferece uma visão panorâmica impressionante da Cidadela em ruínas e da Cidade 17 completamente devastada. A destruição é comparável à causada por uma bomba atômica - um testemunho do imenso poder liberado pela energia escura do núcleo da Cidadela.
Enquanto observam a devastação, uma intensa tempestade de portais surge no horizonte, um fenômeno de instabilidade dimensional que Alyx compara aos eventos que testemunhou durante sua infância, referindo-se especificamente aos primeiros dias da invasão Combine. Esta comparação estabelece um paralelo direto entre as consequências da atual explosão da Cidadela e os efeitos secundários da Ressonância em Cascata que ocorreu em Black Mesa 20 anos atrás.
Uma poderosa onda de choque dimensional destrói a ponte onde os protagonistas estavam momentos antes, simultaneamente revelando uma passagem que Alyx não havia notado anteriormente. Esta entrada leva a uma mina abandonada que a Resistência havia utilizado como refúgio temporário, agora completamente infestada por Headcrabs e Antlions.
Ao explorar, Gordon e Alyx encontram uma sala de comunicações e vestígios da presença de soldados Combine, indicando que as forças alienígenas já conheciam esta instalação da Resistência. Esta descoberta sugere que poucos lugares na Terra permanecem verdadeiramente desconhecidos ao invasor.
Dentro da sala de comunicações, Gordon coloca o equipamento em funcionamento, permitindo que Alyx estabeleça contato com a base principal da Resistência: White Forest. Este local estratégico, antes uma instalação militar humana para lançamento de mísseis, agora serve como o principal posto da Resistência contra os Combine.
A transmissão bem-sucedida revela Dr. Kleiner e Eli Vance, ambos visivelmente surpresos e aliviados ao descobrirem que Gordon e Alyx escaparam da Cidade 17 sem ferimentos graves. A conversa rapidamente se volta para assuntos mais urgentes quando Kleiner explica as implicações catastróficas da explosão da Cidadela.
Dr. Kleiner explica que a explosão do núcleo gerou feixes de energia escura que formaram o que ele descreve como "um superportal em sua infância", capaz de amadurecer com o tempo até atingir plena funcionalidade. Eli adiciona gravemente que esta anomalia espacial permitirá aos Combine trazer reforços massivos de seu mundo para a Terra.
Em um momento sombrio de clareza, Eli prevê que caso o portal atinja sua maturidade plena, uma segunda "Guerra das Sete Horas" ocorrerá - referindo-se à rápida conquista inicial da Terra pelos Combine. Contudo, ele adverte que desta vez o conflito não durará apenas sete horas, considerando dois fatores críticos:
- A drástica redução da população humana durante as duas décadas de ocupação Combine
- Progresso tecnológico humano praticamente estagnado quando comparado ao arsenal alienígena constantemente aprimorado.
É importante destacar que o efeito do superportal apresenta similaridades com o evento catastrófico da Ressonância em Cascata em Black Mesa. Ambos fenômenos são caracterizados por extrema instabilidade dimensional, manifestando-se através de tempestades de portais que afetam vastas áreas do planeta.
A diferença crucial é que o superportal segue um desenvolvimento mais gradual até atingir seu estágio final, durante o qual continua a drenar a energia escura que vem da Cidadela destruída, enquanto cria tempestades de portais secundários ao redor do globo.
Anteriormente no episódio 1 de half life 2 é relevado a importância do pacote de dados que Alyx conseguiu extrair da Cidadela momentos antes de sua destruição. Alyx sabia que estes dados eram muitos valiosos para os aliens, ja que os Combine pretendiam enviar urgentemente para seu mundo natal, e perseguiram de todas as formas Gordon e Alyx até onde podiam.
Com a destruição do reator de fusão negra usado por Wallace Breen para comunicação interdimensional, os Combine perderam sua única forma de contato direto com seu mundo de origem. Este isolamento forçado explica sua decisão desesperada de sacrificar a própria Cidadela - um último recurso para gerar um evento catastrófico potente o suficiente para criar um superportal.
Alyx armazenou os dados roubados em um dispositivo chamado "MB Tool", fornecido por Judith Mossman no final de Half-Life 2. Durante a comunicação com White Forest, Dr. Kleiner expressa surpresa sobre o valor destes dados, sugerindo que possam conter o código específico do portal Combine - informação potencialmente revolucionária para a Resistência.
Neste ponto, somos apresentados ao Dr. Arne Magnusson, um cientista aparentemente conhecido por Gordon dos tempos de Black Mesa, embora nunca tenhamos interagido com ele nos jogos anteriores. Magnusson demonstra uma personalidade egocêntrica e direta, focando-se exclusivamente na importância estratégica dos dados, com pouca consideração pelo bem-estar de Gordon e Alyx.
Magnusson revela que o pacote de dados contém não apenas o código do portal, mas também coordenadas precisas da localização do portal e o código de contato para o mundo superior da hierarquia Combine - uma informação que poderia permitir à Resistência interromper ou interferir nas comunicações alienígenas.
Uma revelação paralela esclarece a ausência de Judith Mossman: ela foi enviada ao Ártico por ordem de Magnusson, em busca do mesmo código que Alyx agora possui.
Um detalhe intrigante é que a transmissão direta de Judith do Ártico para a Resistência foi provavelmente interceptada pelos Combine, deixando em aberto a origem real do código em posse de Alyx - se foi extraído na sala de controle do núcleo, ou se foi obtida através da transmissão de Mossman.
Igualmente significativo é que a Resistência aparentemente ainda não tem conhecimento do conteúdo completo da transmissão de Judith Mossman, sugerindo que o vídeo foi interceptado antes de chegar aos computadores da base rebelde, sendo redirecionado para os sistemas da Cidadela onde Alyx posteriormente o acessou.
A comunicação com White Forest é interrompida por interferência Combine, marcada pela primeira aparição de uma voz robótica. Logo em seguida, um helicóptero Hunter sobrevoa o local, confirmando que os protagonistas continuam sendo caçados pelos alienígenas determinados a recuperar os dados roubados.
Prosseguindo por outra passagem subterrânea que leva ao centro da Victory Mine, Gordon encontra um Hunter - a mesma criatura bípede vista na gravação de Mossman. Em um confronto brutal, Alyx é gravemente ferida pelo Hunter, que abandona o local após o ataque.
Devido ao impacto Gordon perde brevemente a consciência e, ao despertar, vê Alyx prestes a ser devorada por um Antlion. O momento crítico é interrompido pela intervenção salvadora de um Vortigaunt, que resgata Alyx e posteriormente ajuda Gordon a sair dos escombros.
O Vortigaunt explica que o estado de Alyx é grave e que precisa de reforços de sua própria espécie para curá-la. Comunica-se com outros Vortigaunts usando sua linguagem nativa (voltiguês), revelando que seus companheiros estão abrigados nas profundezas da mina.
Durante a separação temporária de seu aliado alienígena, Gordon recupera seu icônico pé de cabra, que estava emperrando as engrenagens de um elevador. Ao remover a ferramenta, ele cai em um abismo, o que faz com ele e o Vortigaunt siguam caminhos diferentes com a intenção de se reencontrarem adiante.
Esta separação leva Gordon a descobrir uma caverna impressionante repleta de gigantescas larvas de Antlion, conhecidas como Antlion Grubs. O cenário introduz também uma nova espécie, os Antlion Workers, cuja função biológica é proteger e acolher as larvas.
Os Antlion Workers representam uma fascinante evolução da espécie Antlion já conhecida. Diferente de seus primos guerreiros, estes exemplares subterrâneos possuem notável bioluminescência e a capacidade de expelir ácidos potentes com toxinas letais. Esta secreção ácida serve como arma defensiva e como ferramenta para escavar pequenos túneis que abrigam larvas e armazenam alimentos.
Após sua queda através de um abismo na mina, Gordon encontra um posto avançado da Resistência estabelecido nas profundezas da Victory Mine. Aqui ele conhece dois novos personagens, Griggs e Sheckley, membros dedicados da Resistência encarregados de proteger este importante ponto estratégico.
O Vortigaunt que resgatou Alyx, identificado como Victory Mine Vortigaunt, informa que a condição dela é crítica - à beira da morte. Ele explica que precisará da assistência de outros de sua espécie e que não pode interromper seu trabalho atual de manter os sinais vitais de Alyx estabilizados.
Griggs e Sheckley explicam a Gordon como funciona o sistema de alerta que desenvolveram para detectar Antlions nas proximidades: luzes reutilizadas de semáforos conectadas a sensores estrategicamente posicionados nas entradas das cavernas. Este sistema permite que a pequena equipe se prepare para ataques iminentes.
Griggs acredita que os Antlions só ficam irritados quando suas larvas são incomodadas ou mortas. Já Sheckley não quer arriscar testar essa teoria.
Quando Gordon chega e as luzes de alerta se acendem ao mesmo tempo, isso parece provar que Griggs estava certo. Ou seja, mexer com as larvas realmente deixa os Antlions adultos agressivos.
O que começou como algo que dava para controlar rapidamente vira uma batalha intensa para se defenderem. Depois das primeiras ondas de Antlions atacando, a coisa fica ainda pior quando luzes se acendem ao mesmo tempo nas quatro entradas da caverna. Mas o que parecia ser um ataque gigante de insetos alienígenas acaba sendo, em parte, a chegada dos Vortigaunts como reforço para ajudar a Alyx.
A batalha de verdade começa quando os alarmes tocam em todas as entradas, avisando que os Antlions estão atacando. Essa luta fica muito mais fácil por causa dos Vortigaunts, que usam seus poderes elétricos e conseguem se curar, sendo essenciais para afastar os invasores.
Depois que a situação se acalma, os Vortigaunts conversam sobre qual é o melhor tratamento para a Alyx. Eles chegam à conclusão de que precisam pegar um extrato especial que só algumas larvas raras produzem. Essas larvas ficam numa parte bem funda da mina chamada de Ninho Sagrado.
Seguindo o Vortigaunt, Gordon vai mais fundo nas cavernas cheias de Antlions. O cenário mostra como esses aliens vivem: ovos grandes protegidos por teias grossas e corpos humanos guardados em casulos, provando que tanto as larvas quanto os insetos adultos comem carne. Os restos mortais podem indicar que essas pessoas foram trazidas para lá ou que outros humanos já tentaram buscar o extrato valioso das larvas antes, mas acabaram morrendo.
A jornada leva a dupla a uma seção da mina tomada por zombies headcrab, exigindo que Gordon resolva uma série de quebra-cabeças ambientais para prosseguir. Eventualmente, eles descobrem uma área que havia sido ocupada por soldados Overwatch, com evidências de um Dropship Container usado para transporte de tropas em massa - indicando operações Combine recentes nesta área aparentemente remota.
Usando elevadores separados que podem comportar apenas uma pessoa por vez, Gordon e o Vortigaunt finalmente reencontram-se em uma área onde testemunham um fenômeno surpreendente: diferentes espécies alienígenas em conflito entre si.
O ponto alto desta parte mostra o Antlion Guardian, uma versão especializada que nunca foi vista antes. O Vortigaunt explica uma diferença importante entre o Antlion Guard (que protege as entradas dos ninhos e aparece mais na superfície) e o Antlion Guardian (defensor interno dos ninhos, adaptado para ambientes de escuridão total com sua bioluminescência característica).
É preciso dividir as tarefas quando o Vortigaunt, que consegue sentir o cheiro do extrato raro no fundo do ninho, precisa descer por um elevador que só funciona se alguém o ativar manualmente. Gordon fica responsável por encontrar um jeito de fazer esse mecanismo funcionar, mas recebe um aviso muito importante: se matar o Guardian, isso liberaria um cheiro que tornaria o extrato curativo inútil. O Guardian não pode ser ferido pelas armas normais que o jogador tem, então é preciso fugir dele em vez de tentar lutar.
A perseguição pelos túneis cavados pelos Antlion Workers é um dos momentos mais tensos do Episódio 2. Gordon não consegue enfrentar diretamente o poderoso Antlion Guardian, então é obrigado a usar uma estratégia completamente diferente das lutas diretas que são comuns na série. O labirinto de túneis ácidos serve tanto como esconderijo quanto como rota de fuga, enquanto o protagonista navega com cuidado em direção ao poço mais fundo que vai dar acesso ao elevador.
Após acionar o mecanismo do elevador, Gordon reúne-se ao Vortigaunt, que finalmente localiza o ninho contendo o precioso extrato larval. Utilizando seus poderes para extrair a essência sem perturbar o Guardian, o Vortigaunt obtém com sucesso o composto vital para o tratamento de Alyx.
Durante o retorno, ocorre um fascinante diálogo filosófico. O Vortigaunt observa que Freeman possui características que ele acreditava serem exclusivas de sua própria espécie.
O Vortigaunt revela também que sua espécie já praticou a criação de Antlions como uma forma de "cultivo" - uma prática ancestral para obter compostos valiosos, principalmente os extratos larvais.
A frase misteriosa sobre os extratos "dissolverem os falsos véus que dividem a essência dos Vortigaunts" dá uma pequena ideia da filosofia e biologia complexa dessa espécie alienígena. Como você notou, essa declaração pode ser entendida de várias maneiras:
- Os extratos podem funcionar como um composto de ritual que fortalece a conexão psíquica coletiva entre os Vortigaunts, conhecida como Vortessence;
- O extrato pode ter propriedades que permitem aos Vortigaunts transcender barreiras dimensionais, possivelmente relacionado à sua capacidade de perceber o G-Man;
- A substância pode funcionar como um elemento que ativa rituais específicos, ajudando a manter a união cultural e espiritual da espécie
A Vortessence, mencionada como um conceito básico da existência Vortigaunt, é confirmada como uma espécie de campo de energia coletivo ou consciência dividida que conecta todos os membros da espécie. A afirmação de que "apenas os próprios Vortigaunts conseguem ver" essa energia sugere uma forma de percepção completamente alienígena e que os humanos não conseguem acessar.
Capítulo 2: This Vortal Coil
Com Alyx quase morta os Vortigaunts formam um círculo ritual ao redor dela e canalizam energias misteriosas através do extrato larval.
Este ritual vai além da cura física, entrando no campo do sobrenatural dentro do universo de Half-Life. Os Vortigaunts canalizam eletricidade verde-amarelada típica deles, criando um campo de energia que deixa Alyx suspensa no ar enquanto restauram suas funções vitais. O brilho que aumenta e as correntes de energia que conectam todos os participantes mostram de forma concreta o conceito abstrato da Vortessence - a energia vital compartilhada que une os Vortigaunts.
Durante o ritual, há um momento breve em que Gordon parece ter uma visão ou experiência de outra dimensão. Esta interrupção momentânea, onde o tempo parece parar, está diretamente ligada ao G-Man e tem consequências importantes para a história.
O ritual de cura não apenas salva Alyx, mas sem querer interfere na conexão entre Gordon e o G-Man, criando um ponto importante na história.
G-Man, aproveitando que os Vortigaunts estão com toda sua energia concentrada em salvar Alyx, consegue criar um momento privado com Gordon Freeman.
Ele explica claramente que precisou esperar os Vortigaunts estarem distraídos para conseguir acessar Gordon. Esta confirmação é crucial, pois estabelece que os Vortigaunts possuem a capacidade de interferir nos poderes do G-Man e impedir seu acesso a Freeman - uma importante limitação ao seu aparente poder quase omnipotente.
O G-Man faz uma observação provocativa sobre como "nenhum Vortigaunt se preocupava com Alyx quando ela era criança", ao contrário de agora onde eles arriscam tudo para salvá-la. Em vez disso, ele lembra que na época de Black Mesa, "a única experiência da humanidade era o pé de cabra", usado para matar os alienígenas nos corredores e laboratórios.
Esta referência direta às ações de Gordon, Adrian Shephard e outros humanos que precisavam revidar os ataques hostis doas aliens quando necessário.
Em uma revelação surpreendente, o G-Man confirma que foi ele quem tirou Alyx de Black Mesa antes da explosão nuclear, agindo contra ordens superiores. Esta intervenção revela que:
- O G-Man tem superiores a quem responde;
- Seus superiores consideravam Alyx "inútil" por ser apenas uma criança;
- O G-Man ocasionalmente desobedece ordens quando acredita que há valor estratégico em fazê-lo;
- O G-Man revela também que ignora ordens apenas "quando silenciar pessoalmente estivesse fora de questão" - ou seja, quando é proibido de matar diretamente quem se opõe aos seus planos. Neste momento a imagem de Wallace Breen pisca brevemente no monitor.
Esta breve aparição sugere fortemente que Breen era o "alguém" mencionado pelo G-Man - um obstáculo que ele não podia eliminar pessoalmente. Isto explicaria por que o G-Man contratou Gordon Freeman - para fazer o trabalho que ele próprio estava proibido de realizar.
O salvamento de Alyx parece ter sido uma decisão estratégica baseada em uma previsão de que ela seria uma grande aliada em potencial 20 anos depois para ajudar Gordon contra os Combine. A frieza com que o G-Man menciona que "ela seria descartada" depois de cumprir seu propósito, reforça sua visão utilitária dos humanos como meras peças em seu jogo cósmico.
Assim como no início de Half-Life 2, o G-Man mostra a Gordon locais do passado (a entrada do laboratório de materiais anômalos) seguidos por locais que ele ainda visitará:
O foguete de Magnuson na base White Forest
A misteriosa base da resistência no Ártico
A visão da base no Ártico com batalhas intensas entre soldados Overwatch e membros da Resistência sugere eventos dramáticos planejados para o nunca lançado Episode Three ou Half-Life 3, com a possibilidade de Gordon encontrar muitos de seus aliados mortos ao chegar lá.
O G-Man conclui afirmando que Gordon precisa pagar uma dívida para garantir sua própria sobrevivência. Esta dívida parece estar diretamente relacionada ao salvamento de Alyx em Black Mesa, estabelecendo as bases para o devastador clímax do Episódio 2.
Com os Vortigaunts tendo retirado Gordon de seu controle, o G-Man se vê forçado a recalcular sua estratégia. Seu objetivo imediato torna-se garantir que Freeman não morresse em um futuro próximo - uma preocupação justificada por não querer "desperdiçar seus investimentos”.
Esta declaração revela a perspectiva utilitária que o G-Man tem de Gordon - não como uma pessoa, mas como um ativo valioso
Em seguida, o G-Man faz um pedido direto a Gordon: que "conduza Alyx com segurança". ele confessa que "gostaria de fazer muito mais pelo protagonista que apenas ficar observando", revelando uma frustração.
G-man também explica que esta limitação deve-se a restrições de seus superiores.
No momento mais importante do encontro, o G-Man permite que Gordon veja sua interação com Alyx. Falando com ela enquanto ainda está dormindo, mas consciente, ele diz para ela escutar com atenção e passar uma mensagem específica para seu pai: "Prepare-se para consequências imprevistas."
Após transmitir esta mensagem, Alyx acorda e a consciência de Freeman volta para a dimensão normal. Durante toda esta cena, percebe-se que a personalidade do misterioso personagem é bem mais humana que o normal. Ele demonstra compreensão pelos momentos de sufoco que Alyx e o cientista passam apesar de tudo que ocorreu - uma empatia raramente vista no comportamento tipicamente frio e calculista do G-Man.
Um detalhe crucial é o fato dele não estar com sua maleta:
A maleta em cenas anteriores com Gordon ou Shepard possivelmente indica que ele está ali apenas para obedecer seus superiores - representando seu "momento de trabalho"
A ausência da maleta sugere que ele não está exatamente em posto de trabalho
Esta conversa permitiria que G-Man poderia interromper o momento para falar algo que ele estava guardando, sem a ordem de seus superiores, seria uma conversa casual e pessoal que ele gostaria de ter.
Voltando a si, Alyx levanta aos poucos com a assistência do Vortigaunts aliado, e juntos entram no elevador para continuar sua jornada.
Neste momento, é possível ouvir que os Vortigaunts irão continuar a caçar advisors - estabelecendo uma missão paralela dos Vortigaunts contra os líderes Combine que continuará independentemente do caminho de Gordon e Alyx.
A turma se despede e os três personagens (Gordon, Alyx e o Vortigaunt) chegam à saída da mina, onde se deparam novamente com o antlion Guardian, dessa vez mais furioso que nunca.
O Vortigaunt explica que essa raiva mais intensa acontece por causa da invasão no ninho deles e do roubo do extrato valioso. Ele diz que se o Guardian bloquear o caminho, não teriam outra escolha além de matá-lo - criando um dilema moral sobre as consequências de mexer no ecossistema dos Antlions.
Capítulo 3: Freeman Pontifex
Na superfície, o grupo observa as força combinem se movendo para o norte, mesmo em direção onde se encontra Whiteforest.
É neste momento que ocorrem revelações cruciais sobre os Advisors. O Vortigaunt explica que eles estão dentro de cápsulas de incubação e, mais significativamente, são eles quem unem as forças combinem no planeta Terra - estabelecendo definitivamente os Advisors como o núcleo da hierarquia Combine na Terra
Para facilitar a jornada até White Forest, o Vortigaunt menciona um carro não muito longe do local. O grupo então enfrenta muitos Antlions e, com a ajuda dos Restrictors, conseguem derrotar simultaneamente tanto o Guard quanto o Guardian.
Após "esemperrar um elevador, os três personagens entram nele e seguem caminho até o centro de controle, encontrando-o completamente tomado pelos combine. Também é possível ver dropshipping contêiner, e muitos corpos - evidenciando um conflito anterior que terminou com os headcreabs levando a melhor.
Em seguida já é possível ver a presença do G-Man nos vigiando. Devido a nova missão dada a Gordon: levar Alyx com segurança até a base de White Forest. Esta mudança explica por que o G-Man não apareceu durante todo o Episódio 1 de Half-Life 2 – um período que aparentemente não estava de acordo com as estratégias dele, como mostrado pela intervenção protetora dos Vortigaunts.
Apesar desta missão temporária, os objetivos de G-Man não mudaram. Durante sua fala, imagens do Ártico são brevemente reveladas, insinuando que o destino final planejado para Freeman é investigar o tal projeto secreto.
Passando por infectados e aproveitando a proteção de um atirador aliado, Gordon finalmente encontra um veículo que funciona. No exato momento em que chega ao carro, acontece outro evento de instabilidade dimensional – uma nova tempestade de portais rasga o tecido da realidade.
Com o carro pronto, Alyx convida o Vortigaunt para ir com eles, mas ele recusa. Ele diz que tem algo mais importante para fazer: caçar Advisors que ainda não estão encubados.
O Vortigaunt explica que os Advisors Combine não se adaptam bem à Terra no começo. Eles precisam de máquinas especiais como máscaras de gás ou shynth advasor Pods para sobreviver. Nessa fase, eles estão não-incubados - como se fossem ovos não chocados.
Com o tempo, eles ficam mais fortes e não precisam mais dessas máquinas. Quando isso acontece, eles já estão incubados e são muito difíceis de matar. Por isso, o Vortigaunt diz que o melhor momento para caçá-los é quando ainda estão fracos.
A maioria das pessoas e até membros da resistência não sabe quase nada sobre os Advisors. Só os Vortigaunts conhecem bem os pontos fracos deles.
Os dois se despede do Vortigaunt que foi super importante para eles durante esse período
Capítulo 4: Riding Shotgun
Um novo capítulo começa com Gordon e Alyx viajando de carro para White Forest. Logo no início, eles encontram um soldado da resistência morto perto de uma torre, e ouvem um barulho estranho que Gordon parece reconhecer (parecer ser o som de um hunter pela região).
Subindo um morro, chegam a uma torre de comunicação. Dali dá para ver como a Cidade 17 está destruída, e como o portal gigante está ficando cada vez maior. Há vários corpos da resistência no chão, o que indica que alguém ganhou uma batalha ali e pode estar escondido por perto.
Quando entram na sala de controle, encontram Zombines. Como sempre acontece, a energia está cortada, e Gordon tem que resolver um pequeno quebra-cabeça para ligá-la de novo.
Ao subir um elevadorzinho, eles são atacados por um Hunter - era ele que estava fazendo aqueles barulhos estranhos que Gordon ouviu anteriormente. De repente, mais Hunters aparecem e cercam os dois. Depois de uma luta difícil, Gordon e Alyx conseguem se livrar deles e voltam para a sala de comunicação.
Alyx consegue falar com a base em White Forest, mas quando vai avisar Dr. Magnusson que os Combine estão indo para lá, um Advisor hackeia a comunicação e impede que a mensagem seja enviada.
Continuando de carro, eles encontram outra casa e um Advisor pod destruido. Parece que ele caiu de algum lugar, e isso mostra que existem Advisors ativos na região.
Quando se aproximam da casa, Gordon e Alyx começam a sentir suas mentes sendo atacadas - sinal de que um Advisor está por perto. Dentro da casa, encontram muitos corpos de civis e uma grande cápsula de Advisor.
Alyx tem uma ideia: tentar interromper o processo de incubação do Advisor. Gordon usa a Gravity Gun para destruir o computador da cápsula, mas isso só faz com que o Advisor fique ainda mais furioso.
Aqui vemos a segunda capacidade especial dos Advisors: eles conseguem controlar objetos e até destruir coisas apenas com o poder da mente. Além disso, usam sua língua comprida para sugar nutrientes e - o mais assustador - extrair todas as informações guardadas no cérebro de suas vítimas.
Esta ideia fica clara quando observamos o Advisor tentando atacar o civil. Primeiro ele mira a língua na frente do pescoço, mas logo muda para a parte de trás, onde é mais fácil atingir os nervos que conectam ao cérebro.
Notamos também que os Advisors parecem ser parcialmente cegos. Apesar de terem olhos mecânicos, estes provavelmente servem apenas para detectar movimento e calcular distâncias, não para realmente enxergar detalhes dos objetos ao redor.
A habilidade dos Advisors de extrair informações do cérebro explica o “porquê” de as mentes de Gordon e Alyx serem tão valiosas. Se um Advisor conseguisse sugar os conhecimentos deles, todo o império Combine ficaria sabendo imediatamente sobre:
- As bases da resistência
- As fraquezas dos rebeldes
- As tecnologias secretas que possuem
- Todos os planos futuros
E seria o fim da resistência humana....
Por sorte, Freeman escapa graças às explosões que danificaram a cápsula, forçando o Advisor a fugir, bastante ferido. Isso prova outra coisa importante: fora de suas cápsulas protetoras, os Advisors são muito frágeis.
Como resultado do confronto, um alerta é disparado e vários soldados Combine chegam para capturar a dupla. Gordon e Alyx correm para o carro enquanto um helicóptero Hunter começa a persegui-los. Eles dirigem até uma base da resistência, mas ao quebrar o portão de entrada com muita força, o motor do carro pega fogo, obrigando-os a abandonar o veículo.
Usando sua Gravity Gun, Gordon consegue pegar as bombas lançadas pelo helicóptero e jogá-las de volta, até finalmente derrubar a aeronave.
Capítulo 5: Under the Radar
Na base, um Rebelde diz que eles possuem oficina e para voltar à Estrada, seria necessário que Gordon limpasse os overwatch que bloqueavam a passagem, que antes era usada para levar suprimentos para White forest. Durante a conversa, o rebelde pergunta a Alyx se ela namora Gordon. Pode parecer só uma pergunta casual, mas talvez o homem achasse Alyx atraente e quisesse saber se ela estava disponível antes de tentar algo. Alyx, por sua vez, prefere não responder à pergunta.
Evitando os tiros da Auto-Gun (uma espécie de arma automática com plasma), Gordon chega até onde ela está instalada. Ele joga uma granada no gerador e consegue destruir a arma. Ao voltar e entrar no novo carro, o rebelde explica que instalou um radar especial que detecta objetos que emitem frequências específicas, útil para localizar suprimentos de emergência nas proximidades.
Seguindo caminho, em um desses depósitos de suprimentos, Gordon encontra um lançador de foguetes - arma que será muito útil em breve. Passando por um túnel, eles avistam um soldado de elite Overwatch esperando para emboscá-los no alto de um penhasco. Um pouco mais adiante, um Hunter se move rapidamente entre as árvores.
Vários corpos de rebeldes são encontrados pelo caminho, indicando claramente que os Combine estiveram ali recentemente.
Mais à frente, Gordon e Alyx caem em uma emboscada completa: soldados de elite, Hunters e todo tipo de força Combine estão posicionados estrategicamente para capturar os dois heróis.
Mais soldados Combine aparecem para tentar impedi-los. Gordon precisa eliminar todos esses inimigos para abrir caminho.
Depois de limpar a área das ameaças, Gordon usa a Gravity Gun para mexer no reator energético. Com sua experiência de físico teórico e a versatilidade dessa arma especial, ele consegue desligar o gerador que alimentava o campo de força.
Com a barreira desligada, o caminho agora está livre para continuarem sua jornada até White Forest.
Seguindo pela estrada, Gordon para o carro brevemente para coletar suprimentos essenciais - munição, curativos e outros itens que podem fazer a diferença entre a vida e a morte nos tempos difíceis pós-invasão.
Durante essa parada, algo chama a atenção da dupla: uma nave Dropship Combine passa pelo céu, mas em vez de transportar tropas, ela carrega algo muito mais perigoso - um Strider. Esta combinação é bastante rara e alarmante, sugerindo uma operação Combine de grande escala em andamento. Segundos depois, o som de explosões distantes, algo sério está acontecendo nas redondezas.
Mais adiante na estrada, Gordon e Alyx encontram algo raro: um Dropship Combine abatido. É a primeira vez em toda a saga Half-Life que vemos uma dessas aeronaves destruída. Porém, o Strider que ela transportava sobreviveu à queda e continua operacional.
Felizmente, uma ajuda inesperada surge: Dog, aparece e desafia pessoalmente a poderosa máquina de guerra Combine. Com sua força extraordinária, Dog remove os destroços do Dropship e, animado com o reencontro, propõe uma corrida amigável com a dupla até a base.
Capítulo 6: Our Mutual Fiend
Finalmente, após muitos perigos, Gordon e Alyx chegam a White Forest, o novo quartel-general da resistência humana. Este antigo complexo militar soviético tornou-se a principal base de operações contra os Combine após a destruição da Cidade 17.
Gordon deixa o carro momentaneamente para explorar o local.
Um membro da resistência informa que eles estão próximos ao silo primário - parte crítica da instalação. De repente, um alarme dispara no silo secundário, causando preocupação, mas Dr. Magnusson rapidamente explica a todos que se trata apenas de um alarme falso.
Entrando em uma das salas da base, Gordon e Alyx finalmente encontram Eli Vance. Alyx fica extremamente feliz ao rever seu pai após tantos perigos. Eli, visivelmente orgulhoso, comenta que os dois formam uma dupla incrível e sempre conseguem escapar das situações mais difíceis.
Em tom de brincadeira, Eli menciona que os campos de supressão (barreiras que impediam relações entre humanos na era Combine) foram desativados, sugerindo que Gordon e Alyx deveriam "fazer sua parte" - uma insinuação sobre um possível relacionamento romântico entre eles. Alyx, envergonhada com o comentário do pai, prefere não dizer nada sobre o assunto.
Os três pegam um elevador para visitar o silo primário, onde está o foguete que a resistência pretende usar contra os Combine. Durante o trajeto, Eli expressa sua preocupação, alertando que bastaria um único Strider para destruir o foguete e arruinar o plano da resistência.
Finalmente, após tantas aventuras e perigos separados, a velha equipe de Black Mesa se reencontra. Infelizmente, Barney Calhoun não está presente. Como mencionado antes, seu paradeiro ainda é um mistério desde que partiu naquele trem durante a evacuação da Cidade 17. Entretanto, como seu trem partiu bem antes do que levava Gordon, a suposição mais provável é que ele e os civis que o acompanhavam tenham chegado em segurança a White Forest ou a algum outro refúgio da resistência.
Alyx entrega os dados coletados na Cidadela para Dr. Kleiner e explica que junto com eles está a transmissão interceptada de Judith Mossman. Esta revelação confirma que a mensagem original nunca chegou até a resistência, tendo sido bloqueada pelos Combine.
Durante a conversa, mais um alarme dispara pela base. Neste momento, observamos um detalhe curioso: Lamarr, o headcrab domesticado do Dr. Kleiner, entra sorrateiramente no foguete - um detalhe que parece insignificante, mas terá consequências mais tarde.
Dr. Magnusson pede que Freeman investigue o que está acontecendo no silo secundário. Aqui notamos claramente a personalidade difícil de Magnusson: ele parece incapaz de reconhecer quanto Gordon tem sido importante para a sobrevivência humana. Seu egocentrismo faz com que considere seus próprios feitos científicos muito mais decisivos para a humanidade do que tudo que Gordon realizou.
Há também uma certa inveja da popularidade e respeito que Freeman conquistou. Em determinado momento, quando Gordon demora em cumprir sua ordem, Magnusson solta uma provocação: "Por que está demorando? Está esperando um abraço?"
Na base, conhecemos Uriah, o Vortigaunt que trabalha diretamente com Dr. Magnusson. Se Gordon permanecer algum tempo observando a interação, ouvirá Uriah comentar algo intrigante: que Magnusson possui a "Essência Vortigaunt" - uma observação misteriosa que pode indicar alguma conexão mais profunda entre Magnusson e os alienígenas.
Dirigindo-se ao silo secundário, mais um alarme soa - mas desta vez não é falso. O exército Combine conseguiu infiltrar a base. Enquanto busca a sala de controle para fechar a entrada do silo secundário, Gordon enfrenta numerosos soldados e perigosos Hunters. Ao chegar finalmente à sala de controle, ele consegue avistar brevemente um Advisor que observa a base à distância.
Após resolver a invasão, Gordon encontra Alyx e Uriah. Alyx menciona que, segundo Kleiner, Judith partiu para o norte de helicóptero logo após chegarem em White Forest. Kleiner aparentemente sabe o motivo da viagem, mas não compartilhou essa informação.
Quando a dupla retorna para encontrar Kleiner e Eli, eles estão assistindo ao vídeo de Judith. Eli demonstra preocupação, dizendo que não deveriam ter permitido que ela partisse sozinha.
Kleiner então faz uma descoberta crucial: entre os dados recuperados há transmissões que nem Alyx e nem os Combine conseguiram decodificar. Ao processar esses arquivos, eles finalmente revelam o objetivo da missão de Judith: encontrar o misterioso navio Borealis, que desapareceu misteriosamente das instalações da Aperture Science. É aqui que chegamos a conexão dos dois mundos de Portal e Half life se passarem no mesmo universo.
Como mencionado anteriormente, o Borealis era um projeto ultrassecreto da Aperture Science. Não se sabe exatamente qual era a natureza especial deste navio quebra-gelo, mas sua importância era clara: representava uma tecnologia revolucionária que poderia mudar o equilíbrio de poder no mundo científico.
Na corrida frenética para superar a Black Mesa e garantir financiamento governamental, a Aperture negligenciou protocolos de segurança básicos. O resultado foi catastrófico: o navio desapareceu misteriosamente junto com toda sua tripulação e parte da doca onde estava ancorado. Por muito tempo, este incidente foi considerado apenas uma lenda urbana, já que não havia explicação racional para o completo sumiço de uma embarcação daquele porte.
O Borealis estava sendo desenvolvido na seção dos anos 70 das instalações da Aperture Science, localizada a impressionantes 3.975 metros abaixo da superfície terrestre. Tratava-se de um navio quebra-gelo da classe Healey, normalmente usado para expedições polares, mas que havia sido completamente adaptado para finalidades científicas.
Ao contrário do que muitos acreditam, a doca onde o Borealis estava ancorado não desapareceu misteriosamente junto com o navio. Na verdade, ela era uma instalação ultrassecreta e subterrânea cuja existência era conhecida apenas por pouquíssimas pessoas - somente os cientistas diretamente envolvidos no projeto tinham conhecimento e acesso a ela.
Esta doca foi construída na década de 70, no mesmo período em que o próprio navio foi montado do zero dentro da instalação subterrânea - um feito extraordinário de engenharia considerando a profundidade e o isolamento do local.
Durante esse período, a Aperture Science enfrentava um grave problema de segurança: espiões industriais haviam infiltrado a organização e constantemente vazavam informações valiosas para os cientistas da Black Mesa, incluindo detalhes cruciais sobre a revolucionária tecnologia de portais.
Cave Johnson, o fundador da Aperture Science, frequentemente fazia acusações contra a Black Mesa, afirmando que a corporação rival havia roubado grande parte da tecnologia de portais desenvolvida por sua empresa. Estas acusações não paranoias de Cave, já que os espiões também relataram à Black Mesa a existência do Borealis e da misteriosa doca subterrânea.
Esta rivalidade entre Aperture Science e Black Mesa foi um dos fatores que levou a Aperture a apressar seus experimentos com o Borealis, possivelmente resultando no incidente que levou ao desaparecimento da embarcação - um erro que agora, décadas depois, pode ter consequências para o destino da humanidade na luta contra os Combine.
No jogo Portal 2, os jogadores mais atentos descobriram áreas secretas conhecidas como "Ratman's Dens" (Esconderijos do Rattmann). Estes esconderijos contêm grafites, desenhos e outros elementos que revelam fragmentos da história de Doug Rattmann - o funcionário esquizofrenico da Aperture que ajudou Chell a sobreviver.
Em um desses esconderijos, é possível ouvir murmúrios incompreensíveis de Doug Rattmann, que muitos jogadores interpretaram como ele querendo falar alguma coisa. Entre os supostos sussurros, alguns acreditaram ouvir frases como "O navio foi roubado", o que gerou intensa especulação sobre uma possível conexão com o Borealis.
Esses intrigantes áudios fazem parte da trilha sonora de Portal 2, mais especificamente da faixa intitulada "Ghost of Rattman". Porém, a história por trás desses sons é diferente do que muitos fãs teorizam.
Na realidade, os áudios foram gravados por Marc Laidlaw, o principal escritor da série Half-Life. Laidlaw explicou que as gravações foram intencionalmente editadas para soarem caóticas e difíceis de compreender. Segundo ele, as falas não possuem um significado específico ou mensagens ocultas - são apenas uma mistura de termos científicos e instruções aleatórias processadas para soar o mais louco possível, refletindo o estado mental perturbado de Rattmann.
Esses áudios não indicam que Doug Rattmann esteja vivo ou fisicamente presente durante os eventos de Portal 2. Pelo contrário, sabemos que ele provavelmente não sobreviveu devido ao ferimento na perna que sofreu enquanto colocava Chell em seu cofre de relaxamento prolongado.
As gravações funcionam como elementos atmosféricos que enriquecem a narrativa e aprofundam o mistério em torno do personagem, mas não foram feitas para passar informações concretas sobre a trama principal ou fazer conexões claras com o Borealis.
Dr. Kleiner posteriormente revelou que o Borealis fazia parte dos esforços desesperados da Aperture Science para superar sua rival, a Black Mesa. O plano era ambicioso e arriscado: utilizar o navio como uma plataforma móvel de experimentos extremamente perigosos em alto mar, longe da civilização. Esta estratégia tinha um propósito claro - minimizar os riscos para a humanidade caso algo desse errado.
Infelizmente, alguns dos experimentos realizados a bordo do Borealis acabaram ultrapassando todos os limites aceitáveis de segurança científica. Foi esta imprudência que levou ao seu misterioso desaparecimento.
Os cientistas da Aperture transformaram completamente o quebra-gelo para atender às necessidades de seus experimentos. Removeram tudo que não fosse essencial para as funções básicas do navio, criando vastos espaços para instalar equipamentos científicos especializados.
Seguindo projetos meticulosamente detalhados, equiparam a embarcação com as tecnologias mais avançadas desenvolvidas pela Aperture Science, incluindo:
- Grades de emancipação de material: campos de partículas capazes de vaporizar instantaneamente itens não autorizados;
- Andaimes não-estacionários: plataformas móveis que permitiam acesso a diferentes áreas do navio;
- E, crucialmente, tecnologia de portais em escala muito maior do que a vista nos testes laboratoriais convencionais.
Por razões que continuam incertas - acidente ou experimento proposital - o Borealis foi teleportado para algum lugar remoto no Ártico. O motivo exato por trás desse evento continua sendo tema de muito debate e especulação.
Uma evidência importante que reforça a teoria do teletransporte em larga escala é uma gravação de áudio de Cave Johnson, encontrada numa sala ao lado da doca vazia. Neste discurso, o excêntrico CEO da Aperture fala com entusiasmo sobre os experimentos de teletransporte que seus cientistas vinham desenvolvendo desde a década de 1970 - bem antes da tentativa de levar o Borealis para o mar.
Existem duas teorias principais que tentam explicar o que aconteceu com o Borealis:
- Falha Parcial no Sistema: Esta teoria sugere que o sistema de teletransporte falhou durante sua operação inicial. O portal de saída, programado para transportar o navio para coordenadas específicas no oceano, apresentou problemas, fazendo com que o Borealis ficasse preso em algum local remoto e inacessível no Ártico.
- Experimento Catastrófico: A segunda teoria, considerada mais a provável por muitos, propõe que o teletransporte inicial foi bem-sucedido, levando o navio para o alto mar conforme planejado. No entanto, um experimento posterior com portais, realizado já durante a navegação em alto mar, deu terrivelmente errado, enviando o navio para um local não planejado no Ártico.
Em ambos os cenários, o desfecho foi trágico: toda a tripulação pereceu, deixando o navio como uma relíquia tecnológica fantasma, presa entre o gelo e neve do Ártico - contendo segredos que poderiam tanto salvar quanto destruir o que resta da civilização humana.
As gravações de Half-Life revelam detalhes surpreendentes sobre o Borealis: os projetos (blueprints) mostram que o navio estava equipado com armamentos - algo totalmente incomum para um simples quebra-gelo. Esta característica sugere que havia algo extremamente valioso ou perigoso a bordo que precisava ser protegido a todo custo.
A descoberta da localização do Borealis gera um profundo conflito de opiniões entre os líderes da resistência humana:
Dr. Kleiner defende veementemente que a tecnologia do navio representa uma oportunidade única:
- Acredita que ela poderia ser usada como uma arma decisiva contra os Combine
- Argumenta que seria imprudente desperdiçar seu imenso potencial estratégico
- Vê a descoberta como possivelmente a única chance de libertação humana
Eli Vance, por outro lado, assume uma posição radicalmente oposta:
- Insiste que o navio deve ser destruído completamente
- Aponta que o próprio desaparecimento do Borealis é prova de que nem mesmo os humanos conseguiram controlar essa tecnologia
- Traça um paralelo assustador com o experimento desastroso em Black Mesa que resultou na invasão alienígena
- Teme que "outra Black Mesa" possa acontecer, referindo-se ao evento catastrófico da ressonância em cascata
- A Ameaça dos Advisors e o Perigo para Judith
A situação se torna ainda mais urgente com a preocupação de que os Combine possam capturar a Dra. Judith Mossman. Eli demonstra conhecimento sobre os Advisors e seu método de extrair informações diretamente das mentes humanas.
Esta ameaça leva Eli a considerar uma missão pessoal para resgatar Judith, mas Kleiner rapidamente intervém com uma advertência: se Eli fosse capturado, as consequências seriam ainda mais desastrosas.
Kleiner sugere que Gordon e Alyx são as pessoas certas para esta missão crucial: Assegurar o controle do Borealis antes que caia nas mãos dos Combine. Neste ponto, Magnusson interrompe a discussão, cobrando que Kleiner retorne ao trabalho de decodificação dos dados restantes. Kleiner concorda em voltar assim que terminar a conversa, deixando a questão momentaneamente suspensa.
Eli fica visivelmente perturbado diante da situação. Sua expressão e palavras revelam um temor profundo: que a tecnologia do Borealis possa desencadear um desastre de magnitude igual ou superior ao incidente de Black Mesa - o evento que, ironicamente, abriu as portas para a atual dominação da Terra pelos Combine.
No monitor, G-man aparece entre a estática, um vulto cuja presença parece ter o único propósito de fazer com que Alyx se lembre de transmitir uma mensagem crucial a seu pai: "prepare-se para consequências imprevistas". Ao ouvir estas palavras, Eli Vance entra em choque e, para ganhar um momento a sós com Gordon, pede que sua filha prepare chá para acalmá-lo
Uma vez sozinhos, Eli faz revelações surpreendentes a Gordon. Ele confessa que a última vez que ouviu aquelas mesmas palavras foi quando Gordon tinha acabado de entrar na câmara de teste em Black Mesa, quando alguém as sussurrou em seu ouvido. Eli se refere a esta figura como "nosso amigo mútuo", ou seja G-man.
Eli revela que quando G-Man trouxe o cristal de Xen para o experimento com materiais anômalos em Black Mesa, ele sabia que deveria ter abortado o teste, mas não o fez. Esta confissão sugere fortemente que Eli estava ciente dos riscos, mas sentiu-se compelido a prosseguir - possivelmente temendo "consequências imprevistas" piores de G-Man caso interrompesse o experimento, similar à situação em que Gordon se encontrou no final de Half-Life quando confrontado com a escolha de entrar no portal.
A revelação mais perturbadora é que Eli descobriu que G-Man está usando Alyx como uma marionete. Ele explica que G-Man salvou Alyx quando criança não por compaixão, mas porque ela seria uma peça-chave para auxiliar o trabalho futuro de Gordon em Half-Life 2, servindo aos próprios objetivos misteriosos de G-Man.
Esta afirmação sugere duas possibilidades:
Eli testemunhou G-Man salvando sua filha durante o incidente de Black Mesa
ou
Eli pode ter feito um contrato com G-Man para salvar Alyx, apenas para descobrir posteriormente que foi manipulado.
Vale lembrar que muitos cientistas e suas famílias moravam nos dormitórios de Black Mesa, o que torna a primeira teoria bastante plausível.
A teoria mais convincente sobre G-Man é que ele pode prever o futuro, mas não pode modificá-lo diretamente - em vez disso, ele coloca peças estratégicas para moldar os eventos conforme seus interesses, como ele mesmo insinua no início de Half-Life 2: "A pessoa certa no lugar errado pode fazer toda a diferença no mundo."
Quando Eli está prestes a revelar algo crucial a Gordon - "entre nós dois, poderíamos finalmente…" - a frase é interrompida pelo retorno de Alyx. Esta interrupção precisa fortalece a ideia de que G-Man monitora ativamente essas conversas e não permite que certos segredos sejam compartilhados.
Logo após, Magnusson aparece, exibindo sua característica de não gostar de ver família e amigos reunidos é evidente. Ele convida Freeman para conhecer seu novo projeto: o Dispositivo Magnusson, uma bomba adesiva capaz de destruir Striders facilmente. Ele explica que todos os Striders que se aproximam precisam ser eliminados, pois representam uma ameaça direta ao foguete.
Interessante notar que os dispositivos são distribuídos pela base usando uma tecnologia de teletransporte portátil similar à desenvolvida em Black Mesa, mostrando a evolução do conhecimento científico da resistência.
Freeman tem a oportunidade de treinar o lançamento do dispositivo em um Strider empalhado, com as bombas desativadas por segurança. Magnusson menciona que todas as bases da resistência que Gordon encontrar terão dispositivos suficientes para eliminar muitos Striders.
No
final do treinamento, Magnusson faz uma declaração cômica:
se Gordon conseguir repelir todos os Striders, ele até o
perdoará pelo incidente do micro-ondas em Black Mesa - uma
referência divertida ao início de Half-Life, quando Gordon
explode uma comida no micro-ondas, explicando a origem da hostilidade
do cientista em relação ao protagonista silencioso.
Na garagem de White Forest, um membro da resistência chama Freeman para explicar o plano estratégico. Ele mostra as modificações feitas no veículo: dispositivos extras instalados no radar de bordo para detectar inimigos, além de um suporte especial na traseira do carro para transportar os Dispositivos Magnusson.
A situação é grave - os rebeldes identificaram 12 Striders se aproximando pelo norte, todos escoltados por Hunters. A batalha pela defesa do silo de foguetes está prestes a começar.
A ação se intensifica rapidamente. Vários Striders são lançados por naves Combine em pontos estratégicos ao redor da base. Com a ajuda crucial de Gordon, armado com o Gravity Gun e os Dispositivos Magnusson, os rebeldes conseguem destruir sistematicamente cada um dos gigantescos inimigos, impedindo-os de alcançar e destruir o foguete - a maior esperança da resistência.
Capítulo 7: T-Minus One
Após a vitória, Freeman retorna à base como herói, sendo ovacionado pelos membros da resistência. Alyx Vance o recebe com alegria, o parabenizando pelo excelente trabalho. À volta, vê-se sinais da intensa batalha: membros exaustos da resistência, o vortigaunt varrendo detritos, caixas destruídas espalhadas pelo chão.
Alyx informa que o super portal dos Combine está prestes a atingir sua fase adulta, mas que o Dr. Magnusson acredita que ainda é possível interromper seu desenvolvimento pleno através do lançamento do foguete.
Em um momento surpreendente, Magnusson aparece e, embora comece ressaltando a importância de seu dispositivo no sucesso da missão, acaba fazendo algo incomum: agradece pessoalmente a Gordon por salvar seu foguete.
No elevador, Alyx informa a Gordon que conseguiu preparar um helicóptero para transportá-los ao Ártico em busca de Judith Mossman. Enquanto isso, ouve-se Kleiner mencionar uma variação anormal de 3,8 quilos no foguete, embora Magnusson garanta que tal variação está dentro dos limites aceitáveis.
Eli reencontra Gordon e o parabeniza pelo excelente trabalho, mas é interrompido por Magnusson, que insiste em atribuir o sucesso aos seus dispositivos. Kleiner diplomaticamente destaca a contribuição de Gordon, antes de Magnusson encerrar a discussão e retornar ao assunto do foguete.
A equipe concorda unanimemente que Gordon merece a honra de iniciar o lançamento. Ele pressiona o botão, e o foguete decola com sucesso. Kleiner explica que assim que o foguete alcançar altura suficiente para atingir o portal e o satélite, eles poderão transmitir o sinal para ativar o ressoador de zênio, neutralizando o super portal.
Alyx, Eli e Gordon saem para observar a neutralização do portal, enquanto Kleiner permanece para monitorar a trajetória do foguete. Todos se despedem cordialmente, incluindo Magnusson, cientes de que Alyx e Gordon partirão em breve para o Ártico.
Num momento crucial, Eli pede que Alyx os aguarde do lado de fora. A sós com Gordon, ele faz uma revelação profunda: as consequências imprevistas mencionadas por G-Man estão relacionadas ao Borealis, assim como a última vez que ouviu essa frase estava ligada ao incidente de Black Mesa. Com urgência em sua voz, implora a Gordon que não dê ouvidos a G-Man e que destrua o navio quando o encontrar.
Em um momento emocionante, Eli agradece a Gordon por tudo que fez até então, confessando que não poderia estar mais orgulhoso dele mesmo se fosse seu próprio filho. Promete que terão muito o que conversar quando ele retornar da missão no Ártico. Os dois então saem para assistir ao espetáculo da neutralização do portal.
Com a neutralização bem-sucedida do super portal, uma nova realidade se estabelece para a resistência humana: as forças Combine na Terra estão agora completamente isoladas de seu império interdimensional.
Alyx, com determinação renovada, promete que ela e Gordon conseguirão trazer Judith Mossman de volta do Ártico.
De repente, Dog mostra sinais de agitação. Seu comportamento estranho culmina com ele abandonando o local de forma abrupta, como se tivesse detectado algo que os humanos não perceberam.
Dentro do hangar, revela-se pela primeira vez o meio de transporte que levará Gordon e Alyx para sua perigosa missão no Ártico: um helicóptero baseado no modelo russo Mi-17. Esta aeronave robusta, conhecida por sua confiabilidade em condições climáticas extremas, parece ser uma escolha apropriada para a perigosa jornada que os aguarda nas regiões geladas do norte.
Eli Vance, com a preocupação típica de um pai, avisa sua filha para manter contato constante durante a missão, confessando sua apreensão com a frase "não temos ideia do que os espera lá.”
Alyx informa que Dr. Kleiner forneceu as coordenadas precisas para localizar o Borealis no vasto deserto gelado do Ártico. Ela promete tentar manter a frequência de comunicação do rádio do helicóptero sempre ativa.
E é assim que termina Half-Life 2: Episode 2.
A morte de Eli representa a primeira das consequências imprevistas mencionadas por G-Man. O Advisor Combine não só tira a vida de Eli, mas também extrai informações cruciais de seu cérebro através de sua língua. Dog consegue intervir a tempo de salvar Alyx do primeiro Advisor, mas é tarde demais para Eli - o segundo Advisor já obteve as informações valiosas que buscava.
Este momento é devastador: os Combine agora têm conhecimento sobre o Borealis, as vulnerabilidades da resistência, e possivelmente parte da tecnologia de portais desenvolvida em Black Mesa. Apesar da resistência ter neutralizado o super portal, existe o risco de que os Combine utilizem essas informações para abrir outro portal para seu mundo e exterminar de uma vez por todas a raça humana, potencialmente desencadeando a temida Guerra dos 7 Minutos. Devido a isso Gordon e Alyx precisam ir com urgência até o ártico, e decidir logo entre:
Destruir o navio, como Eli implorou em seus últimos momentos, e lutar contra as forças Combine isoladas na Terra com os recursos limitados da resistência.
ou
Dominar o navio e tentar utilizar a avançada tecnologia de portais da Aperture Science a favor da humanidade, uma estratégia que Kleiner defende como potencialmente decisiva para a guerra, se os combines usarem a possível tecnologia de portais que existem Borealis, provavelmente eles irão tentar abrir um portal para o mundo superior e trazer mais de sua raça.
G-man aparentemente salvou Gordon sacrificando Eli indiretamente. Ele pode ter feito isso porque Eli sabia demais sobre ele e representava um risco. G-man não altera o futuro diretamente - sempre usa marionetes para realizar suas intenções.
A teoria principal sugere que quando Alyx passou a mensagem "prepare-se para consequências imprevistas" para seu pai, isso mudou as posições físicas deles no hangar. O G-man provavelmente previu que a língua do advisor mataria Gordon ou Alyx, não Eli, se as posições fossem diferentes. Para preservar seus "investimentos" (Gordon e Alyx), o G-man orquestrou essa mudança de posição, sacrificando Eli.
O fato de Gordon ver G-man se comunicando com Alyx (seja em outra dimensão ou pelo monitor) sugere que G-man queria que Gordon compreendesse sua participação neste plano. A fala de G-man sobre não desperdiçar investimentos indica que Eli tinha menos valor para ele que os outros.
Uma teoria alternativa propõe que G-man influenciou os advisors para atacarem o cérebro de Eli ao invés de Gordon, mas há menos evidências para isso.
Wallace Breen e as Origens do Conflito
Wallace Breen não fez acordo com os Combine antes da Ressonância em Cascata. Na verdade, Breen tinha conexões mais profundas com G-man do que se imaginava. Breen provavelmente agiu por ganância ao conduzir o experimento que causou o desastre de Black Mesa, aceitando algum contrato com G-man que prometia poder em troca.
Existe uma teoria popular de que Wallace não morreu realmente, mas teve sua consciência preservada em um advisor como hospedeiro. As evidências incluem os tweets enigmáticos de "BreenGrub" feitos por Marc Laidlaw e a aparição de um advisor não-incubado logo após o discurso gravado de Breen.
Sobre a perna de Eli Vance: segundo Marc Laidlaw, ele a perdeu enquanto ajudava Isaac Kleiner a entrar na Cidade 17. Kleiner teria pulado o muro primeiro, e um Bullsquid devorou a perna de Eli. Isso sugere que os arredores da Cidade 17 eram extremamente perigosos, com espécies alienígenas que posteriormente foram extintas.
Epistle 3
Em agosto de 2017, Marc Laidlaw (ex-escritor principal da série Half-Life que trabalhava na Valve) publicou em seu blog pessoal um texto chamado "Epistle 3". Esse texto rapidamente se tornou famoso entre os fãs de Half-Life por uma razão importante: parecia revelar o que teria sido a história planejada para Half-Life 2: Episode 3 ou Half-Life 3 como você preferir, um jogo que nunca foi lançado.
Basicamente o Epistle 3, É uma carta fictícia escrita por Gordon Freeman endereçada ao jogador. No texto, Laidlaw usou nomes alterados para todos os personagens e locais, mas os fãs rapidamente reconheceram que era uma versão levemente disfarçada da história que teria sido Half-Life 2: Episode 3.
Marc fez isso porque:
Ele já havia saído da Valve
Não podia legalmente divulgar detalhes oficiais do jogo
Trocou os nomes para evitar problemas legais
vamos dar uma olhada, no enredo.
“”
Caro jogador,
Espero que esta carta o encontre bem. Já consigo ouvir sua reclamação: "Gordon Freeman, não temos notícias suas há séculos!" Bem, se você se importa em ouvir desculpas, eu tenho muitas, a maior delas sendo que estive em outras dimensões e coisas do tipo, sem conseguir contatá-lo pelos meios habituais. Foi assim até 18 meses atrás, quando experimentei uma mudança crítica em minhas circunstâncias e fui redepositado nestas praias. Desde então, tenho conseguido pensar ocasionalmente sobre a melhor maneira de descrever os anos que se passaram, meus anos de silêncio. Primeiramente, peço desculpas pela espera e, feito isso, apresso-me em finalmente explicar (ainda que de forma breve, rápida e com pouquíssimos detalhes) os eventos subsequentes aos descritos em minha carta anterior ( denominada Episódio 2).
Para começar, como vocês devem se lembrar dos parágrafos finais da minha missão anterior, a morte de Eli Vance abalou a todos. A equipe da Resistência ficou traumatizada, sem saber ao certo o quanto do nosso plano poderia ser comprometido e se fazia algum sentido continuar como pretendíamos. E, no entanto, depois que Eli foi enterrado, encontramos força e coragem para nos reagrupar. Sua corajosa filha, a impetuosa Alyx Vance, tinha a firme convicção de que deveríamos continuar como seu pai desejava. Tínhamos as coordenadas do Ártico, transmitidas pela assistente de longa data de Eli, Dra. Judith Mossman, que acreditávamos marcar a localização do navio de pesquisa perdida, Borealis. Eli acreditava firmemente que o Borealis deveria ser destruída em vez de permitir que caísse nas mãos da Combine. Outros membros da nossa equipe discordaram, acreditando que o Borealis poderia conter o segredo do sucesso da revolução. De qualquer forma, os argumentos eram inúteis até encontrarmos o navio. Portanto, imediatamente após o velório ao Dr. Vance, Alyx e eu embarcamos em um helicóptero e partimos para o Ártico; uma equipe de apoio muito maior, principalmente milícia, seguiria em transporte separado.
Ainda não está claro para mim exatamente o que derrubou nossa pequena aeronave. As horas seguintes, passadas atravessando o deserto gélido em meio a uma nevasca, também são um borrão confuso, mal lembrado e mal definido. A próxima coisa de que me lembro claramente é da nossa aproximação final às coordenadas fornecidas pelo Dra. Mossman e onde esperávamos encontrar o Borealis. O que encontramos, em vez disso, foi uma complexa instalação fortificada, exibindo todas as características da sinistra tecnologia Combine. Ela circundava um grande campo aberto de gelo. Do Borealis em si, não havia sinal... ou não a princípio. Mas, à medida que nos infiltrávamos furtivamente na instalação Combine, notamos um efeito auroral recorrente e estranhamente coerente – como um vasto holograma aparecendo e desaparecendo de vista. Esse fenômeno bizarro inicialmente parecia um efeito causado por um imenso sistema de lentes Combine; Alyx e eu logo percebemos que o que estávamos vendo era o própria navio de pesquisa Borealis, entrando e saindo da existência no foco dos dispositivos Combine. Os alienígenas haviam erguido seu complexo para estudar e apreender sobre o navio assim que ele se materializasse.
O que a Dra. Mossman havia fornecido não eram as coordenadas de onde o navio estava localizado, mas sim de onde estava previsto que chegasse. O navio oscilava para dentro e para fora da nossa realidade, seus pulsos estavam gradualmente se estabilizando, mas não havia garantia de que se estabilizaria por muito tempo – ou de forma alguma. Determinamos que deveríamos nos posicionar para abordá-lo no instante em que se tornasse completamente físico.
Nesse ponto, fomos brevemente detidos – não capturados pela Combine, como temíamos a princípio, mas por lacaios de nosso antigo inimigo, o conivente e dissimulado Wallace Breen. O Dr. Breen não estava como o havíamos visto da última vez – ou seja, não estava morto. Em algum momento, a Combine havia salvo uma versão anterior de sua consciência e, após sua morte física, eles imprimiram a personalidade reserva em um espaço biológico semelhante a uma larva enorme. A Larva Breen, apesar de ocupar uma posição de relativo poder na hierarquia Combine, parecia nervosa e particularmente assustada comigo. Wallace não sabia como sua encarnação anterior, o Dr. Breen original, havia morrido. Ele sabia apenas que eu era o responsável. Portanto, a larva nos tratou com grande cautela. Mesmo assim, ele logo confessou (nunca conseguindo ficar em silêncio por muito tempo) que era prisioneiro dos Combine. Ele não sentia prazer em sua atual existência grotesca e implorou que acabássemos com sua vida. Alyx acreditava que uma morte rápida era mais do que Wallace Breen merecia, mas, por minha parte, senti um pouco de pena e compaixão. Sem a vista de Alyx, eu poderia ter feito algo para apressar a morte da larva antes de prosseguirmos.
Não muito longe de onde havíamos sido detidos pelo Dr. Breen, encontramos Judith Mossman presa em uma cela de interrogatório da Combine. As coisas estavam tensas entre Judith e Alyx, como se poderia imaginar. Alyx culpava Judith pela morte do pai... notícia que Judith ficou devastada ao ouvir pela primeira vez. Judith tentou convencer Alyx de que ela havia sido uma agente dupla a serviço da resistência o tempo todo, fazendo apenas o que Eli lhe pedira, mesmo sabendo que isso significava que ela corria o risco de ser vista por seus pares – por todos nós – como uma traidora. Eu estava convencido; Alyx, nem tanto. Mas, de um ponto de vista pragmático, dependíamos da Dra. Mossman; pois, além das coordenadas do Borealis, ela possuía chaves de ressonância que seriam necessárias para trazer o navio completamente ao nosso plano de existência.
Entramos em conflito com soldados da Combine que protegiam um posto de pesquisa Combine, e então o Dr. Mossman sintonizou o Borealis precisamente nas frequências necessárias para trazê-lo à (breve) coerência. No curto espaço de tempo disponível, subimos a bordo do navio, com um número desconhecido de agentes da Combine logo atrás. O navio estabilizou por apenas um curto período, e então suas oscilações recomeçaram. Era tarde demais para nosso próprio apoio militar, que chegou e se juntou às forças da Combine na batalha no momento em que nos reencontrávamos entre universos, mais uma vez desacoplados.
O que aconteceu em seguida é ainda mais difícil de explicar. Alyx Vance, Dr. Mossman e eu buscamos o controle do navio – sua fonte de energia, sua sala de controle, seu centro de navegação. A história do navio provou ser não linear. Anos antes, durante a invasão da Combine, vários membros de uma equipe científica anterior, trabalhando no casco de um navio atracada no Centro de Pesquisa Científica da Aperture, em Michigan, montaram o que chamaram de Dispositivo Bootstrap. Se funcionasse como planejado, emitiria um campo grande o suficiente para circundar o navio. Esse campo então viajaria instantaneamente para qualquer destino escolhido, sem precisar cobrir o espaço intermediário. Não havia necessidade de portais de entrada ou saída, ou quaisquer outros dispositivos; era totalmente independente.
Infelizmente, o dispositivo nunca havia sido testado. Enquanto os Combine empurrava a Terra para a Guerra das Sete Horas, os alienígenas tomaram o controle de nossas instalações de pesquisa mais importantes. A equipe do Borealis, sem outro desejo senão manter o navio fora das mãos dos Combine, agiu em desespero. Eles ligaram o campo e lançaram o Borealis em direção ao destino mais distante que podiam atingir: o Ártico. O que não perceberam foi que o Dispositivo Bootstrap viajava no tempo e também no espaço.
Tampouco se limitava a um tempo ou a um local. O Borealis, e o momento de sua ativação, estavam esticados através do espaço e do tempo, entre o quase esquecido Lago Huron da Guerra das Sete Horas e o atual Ártico; estava esticado como um elástico, vibrando, exceto onde, em certos pontos ao longo de seu comprimento, era possível encontrar pontos imóveis, como os pontos harmônicos ao longo de uma corda de violão vibrante. Um desses harmônicos foi onde embarcamos, mas a corda correu para frente e para trás, tanto no tempo quanto no espaço, e logo fomos puxados em todas as direções.
O tempo ficou confuso. Olhando da ponte, podíamos ver as docas secas da Aperture Science no momento do teletransporte, no momento em que as forças Combine se aproximavam por terra, mar e ar. Ao mesmo tempo, podíamos ver as terras devastadas do Ártico, onde nossos amigos lutavam para chegar ao Borealis; e, além disso, vislumbres de outros mundos, em algum lugar no futuro talvez, ou mesmo no passado. Alyx se convenceu de que estávamos vendo uma das principais áreas de preparação dos Combine para invadir outros mundos – como o nosso. Enquanto isso, travávamos uma batalha contínua por toda o navio, perseguidos pelas forças Combine. Lutávamos para entender nossa situação e concordar com nosso curso de ação. Poderíamos alterar o curso do Borealis? Deveríamos encalhá-la no Ártico, dando aos nossos colegas a chance de estudá-lo? Deveríamos destruí-la com todos a bordo, incluindo os nossos? Era impossível manter um pensamento coerente, dados os loops temporais desconcertantes e paradoxais, que atravessavam o navio como bolhas. Eu senti que estava ficando louco, que todos nós estávamos confrontando inúmeras versões de nós mesmos, naquele navio que era meio navio fantasma, meio casa de diversões de pesadelo.
No fim das contas, tudo se resumia a uma escolha. Judith Mossman argumentou, razoavelmente, que deveríamos salvar o Borealis e entregá-lo à resistência, para que nossos pares inteligentes pudessem estudar e controlar seu poder. Mas Alyx me lembrou que ela havia jurado honrar a exigência do pai de que destruíssemos o navio. Ela elaborou um plano para fazer o Borealis se autodestruir, enquanto o conduzia até o coração da invasão Combine. Judith e Alyx discutiram. Judith dominou Alyx e trouxe a área do Borealis, preparando-se para desligar o Dispositivo Bootstrap e pousar a nave no gelo. Então ouvi um tiro e Judith caiu. Alyx havia decidido por todos nós, ou sua arma. Com a morte da Dra. Mossman, estávamos comprometidos com o mergulho suicida. Sombriamente, Alyx e eu armamos o Borealis, criando um míssil viajante do tempo, e o guiamos para o coração do centro de comando da Combine.
Nesse ponto, como você sem dúvida não ficará surpreso ao ouvir, uma Certa Figura Sinistra apareceu, na forma daquele trapaceiro sarcástico, G-Man. Pela primeira vez, ele não apareceu para mim, mas para Alyx Vance. Alyx não via o enigmático ser desde a infância, mas o reconheceu instantaneamente. "Venha comigo agora, temos lugares para estar e coisas para fazer", disse G-Man, e Alyx concordou. Ela seguiu o estranho homem para fora do Borealis, para fora da nossa realidade. Para mim, não havia nenhuma porta conveniente aberta; apenas uma risadinha e um olhar de debochado. Fiquei sozinho, viajando na nave de pesquisa armada para o coração de um mundo Combine. Uma luz imensa brilhou. Tive uma visão cósmica de uma esfera brilhantemente cintilante. A vastidão do poder da Combine, a futilidade da nossa luta, floresceram brevemente em minha consciência. Eu vi tudo. Principalmente, eu via como o Borealis, nossa arma mais poderosa, seria vista como menos que uma cabeça de fósforo ao se desfazer. E o que restasse de mim seria ainda menos que isso.
Nesse momento, como você certamente já previu, os Vortigaunts abriram suas próprias cortinas xadrezes de realidade, estenderam a mão como já fizeram em ocasiões anteriores, me arrancaram e me colocaram de lado. Mal consegui ver os fogos de artifício começarem.
E aqui estamos. Falei do meu retorno a esta costa. Foi um caminho tortuoso para terras que um dia conheci, e surpreendente ver o quanto o terreno mudou. Tempo suficiente se passou para que poucos se lembrem de mim, ou do que eu estava dizendo quando falei pela última vez, ou do que precisamente esperávamos realizar. Neste ponto, a resistência terá falhado ou tido sucesso, não graças a mim. Velhos amigos foram silenciados ou deixados para trás. Não conheço nem reconheço mais a maioria dos membros da equipe de pesquisa, embora acredite que o espírito de rebelião ainda persista. Espero que você saiba melhor do que eu o curso de ação apropriado, e deixo você com isso. Não espere mais correspondência minha sobre esses assuntos; este é meu episódio final.
Seu em finalidade infinita,
Gordon Freeman, Ph.D. '''
E é assim que termina o enredo vazado de HalfLife 2: episódio 3.
Marc Laidlaw se aposentou da Valve em janeiro de 2016, após 18 anos na empresa. Com o tempo passando e nenhum anúncio oficial sobre a continuação de Half-Life, os fãs ficavam cada vez mais frustrados.
Então em agosto de 2017, sem qualquer aviso prévio, Laidlaw publicou o "Epistle 3" em seu blog pessoal. O site acabou caindo devido ao enorme tráfego quando a notícia se espalhou.
Pontos importantes para entender:
1) Não é oficial - É a visão pessoal de Laidlaw sobre como poderia ter sido a história, não representa necessariamente o que a Valve teria feito.
2) É uma ideia do escritor - Representa os pensamentos de Laidlaw sobre como a história deveria continuar, baseado em seu conhecimento como escritor principal.
3) Não é um roteiro completo - É apenas um esboço da história, não contém detalhes sobre gameplay ou níveis específicos.
4) Foi uma forma de dar "fechamento" - Muitos interpretaram o gesto de Laidlaw como uma forma de dar aos fãs algum tipo de conclusão para uma história que ficou inacabada por mais de uma década.
O Epistle 3 se tornou tanto uma fonte de satisfação quanto de tristeza para a comunidade de Half-Life: finalmente tinham uma ideia de como a história continuaria, mas também era um lembrete doloroso de um jogo que provavelmente nunca seria feito.
Half-Life:alyx
Half-Life: Alyx apresenta uma abordagem única na série por criar um universo paralelo.
G-Man estava desapontado com Gordon Freeman como recruta. Enquanto observava de longe, teve uma ideia: contratar Alyx Vance em vez de Gordon. Para isso, precisava de uma forma de motivá-la a aceitar seus termos, mas primeiro precisava testá-la. Usando seus poderes de manipulação temporal, G-Man viajou cinco anos para o passado, quando Alyx tinha 19 anos e era mais influenciável. Porém, algo inesperado aconteceu:
O Combine já conhecia G-Man e suas habilidades. Quando ele apareceu em um complexo de apartamentos ao alcance deles, aproveitaram esta rara oportunidade. Usaram sua tecnologia mais avançada - uma estrutura chamada o Cofre para capturá-lo.
Este momento crucial criou uma alteração na linha do tempo original de Half-Life. Com esta vitória significativa, o Combine manteve o Cofre suspenso acima da Zona de Quarentena na Cidade 17 e compartilhou informações sobre o uso do Cofre em sua rede interna. Esta captura de G-Man é o evento que inicia os eventos de Half-Life: Alyx, criando uma realidade alternativa onde Alyx terá que enfrentar desafios que eventualmente a levarão até G-Man, alterando permanentemente sua conexão com a linha do tempo principal da série.
Em um ataque a uma instalação do Combine, Eli Vance e Russell (outro membro da resistência) buscavam equipamentos, suprimentos e informações para ajudar sua causa. Durante esta invasão, Russell acessou um sistema do Combine e descobriu informações sobre algo chamado o Cofre, embora os dados fossem muito limitados para entender o que realmente era.
Este acesso ao arquivo alertou o Combine sobre a localização deles, que enviou tropas para capturá-los. Era exatamente o que G-Man havia planejado. Eli acabou sendo capturado por unidades do Combine, e Alyx tentou resgatá-lo, mas também foi presa. Felizmente, Russell conseguiu libertá-la, e juntos eles trabalharam para resgatar Eli.
Durante sua jornada pela Zona de Quarentena que estava infestada por criaturas de Xen, Alyx usou as luvas de gravidade de Russell e armas que encontrou para alcançar seu pai. No caminho, ela conheceu um Vortigaunt chamado Gary, que havia sofrido danos cerebrais e parecia ter algum tipo de conexão com um grande evento futuro na vida de Alyx: a morte de Eli. Alyx não compreendeu o significado disso e eventualmente conseguiu descarrilar um trem Combine e resgatar seu pai.
Livres da captura, Eli e Russell analisaram mais profundamente os planos que haviam roubado sobre o Cofre, teorizando que poderia ser algum tipo de super arma. Eli enviou Alyx para investigar mais, enquanto as palavras enigmáticas de Gary ecoavam em sua cabeça: "Siga a Estrela do Norte."
Evitando as forças Combine, Alyx viu o Cofre pela primeira vez: uma estrutura gigantesca flutuando no meio da Zona de Quarentena, conectada à cidade por vários cabos. Ela descobriu uma subestação do Cofre conectada a um hotel abandonado chamado "Estrela do Norte". Seguindo as palavras de Gary, ela entrou no hotel, combateu a infestação Xeniana, e alcançou a subestação.
Ali, Alyx fez uma descoberta perturbadora: a estação era alimentada por um Vortigaunt aprisionado, cuja essência natural de energia Vort era absorvida e enviada para o Cofre. Em seu caminho, ela encontrou mais subestações e libertou os Vortigaunts presos dentro delas.
Conforme avançava por áreas infestadas de Antlions, Eli contatou Alyx com mais informações sobre o Cofre. Eli e Russell agora acreditavam que não era uma super arma, mas uma prisão, e qualquer coisa que os Combine mantinha lá dentro era extremamente perigosa.
Alyx ouviu uma conversa entre um cientista do Combine e um Advisor, discutindo quem estava no Cofre: alguém que sobreviveu ao incidente de Black Mesa e desapareceu logo depois. Imediatamente, Eli e Russell concluíram que se tratava de Gordon Freeman, o herói de Black Mesa (que nesta linha do tempo, ainda estava desaparecido). Se conseguissem resgatá-lo, seria uma grande vitória para a resistência. Por fim, todos os Vortigaunts nas subestações foram libertados, deixando o Cofre sem energia.
Após a libertação dos Vortigaunts nas subestações, um gerador de backup entrou em operação, mantendo o Cofre suspenso no céu.
Alyx então dirigiu-se ao cais do Cofre e tentou trazê-lo manualmente, mas acabou fazendo-o cair ao chão. Quando Alyx entrou no Cofre, ela lutou até chegar à câmara central onde descobriu um homem congelado no tempo, mantido prisioneiro pela energia Vortigaunt roubada. Ainda acreditando que este era Gordon Freeman, Alyx usou as luvas de gravidade para manipular a energia do Vortex ao redor e quebrar a jaula. Surpreendentemente, o prisioneiro não era Gordon, mas sim o G-Man. Finalmente livre, ele encontrou-se cara a cara com sua potencial nova contratada. Alyx havia passado em seu teste, e ele tinha uma oferta que ela não poderia recusar.
G-Man ofereceu a Alyx um "empurrão" (alteração pontual da realidade) como recompensa por libertá-lo. Quando ela pediu que os Combine fosse removido da Terra, ele respondeu que isso seria "demais para um empurrão". Em vez disso, ele mostrou a ela algo que ela ainda não sabia que queria: a cena da morte de seu pai, Eli Vance, que aconteceria no futuro (no final de Half-Life 2: Episode 2).
Profundamente abalada pela visão, Alyx aceitou o poder de mudar esse destino. Suas mãos se encheram com energia Vortigaunt, e ela atacou através do espaço e do tempo o Advisor do Combine antes que pudesse matar seu pai. Ela reagiu exatamente como G-Man esperava, passando no teste assim como Gordon e Adrian Shepard haviam feito em Black Mesa.
G-Man então revelou a Alyx que tinha outro empregado (Gordon), que estava "relutante ou incapaz" de agir como esperado, devido à interferência dos Vortigaunts. Com Alyx agora ao seu alcance, G-Man a removeu do momento logo após salvar seu pai e a colocou em estase como sua nova recruta.
Com seu plano bem-sucedido, G-Man retornou ao presente - o momento após o final de Half-Life 2: Episode 2, mas agora alterado. Nesta nova realidade, Eli Vance sobreviveu ao ataque do Advisor, mas Alyx desapareceu misteriosamente.
Eli instantaneamente percebeu que G-Man teve participação no desaparecimento súbito de sua filha. Em um momento decisivo, Eli entregou uma barra de ferro a Gordon Freeman, declarando: "Nós temos trabalho a fazer."
Após este ponto, o destino de todos os personagens principais permanece desconhecido: Gordon, Eli, Dog, Isaac Kleiner, Barney Calhoun, Judith Mossman, Lamar Headcrab, o resto da resistência, os Combine, G-Man e seus misteriosos empregadores.
Portal 2
Muitos anos no futuro, As Instalações da Aperture Science continuava funcionando, os Combine jamais conseguiram acessar. Mesmo na ausência de GLaDOS, os sistemas persistiam, mantidos por um protocolo de teste de emergência programado para tempos de cataclismos.
Robôs autônomos, operando com meros 1,1 volts, vagavam pelos corredores deteriorados. A natureza invadiu partes das instalações, devido a falta de manutenção, infiltrando-se entre painéis e circuitos do Centro de Enriquecimento.
Entre estes robôs, um núcleo de personalidade chamado Wheatley desenvolveu uma curiosidade sobre o mundo exterior. O que restaria além das paredes da Aperture? Em sua busca por respostas, decidiu que precisava de ajuda humana. Foi nas câmaras de relaxamento a longo prazo que encontrou sua oportunidade – uma mulher ainda viva, adormecida em estase. Seu nome: Chell.
50 dias após seu último despertar, Chell foi acordada para realizar exercícios obrigatórios. A rotina era simples: levantar, realizar tarefas básicas, voltar a dormir.
Não se sabe exatamente quando Portal 2 acontece, tudo o que sabemos é que a história se passa muitos anos após o primeiro jogo, como Doug Rattman havia mencionado: Chell permaneceria adormecida por tempo indeterminado, poderia ser 1 ano poderiam ser 100.
Quando Chell acorda mais uma vez, o computador tenta informar quanto tempo ela passou dormindo, mas o sistema falha e diz apenas uma série de noves. Muitos fãs tentam interpretar esses números, mas provavelmente é só uma pane no sistema mesmo, deixando o tempo real em aberto para os criadores terem mais liberdade na história.
Logo depois, Wheatley aparece e avisa Chell que a energia de backup parou de funcionar e que o reator vai derreter em breve. Com medo de ser culpado pelo desastre, ele decide fugir da instalação e pede ajuda para Chell, dizendo que ela precisa encontrar algo muito importante para conseguirem escapar.
Enquanto caminham pelo complexo, é possível ver como o lugar está completamente arruinado pelo tempo que passou. Wheatley então revela que Chell precisa recuperar sua arma de portais (Portal Gun). Depois que ela pega o dispositivo de volta, Wheatley se solta dos trilhos e comenta que agora eles têm que passar pela câmara "dela".
Essa câmara era o local onde GLaDOS estava morta e destruída. Wheatley tenta ativar a cápsula de fuga usando o painel de controle central, mas acaba fazendo besteira e religa GLaDOS por acidente.
Na mesma hora, a inteligência artificial desperta, destrói Wheatley e obriga Chell a voltar para as câmaras de teste. Ela ainda faz um comentário sarcástico, dizendo que se foi a própria Chell quem a acordou, então ela deve estar com saudades dos experimentos.
Nas câmaras de teste, Chell encontra equipamentos que não existiam antes: lasers que podem ser redirecionados, pontes feitas de luz sólida e géis coloridos com efeitos especiais - cada um com suas próprias propriedades únicas.
Enquanto resolve os puzzles, algo interessante acontece. Wheatley aparece rapidamente através de um painel, mostrando que GLaDOS não conseguiu eliminá-lo completamente.
Por causa do estado deteriorado da instalação, é possível encontrar mais desenhos e rabiscos de Doug Rattman espalhados pelos cantos esquecidos do complexo. Um dos easter eggs mais fascinantes do jogo envolve um rádio que está tocando o instrumental de "Still Alive" - a famosa canção do primeiro jogo, e quando levado até um dos esconderijos de Doug, começa a emitir sons estranhos e distorcidos. Alguns jogadores mais curiosos descobriram que esses ruídos, quando processados por um programa que decodifica sons em imagens, revelam uma imagem enigmática escondida no áudio desta transmissão.
A imagem consiste em um Companion cube (muito parecido com o de Doug) na lua, com uma vista da terra e do espaço ao fundo. E logo em seguida desbloqueamos também o Achievement “Transmissão Final”.
Essa descoberta levanta uma questão intrigante: será que Doug Rattman sobreviveu e com a ajuda da Portal Gun foi para a Lua ? Bem, Os indícios espalhados pelo jogo sugerem que talvez ele tenha conseguido sobreviver mais tempo do que imaginávamos, deixando essas pistas para quem fosse esperto o suficiente para encontrá-las.
Em uma das câmaras seguintes, Wheatley reaparece gritando para Chell que está bem e tenta explicar rapidamente como conseguiu sobreviver ao ataque de GLaDOS. Enquanto isso acontece, a protagonista continua resolvendo os puzzles usando as plataformas móveis.
Durante esses momentos, GLaDOS faz um comentário intrigante: ela diz ter visto pessoas do lado de fora das instalações - algo que pode ser verdade ou simplesmente uma tentativa de manipular Chell.
Wheatley aparece mais algumas vezes, sempre prometendo que vai encontrar um jeito de tirar os dois dali. GLaDOS revela que em certo momento, descobriu nos arquivos da empresa duas pessoas que tinham o mesmo sobrenome de Chell - um homem e uma mulher. Essa coincidência sugere que Chell provavelmente era filha de algum funcionário da Aperture Science.
A teoria fica ainda mais forte quando encontramos evidências concretas: um projeto do evento "Traga sua Filha para o Trabalho" assinado pela própria Chell. O mais irônico é que o experimento que ela fez quando criança parece ter sido justamente o que deu origem a boa parte da vegetação que agora cresce selvagem pelas instalações abandonadas. Além disso em portal 1, GLaDOS comenta logo no inicio do jogo que o dia "Traga sua Filha para o Trabalho" seria uma ótima oportunidade para testa-la.
Enquanto Chell continua passando pelas câmaras de teste, GLaDOS não perde a oportunidade de usar as informações sobre os pais dela, fazendo comentários maldosos sobre a família de Chell, tentando desestabilizá-la emocionalmente durante os experimentos.
Wheatley reaparece em alguns momentos, pedindo para Chell ter paciência e aguentar mais um pouco. Finalmente, depois de algumas câmaras, ele consegue tirá-la de lá e explica seu plano para derrubar GLaDOS de uma vez por todas.
Os dois começam uma missão de sabotagem pelas partes escondidas da Aperture Science, atacando os sistemas de defesa da inteligência artificial de forma estratégica:
- Eles alteram a linha de produção das torretas. Modificam a programação para que a fábrica aceite apenas torretas com defeito, que não conseguem atirar direito.
- Em seguida, partem para destruir o gerador de neurotoxina, cortando o acesso de GLaDOS ao seu método preferido de eliminar pessoas.
Com as defesas sabotadas, eles voltam à câmara principal e pegam GLaDOS completamente desprevenida. Sem suas torretas funcionais e sem a neurotoxina, ela fica praticamente indefesa. Seguindo o plano até o fim, eles forçam uma transferência de núcleo. A ideia era que Wheatley facilitasse a fuga dos dois.
Mas algo dá errado. Assim que assume o controle total, Wheatley muda completamente. O poder sobe à cabeça dele de forma assustadora, e ele começa a tratar Chell com irritação e desprezo. Quando GLaDOS faz um comentário de que ele não fez nada sozinho e que foi Chell quem fez todo o trabalho pesado, Wheatley fica furioso.
Então como vingança, Wheatley transfere GLaDOS para uma bateria de batata, reduzindo-a a sua forma mais humilhante e impotente. GLaDOS, mesmo neste estado lamentável, continua as provocações e revela uma verdade devastadora: os cientistas da Aperture haviam criado Wheatley especificamente como um "núcleo burro", projetado para limitar a inteligência de GLaDOS através de um fluxo constante de ideias tolas e distrações.
Basicamente ele havia sido feito para ser um imbecil.
Esta revelação sobre sua verdadeira natureza e propósito faz Wheatley ficar furioso. Em um acesso de raiva, ele arremessa GLaDOS (agora na forma de batata) no elevador onde Chell estava. E cego pela fúria, ele golpeia repetidamente o elevador onde Chell estava, fazendo as duas caírem em queda livre para as profundezas esquecidas da Aperture Science.
Após a queda, Chell e GLaDOS estão nos antigos laboratórios subterrâneos da Aperture Science, mas acabaram caindo em lugares diferentes durante a queda. Chell consegue acessar as câmaras de teste abandonadas décadas atrás, onde é guiada por mensagens pré-gravadas de Cave Johnson e sua assistente Caroline.
Na câmara inicial, ouvimos Johnson explicar que apenas os melhores candidatos eram selecionados para os testes. À medida que avança, Chell encontra câmaras mais recentes da década de 70, quando a Aperture já enfrentava sérias dificuldades financeiras.
Durante essa parte do jogo, encontramos mais uma referência à Black Mesa. Cave Johnson, o fundador da Aperture, demonstra claramente sua irritação em relação à concorrente, acreditando firmemente que eles roubaram suas ideias e tecnologias inovadoras.
Johnson também expressa seu descontentamento com a situação financeira da empresa, que o forçou a tomar decisões questionáveis - como contratar moradores de rua como cobaias para os experimentos.
Em um canto mais isolado dessa área, é possível encontrar uma doca vazia e abandonada. E se olharmos para o lado vemos que tem uma boia salva-vidas com o nome borealis, Então nos é revelado que foi aqui o lugar onde o famoso navio quebra gelo borealis foi construído e desapareceu posteriormente das instalações da Aperture.
Chell reencontra GLaDOS sendo atacada por corvos e a salva. A IA, agora humilhada e enfraquecida, propõe uma aliança: precisam impedir Wheatley de controlar as instalações, pois sua incompetência acabaria destruindo tudo. Se ela colocasse GLaDOS de volta no comando em troca, ela promete libertar Chell.
Para carregar GLaDOS, Chell a espeta em sua Portal Gun. Quando GLaDOS ouve as gravações de Cave Johnson e Caroline pela primeira vez, ela reage de forma estranha, prevendo as respostas de Caroline antes de ouvir as gravações, e depois "pifando" por forçar demais o raciocínio.
Algo curioso acontece com GLaDOS. Ela começa a lembrar de quando era Caroline, a assistente de Cave Johnson. Essas memórias mexem com ela de um jeito estranho - mesmo mantendo aquele jeito sarcástico de sempre, ela fica menos agressiva com Chell e até demonstra algo parecido com amizade.
Vale lembrar que GLaDOS desenvolveu um medo de pássaros, devido a estar indefesa na forma de batata quando um corvo a estava comendo. Nas gravações espalhadas pelo local, Cave Johnson fala sobre como o envenenamento por poeira de rocha lunar - o mesmo material dos géis - acabaria matando ele.
Uma gravação mostra Johnson explicando que os testes ficaram muito melhores quando pararam de usar cobaias de fora e começaram a usar os próprios funcionários da empresa. Dá pra ver o quanto a Aperture estava desesperada nos seus últimos dias.
A virada acontece quando GLaDOS encontra um pôster velho com instruções de emergência. O cartaz explicava o que fazer se uma inteligência artificial saísse do controle: falar um paradoxo para ela, causando uma pane no sistema e desligando ela. GLaDOS percebe na hora que essa pode ser a solução para parar Wheatley, já que nenhuma IA consegue lidar com paradoxos lógicos.
Para voltar aos andares de cima, Chell abre uma escotilha que se conecta com os bombeadores dos géis de mobilidade - feitos justamente com as rochas lunares do Cave Johnson. Assim, as duas conseguem retornar aos setores mais novos da instalação.
Quando chegam aos níveis superiores, encontram Wheatley dando ordens para uma mistura estranha de Companion Cube e torretas defeituosas, tentando administrar a instalação, mas fazendo tudo de forma desorganizada. Obcecado em criar novas salas de teste e robôs constantemente, ele acabou negligenciando algo crucial: a manutenção dos reatores nucleares, que agora estão perigosamente próximos do derretimento.
GLaDOS decide colocar seu plano em ação e tenta confundir Wheatley com um paradoxo, esperando que isso travasse o sistema dele. Mas a estratégia não funciona - Wheatley é simplesmente burro demais para entender o paradoxo, então ele nem se abala com a tentativa. Irritado, mas ainda no controle, ele força Chell a continuar passando por suas câmaras de teste mal projetadas.
A situação fica mais interessante quando chegam à câmara 15. Wheatley, num momento de raiva, acaba destruindo uma parede sem querer e criando uma saída que não estava nos planos. Nesse momento, algo inesperado acontece: um robô estranho aparece e foge rapidamente da área.
Durante todo esse processo, Wheatley não para de falar sobre uma "surpresa" especial que preparou para o final. Mas com vários acidentes acontecendo e ele soltando comentários suspeitos, GLaDOS começa a desconfiar que ele provavelmente quer matar as duas.
Finalmente, Wheatley revela qual é a tal "surpresa" que tanto mencionou: o programa de testes cooperativos. Ele mostra dois robôs construídos especificamente para fazer os experimentos - Atlas e P-body (o robô que vimos anteriormente). GLaDOS explica que começou a construir esses robôs depois que Chell escapou pela segunda vez, para não precisar mais depender de humanos nos testes.
Agora que tem substitutos mecânicos, Wheatley decide que não precisa mais de Chell e planeja simplesmente matá-la. Mas ela consegue escapar aproveitando um vazamento de Conversion Gel e foge com GLaDOS pelas instalações em ruínas.
Durante a fuga, GLaDOS faz um comentário: Ela diz que entende por que Chell não confia em colocá-la de volta no poder - tem medo de ser traída novamente. Mas GLaDOS explica algo interessante: ao longo de sua existência, os cientistas foram adicionando vários núcleos que controlavam seu comportamento, fazendo com que ela ouvisse múltiplas vozes na cabeça o tempo todo. Agora, pela primeira vez, ela estava ouvindo apenas uma voz - a própria - e isso a deixava assustada.
As duas conseguem chegar a um depósito cheio de núcleos de personalidade defeituosos. GLaDOS planeja usar esses núcleos para forçar mais uma transferência e recuperar o controle da instalação. Chell a conecta no painel central e o plano começa: enquanto ela redireciona as bombas na direção de Wheatley, GLaDOS envia os núcleos corruptos para serem acoplados nele.
Depois que Chell consegue instalar o terceiro núcleo corrompido em Wheatley, ela precisa apertar o botão de impasse para iniciar a transferência. Mas ele já esperava por isso e coloca várias armadilhas ao redor do botão para impedi-la.
Nesse momento, o derretimento do reator nuclear atinge um ponto perigoso. A sala toda começa a tremer violentamente e parte do teto desaba, criando um buraco enorme que mostra o céu noturno - e através dele, é possível ver a lua brilhando lá fora.
É aí que Chell tem uma ideia brilhante. Ela se lembra das palavras de Cave Johnson sobre como criou o gel de conversão usando rochas lunares, justamente porque elas eram excelentes condutores para portais. Usando suas últimas forças e munição, ela mira na lua e dispara um portal.
O resultado é imediato e devastador: o vácuo do espaço começa a sugar tudo que está na sala. Chell se agarra em Wheatley para não ser puxada para o espaço, enquanto GLaDOS aproveita o caos para completar a transferência de núcleo e recuperar o controle total da instalação.
Assim que assume o comando novamente, GLaDOS age rapidamente para estabilizar os reatores e evitar o colapso total. Em seguida, acontece algo surpreendente: em vez de deixar Chell ser sugada para o espaço, ela a resgata, puxando-a de volta para dentro da instalação. Wheatley, por outro lado, é jogado no vácuo espacial, e GLaDOS fecha o portal logo depois.
No dia seguinte, Chell acorda e encontra GLaDOS completamente restaurada ao seu corpo original. Ao lado dela estão Atlas e P-Body, os dois robôs criados para o programa de testes cooperativos.
GLaDOS agradece a Chell por tê-la ajudado a redescobrir suas emoções humanas durante toda essa jornada. Ela revela ter finalmente entendido de onde vinham esses sentimentos: a personalidade de Caroline estava integrada em seus sistemas desde o início.
GLaDOS confessa que o contato com as memórias de Caroline lhe ensinou algo importante - que Chell era, ironicamente, sua melhor amiga. É uma revelação surpreendente, considerando toda a hostilidade que marcou o relacionamento das duas.
Mas então GLaDOS diz que descobriu exatamente em qual parte de sua memória a personalidade de Caroline estava armazenada. E sem hesitar, ela deleta essa parte de si mesma. Com esse ato, GLaDOS efetivamente elimina sua própria humanidade e volta a ser a inteligência artificial fria de antes.
Imediatamente, ela retorna à sua personalidade anterior e comenta com frieza que tentar matar Chell se provou uma tarefa extremamente difícil e que sua vida era muito mais simples antes da chegada dela. GLaDOS dá a entender que agora vai focar nos testes com Atlas e P-Body, e finalmente decide libertar a protagonista.
Enquanto Chell sobe no elevador em direção à superfície, várias torretas aparecem de forma orquestrada ao longo do caminho. Mas em vez de atacá-la, elas cantam uma bela música de despedida em italiano - "Cara Mia Addio" (Minha Querida, Adeus).
Quando finalmente atinge a superfície, Chell encontra-se em um vasto campo de trigo sob um céu azul - sua primeira visão genuína do mundo exterior após anos de confinamento. Enquanto contempla sua nova liberdade, ouve um barulho atrás de si. Ao olhar para trás, Chell presencia o Companion Cube que havia jogado no incinerador lá no primeiro jogo, sendo jogado pela porta da saída, que em seguida se fecha com força.
O jogo não revela explicitamente o paradeiro de Chell ou para onde ela foi depois desse momento. No entanto, considerando que Portal 2 parece se passar muito tempo no futuro de Half Life 2, é possível que o mundo já esteja mais tranquilo e sem a presença opressora dos Combine na Terra.
Em Half-Life 2, os Combine fizeram uma bagunça danada na Terra. Eles criaram uns portais debaixo d'água que sugaram toda as águas dos oceanos. Por isso, no jogo você vê que os mares estão bem vazios.
Já em Portal 2, quando vemos a Terra lá do espaço, os oceanos estão cheios de água de novo, como se nada tivesse acontecido. Além disso, quando Chell é libertada do complexo, vemos que tudo parece calmo e normal. Não tem guerra, não tem destruição, não tem nada de anormal. E até mesmo dentro do laboratório você vê passarinhos voando por aí, mas não vê nenhum alien. Isso é estranho, né? Se ainda tivesse invasão, não ia ter passarinho solto assim.
Juntando tudo isso, parece que Portal 2 se passa num futuro bem distante, onde a humanidade já ganhou a guerra contra os aliens e a Terra voltou ao normal. Os oceanos se encheram de novo, a vida selvagem voltou, e não tem mais nenhum invasor por aí.
Mas pode ser também que a Valve simplesmente não pensou nesse detalhe e acabou passando batido a terra com agua nos mares. Aí seria só um errinho mesmo, sem significado especial.
Durante os créditos, GLaDOS canta "Want You Gone", uma música que reflete sobre os eventos de Portal 2 de maneira semelhante à icônica "Still Alive" do primeiro jogo.
Na cena final após os créditos, encontramos Wheatley flutuando no vácuo do espaço junto com o núcleo de personalidade do espaço. Wheatley expressa arrependimento por suas ações, dizendo que mudaria as coisas se pudesse voltar.
Muitos fãs de Portal desenvolveram a teoria de que Caroline seria a mãe de Chell. Embora não seja possível comprovar definitivamente essa teoria, ela apresenta elementos coerentes que merecem consideração:
Na comovente "Cara Mia Addio" (a canção das torretas em italiano), supostamente também interpretada por GLaDOS, surgem frases como "filha querida" (cara mia) e "minha pequena garota" (bambina), Considerando que GLaDOS possui a personalidade de Caroline integrada, esse tratamento pode ser interpretado como uma influência materna, mesmo após GLaDOS afirmar ter deletado Caroline.
Após a libertação de Chell, GLaDOS retorna ao seu propósito primordial de conduzir experimentos científicos nas instalações da Aperture Science. Desta vez, porém, ela utiliza Atlas e P-Body. O verdadeiro objetivo de GLaDOS não é simplesmente testar por diversão científica, mas usar estes robôs para rastrear e localizar discos contendo informações cruciais sobre as últimas cobaias humanas em hibernação dentro da Aperture science.
Capítulo 1: Calibração
O primeiro capítulo funciona como uma introdução aos personagens e aos fundamentos da jogabilidade cooperativa.
Comunicação e coordenação entre os robôs
Passagem de objetos entre os dois personagens
Uso complementar dos portais de cada um para criar soluções impossíveis para um único jogador
Mecânicas básicas de resolução de problemas em dupla
Após os testes introdutórios, Atlas e P-Body são levados a um ponto que funciona como um ponto de seleção de missões. Este ponto permite que escolham diferentes sequências de desafios, com novas áreas sendo desbloqueadas à medida que completam as missões.
A primeira sequência oficial de testes elabora sobre os conceitos já ensinados. Ao concluírem estes testes, GLaDOS os envia para uma área fora das câmaras de teste convencionais, com a missão de localizar um disco e inseri-lo em um leitor.
Utilizando as habilidades recém-adquiridas, os robôs acessam a sala contendo o disco e seguem as ordens de GLaDOS, ignorando avisos escritos em quadros brancos que alertam para não confiar nela. Atlas e P-Body, seja por limitações de programação ou por obediência irrestrita, são incapazes de compreender ou processar as mensagens de advertência, continuando a servir GLaDOS sem questioná-la.
Capítulo 2: Momentum de Massa
No segundo capítulo, os testes evoluem para incorporar plataformas aéreas de fé. Esta mecânica desafia os robôs a:
Usar o impulso das plataformas para atravessar obstáculos
Coordenar saltos precisos sobre abismos
Resolver quebra-cabeças baseados em momentum físico, Desenvolver confiança mútua durante manobras arriscadas
Completando estes testes, GLaDOS novamente os direciona para uma missão especial: localizar outro disco contendo as plantas do cofre onde estão armazenadas as cobaias humanas, inserindo-o em outro leitor de discos.
Capítulo 3: Luzes Sólidas
O terceiro capítulo leva Atlas e P-Body a câmaras de teste abandonadas que incorporam plataformas de luz sólida. GLaDOS explica que estas câmaras foram desativadas devido à sua alta taxa de mortalidade.
Ao final deste capítulo, a IA envia os robôs para os interiores mais profundos da Aperture com o objetivo de localizarem e coletarem um disco contendo os códigos de segurança do cofre de hibernação. Durante estas missões de recuperação, GLaDOS tenta distrair os robôs para que não prestem atenção nas informações exibidas nas telas — ela apenas necessita que eles insiram os discos e permaneçam presentes enquanto ela recebia as informações.
Capítulo 4: Excursão de Fé
No quarto capítulo, GLaDOS testa as capacidades da dupla com desafios envolvendo funis de excursões, mas também avalia algo mais profundo: a lealdade entre os robôs. A IA tenta repetidamente colocá-los um contra o outro, implementando situações que incentivam a traição mútua.
Para sua surpresa (e alívio), GLaDOS conclui que ambos não possuem capacidade de processamento suficiente para compreender o conceito de traição, eliminando sua preocupação de que possam eventualmente se voltar contra ela como Chell fez.
GLaDOS revela um detalhe interessante: as câmaras deste capítulo foram as primeiras que ela desenvolveu especificamente para testes com robôs. Até então, Atlas e P-Body estavam sendo testados em câmaras projetadas originalmente para humanos. Ela admite que não acreditava que os robôs chegariam tão longe, demonstrando como inicialmente subestimou suas criações.
Depois de completar mais uma etapa, os dois recebem uma nova missão: buscar outro disco. Só que, dessa vez, esse disco vai ligar a energia da GLaDOS à energia das antigas câmeras de testes da Aperture Science. Para isso, eles usam funis de excursões e pontes de luz sólidas para conseguir passar por armadilhas perigosas. Apesar de todas as dificuldades, eles conseguem chegar até a sala onde está o disco. Lá, fazem o mesmo de sempre: colocam o disco no leitor. Isso permite que GLaDOS finalmente consiga se conectar com todas as câmeras antigas da Aperture, onde fica o cofre que guarda as últimas cobaias de teste humano.
Na próxima missão, GLaDOS avisa que as câmeras de teste iriam teste eles, para destravar a segurança do cofre onde as últimas cobaias humanas estão. Ela explica que, apesar dos testes anteriores terem sido divertidos, aquilo não era ciência de verdade. Vale lembrar que, até esse momento, GLaDOS tinha feito Atlas e P-body acreditarem que as missões e os discos que eles coletavam não eram nada importantes.
Nessa etapa, aparece a última nova habilidade da campanha: os géis de repulsão e propulsão. Usando esses géis junto com tudo que já aprenderam, os robôs precisam resolver desafios para avançar até a sala do cofre. Quando chegam lá, GLaDOS nota que mesmo com os códigos coletados, a porta não abre. Então ela pede para os dois destravarem a porta manualmente, resolvendo vários pequenos quebra-cabeças com todas as habilidades que praticaram até agora.
Depois de conseguirem ativar as alavancas que deveriam liberar a porta do cofre, nada acontece. Só que, ao chegarem na porta, GLaDOS vê que há uma câmera conectada à entrada do cofre e pede que eles façam algo. Nessa parte, usando os emotes desbloqueados ao longo da campanha, os robôs finalmente conseguem abrir a porta do cofre.
No último capítulo, GLaDOS remonta a dupla de robôs mais uma vez. Ela diz para eles que, desde a última vez em que foram montados, já se passaram mais de cem mil anos — pelo menos, é o que ela afirma. Agora, testar já virou coisa do passado, e o objetivo principal virou a arte, algo que, segundo GLaDOS, é a única preocupação deles naquele momento.
GLaDOS explica que tinha remontado todos os humanos que a dupla tinha libertado para apresentá-los a uma nova exposição de arte sobre testes. Ela diz que essa exposição foi criada em conjunto com esses humanos, que ela garante estarem vivos e bem. Nessa exposição, as salas têm desafios ainda mais avançados e misturam todas as mecânicas aprendidas até agora.
Depois que a dupla termina a primeira exposição, dá para ouvir uma explosão ao fundo. GLaDOS diz que não é nada grave e manda os dois seguirem até a próxima parte da exposição. Eles resolvem mais salas, mas na metade do caminho uma máquina usada para remontá-los quebra. Com isso, GLaDOS precisa mandar os robôs para uma sala de reparos para reiniciar o sistema e tentar consertar a máquina.
Durante esse tempo, GLaDOS revela a verdade: só passou uma semana desde a última montagem, e todos os humanos que estavam lá morreram enquanto ela tentava transformá-los em máquinas de matar, porque, Ela conta que alguém invadiu as instalações, e se conectou a um antigo corpo protótipo dela e está tentando tomar o controle da Aperture. Por isso, GLaDOS precisa da ajuda dos robôs para resolver o problema.
Depois de consertar parcialmente a máquina de remontagem, os dois continuam a resolver testes. Porém, agora GLaDOS tenta fazer com que eles virem máquinas de matar, já que a pessoa misteriosa continua mexendo nos sistemas da Aperture. Mas, por causa dos reparos incompletos na máquina, ela quebra de novo e GLaDOS demora 3 dias para remontar os robôs dessa vez. No final, GLaDOS diz que vai ter que encurtar o percurso de testes e leva-los o mais perto possível da sala onde está o corpo protótipo dela.
Depois de terminar o último teste, os dois robôs passam por mais um pequeno obstáculo e finalmente chegam à entrada da sala do corpo protótipo. Lá, encontram quem estava invadindo a Aperture Science, como GLaDOS tinha dito antes. Para surpresa de todos, o "invasor" era na verdade um CORVO! GLaDOS, como já tinha demonstrado antes, tem pavor de pássaros.
Assim que GLaDOS vê o corvo fazendo um ninho em cima de seu corpo protótipo, ela entra em pânico, dizendo que não tinha se preparado para isso e manda todos recuarem, pois considera o pássaro um inimigo muito forte. Os robôs não entendem por que tanto drama, pois era só um pássaro inofensivo. Mesmo assim, Atlas se aproxima com cuidado e espanta o corvo, mas antes de ir embora, o pássaro ainda tenta proteger o ninho atacando os robôs.
O corvo vê uma saída iluminada, foge por ela, e P-body fecha a passagem para garantir que não volte. GLaDOS fica aliviada e agradece aos robôs pelo trabalho incrível, dizendo que eles são verdadeiras máquinas de matar. Os robôs comemoram esse elogio, mesmo sem entender direito a situação.
Enquanto relaxa, GLaDOS percebe que o ninho do corvo ficou para trás com 3 ovos. Ao analisar os ovos, ela conclui que dali poderia nascer um "exército de clones do pássaro". Preocupada, pede para os robôs esmagarem os ovos imediatamente para evitar problemas no futuro, mas de repente tem uma ideia diferente.
Ela cumprimenta os ovos, os dando as boas-vindas ao “cofre de aquecimento de ovíparos da Aperture Science”. GLaDOS mente para os ovos, dizendo que eles foram abandonados porque são inúteis. No entanto, quando ela provoca, um dos futuros filhotes bica o vidro e quase o quebra, mostrando força. GLaDOS então muda de estratégia: começa a analisar os bicos e garras dos filhotes, chamando-os de novas máquinas de matar, e dá a entender que pretende usá-los como um exército para proteger a Aperture Science de qualquer invasor.
E é aqui termina essa GRANDE história, o que você achou ? sabia dessa riqueza de detralhes ?
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